Uma conversa com Jean Piaget e Bärbel Inhelder (1)

Fragmento de: “Uma Conversa com Jean Piaget e Bärber Inhelder” por Elizabeth Hall
Tradução: A tradução do texto a seguir, realizada pelo aluno Nelson Jurandi Rosa Fagundes, é fruto de uma atividade voluntária proposta na disciplina Psicologia da Educação II e destina-se aos estudos desenvolvidos nessa disciplina.
Supervisão da tradução: Professor Paulo Francisco Slomp.
Fonte: PIAGET, Jean. A conversation with Jean Piaget and Bärbel Inhelder / by Elizabeth Hall, Jean Piaget, Bärbel Inhelder. In: Psychology today. 1970, vol. 3, p. 25-32, 54-56. Entrevista com J. Piaget p. 25-32, com B. Inhelder p. 54-56. Publicação original em língua inglesa, 1970.

O gigante da psicologia do desenvolvimento e sua colaboradora falam sobre crianças – como elas aprendem, quando aprendem e o quê aprendem.

[Veja a entrevista com Bärbel Inhelder em http://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/entrevista-com-inhelder]

Jean Piaget: Eu devo alertá-la de que eu não consigo entender inglês quando pronunciado corretamente, mas se você disser zis e zat e zhose, eu acompanho.

Elizabeth Hall: E se você prometer falar um francês rudimentar, talvez eu entenda. Por sorte, nós temos

Guy Cellerier aqui para resolver nossos problemas de linguagem. Você e Sigmund Freud são vistos como os dois gigantes da filosofia do século XX. Se Freud mudou nosso modo de pensar sobre a personalidade, você certamente o fez sobre a inteligência , ainda que exista uma confusão acerca de seu trabalho. Sempre que alguém tenta nos explicar suas teorias só consegue torná-las mais obscuras.

JP: É, eu já vi isto ocorrer… Talvez nós façamos melhor hoje.

EH: É interessante que tanto Fred Skinner quanto D. O. Hebb queriam ser romancistas.

JP: É mesmo?

EH: Eu mesma fiquei surpresