DEFENDER A ADUFRGS

PORQUE DEFENDER A ADUFRGS – SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN

Prezado(a)s colegas:

A diretoria da ADUFRGS acaba de convocar, para o dia 13 de agosto, uma consulta eletrônica aos sócios sobre a transformação de nossa entidade num sindicato municipal de docentes universitários federais. Na prática, isso significa romper com nosso Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN – e extinguir a atual ADUFRGS, que é seção sindical do ANDES-SN, para tentar constituir um sindicato dos docentes federais de Porto Alegre incluindo os docentes da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, ex-FFFCMPA) – de forma que se tratará de uma tentativa de fusão do movimento docente de cada IES!

Como docentes da UFRGS e sócios da ADUFRGS, que muitos de nós ajudamos a fundar, pedimos sua atenção para a gravidade da situação e para a necessidade de reagirmos face aos riscos de perdermos nossa unidade nacional e nossa organização independente, frutos de trinta anos de lutas desenvolvidas local e nacionalmente.

Defender a ADUFRGS, contra a divisão

A diretoria da ADUFRGS quer levar para o sindicato municipal a ser criado o patrimônio da ADUFRGS. Para isso será necessário extinguir uma entidade que acaba de completar 30 anos e onde soubemos durante tanto tempo conviver democratica e respeitosamente.

Nossa ADUFRGS foi fundada e fortalecida com base na unidade do movimento docente nacional, enfrentando a legislação que proibia servidores públicos de organizarem sindicatos.

Por sua vez, a proposta de sindicato municipal surge do intuito de constituir uma entidade nacional paralela ao ANDES-SN, da intenção de dividir o movimento nacional docente. Que força e legitimidade poderia vir a ter uma entidade que nascesse da divisão? Como levar para o sindicato de alguns o patrimônio construído por todos?

Precisamos de um sindicato nacional unitário

Somos uma categoria nacional e nossas negociações salariais são com o governo federal. Nosso sindicato deve ser nacional, unitário e é por isso que a decisão de transformar a ADUFRGS em seção sindical do ANDES-SN, em 1992, foi ampla e democraticamente debatida e deliberada por unanimidade, em Assembléia Geral.

Todas as grandes conquistas do sistema de IESs federais e da categoria (Plano de Cargos e Salários – PCS, Regimento Jurídico Único – RJU, etc.), a efetiva defesa de nossos direitos e da Universidade Pública e Gratuita são frutos dessa unidade nacional realizada no ANDES-SN.

Unidade dos docentes, acima das simpatias e das divergências

O sindicato não pode ser a reunião dos professores que simpatizam com uma corrente. Deve ser o espaço de construção da unidade e solidariedade entre todos os docentes, ativos e aposentados, com diferentes titulações, regimes e tempos de serviço.

No seio do ANDES-SN está democraticamente garantida a participação das diversas correntes e posições sindicais e ideológicas. No entanto, os promotores do chamado “Novo Movimento Docente” apostaram na cisão, decidindo abandonar o ANDES-SN: esse não é o caminho da união e do fortalecimento do movimento docente!

O que está em questão não é o nosso acordo ou desacordo com a diretoria do ANDES-SN. A divergência é saudável, deve ser debatida e tratada democraticamente. Entretanto, se a cada divergência os descontentes criarem uma nova entidade, logo teremos várias entidades de docentes, enfraquecidas e sem nenhuma capacidade de mobilização e de pressão sobre o governo federal.

Os “sindicatos municipais” criados até agora não obtiveram registro sindical

Vem sendo alegado que as ações judiciais da ADUFRGS ficaram desprotegidas pela suspensão do registro sindical do ANDES-SN. Entretanto, a ADUFRGS continua encaminhando ações judiciais coletivas sem nenhum prejuízo.

Por sua vez, as tentativas de criação de sindicatos docentes locais não obtiveram o registro sindical até agora, sendo improvável que um sindicato de Porto Alegre o obtenha, pelo menos em curto prazo. E, ao contrário do que tem sido colocado, as ações que estão tramitando em nome da ADUFRGS ficariam a descoberto pela extinção da Associação.

A consulta convocada não é democrática

De acordo com o regimento da ADUFRGS, as decisões devem ser tomadas em Assembléia Geral. Entretanto a diretoria insiste em dizer que a consulta eletrônica vai “deliberar” sobre a “transformação” da ADUFRGS em sindicato. Querem criar um clima de fato consumado.

Outrossim, cabe observar que a questão não foi até agora minimamente debatida. É verdade que foram publicados dois artigos a favor e dois artigos contra a “transformação” numa edição especial do Adverso, mas todas as outras edições – inclusive a última – foram dedicadas à propaganda da proposta da diretoria. E basta que seja acessada a página eletrônica da ADUFRGS para sermos saudados com propaganda louvando o pretenso “Novo Movimento Docente”. Por sua vez, os informativos do ANDES-SN são remetidos para uma pasta que é preciso procurar com afinco para encontrar; aliás, a página da ADUFRGS sequer possui um link para o ANDES-SN: em suma, dois pesos, duas medidas, o que fere a democracia!

Ou seja, o processo todo vem sendo arquitetado, preparado e organizado por uma diretoria cuja posição não é nem um pouco isenta. Lembramos que a proposta de uma comissão paritária para a organização do processo de debate e da consulta não foi aceita pelo presidente da ADUFRGS.

Para discutir o tema “transformação”, a diretoria convocou dois debates. Ao primeiro compareceram menos de vinte pessoas. Quanto ao segundo, durou meia-hora (se tanto!), sendo prontamente encerrado. É esse o amplo debate anunciado pela diretoria? Que democracia é essa?

Chamamos a atenção do(a)s colegas para o açodamento, a precipitação que movimentam a diretoria, bem como para as condições absurdamente precárias e desiguais – na verdade: antidemocráticas – nas quais a diretoria pretende convocar uma “Consulta Eletrônica para deliberar”, o que não corresponde ao decidido pela Assembléia Geral de 30/04/2008, além de afrontar o Regimento da ADUFRGS.

Por todas as razões acima apontadas, conclamamos o(a)s colegas a defender a ADUFRGS contra a proposta de destruí-la e de cindir o ANDES-SN.

Subscrevem:

José Fraga Fachel (IFCH, Presidente da primeira diretoria da Adufrgs)

Aron Taitelbaum (MAT, Vice-presidente da primeira diretoria da Adufrgs)

Carlos Schmidt – Schmittão (ECO, ex-presidente da Adufrgs)

Fernando Molinos Pires Fº (ODONTO, ex-presidente da Adufrgs)

Rubens Constantino Volpe Weyne (FABICO, ex-presidente da Adufrgs)


Adriana Thoma (EDU)

Alfieri Gobetti (ENG)

Ana Maria e Souza Braga (VET)

Ana Zandwais (LET)

Candido Silveira de Souza (ESC. TÉCNICA)

Carlos Alberto Saraiva Gonçalves (ICBS)

Carmem Juracy Silveira Gottfried (ICBS)

Carmen Lúcia Bezerra Machado (EDU)

Cíntia Inês Boll (EDU)

Dante Barone (INF)

Deborah Veiga (ENF)

Denise Maria Comerlato (EDU)

Diomar Chagas Pereira Xavier (ESC. TÉCNICA)

Eduardo Maldonado Filho (ECO)

Elisabete Búrigo (MAT)

Elizabeth Aguiar (ESC. TÉCNICA)

Enrique Serra Padrós (IFCH)

Evangelina Veiga (FABICO)

Fábio Dal Soglio (AGRO)

Fernando Nascimento (INF)

Guacira Louro (EDU)

Helen Osório (IFCH)

Heloísa Junqueira (EDU)

Ilza Rodrigues Jardim (EDU)

Jacques Marre (IFCH)

Jorge Alberto Quillfeldt (BIOCIÊNCIAS)

Jorge Alberto Rosa Ribeiro (EDU)

José Rerin (FARM)

Laira Vieira Toscani (INF)

Laura Souza Fonseca (EDU)

Laura Verrastro (BIOCIÊNCIAS)

Leci Silva de Freitas (ADM)

Leda Carmen Wulf Gobetti (ENG)

Lívia Piccinini (ARQ)

Luciana Gruppelli Loponte (EDU)

Luiz Dario T. Ribeiro (IFCH)

Luiz Tiarajú dos Reis Loureiro (ENG)

Luzia Mello (EDU)

Marco Paulo Stigger (ESEF)

Margareth Schaffer (EDU)

Margot Ott (EDU)

Maria Beatriz Gomes da Silva (EDU)

Maria Ceci Misoczky (ADM)

Mário Brauner (ESEF)

Marlene Ribeiro (EDU)

Marly Madeira Falcetta (GEO)

Marta Helena Santos Peixoto (ESC. TÉCNICA)

Naira Lisboa Franzói (EDU)

Neuza Tartaglia (ENF)

Paulo Brack (BIOCIÊNCIAS)

Paulo Peixoto Albuquerque (EDU)

Paulo Roberto Oliveira Pereira (ODONTO)

Paulo Francisco Slomp (EDU)

Raimundo Helvécio Aguiar (EDU)

Regina Ribeiro Brasil (EDU)

Renita Algayer (EDU)

Robert Ponge (LET)

Roberto Verdum (GEO)

Ruben Daniel Méndez Castiglioni (LET)

Ruth Francini Ramos Sabat (EDU)

Sandra Mara Corazza (EDU)

Selma Maria Dias Santos (FARM)

Sergio Andrés Lulkin (EDU)

Simão S. Toscani (INF)

Simone Moschen Rickes (EDU)

Sônia Bender Kotzian (GEO)

Sueli Goulart (ADM)

Telmo Pires Mota (MAT)

Tomaz Tadeu da Silva (EDU)

Vera Maria Vidal Peroni (EDU)

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Recentes adesões:

Alexandre Silva Virginio (ESC. TÉCNICA)
Augusto Triviños (EDU)
Benito Bisso Schmidt (IFCH)
Carlos Mielitz (ECO)
Diogo Onofre de Souza (ICBS)
Eunice Kindel (EDU)
Helena Doria Lucas de Oliveira (EDU)
Liliana Passerino (EDU)
Lorena Holzmann (IFCH)
Manoel Pereira Couto Netto (PSICO)
Maria Eunice Maciel (IFCH)
Mathias Schaff (LET)
Renato Paulo Saul (IFCH)

Um comentário em “DEFENDER A ADUFRGS”

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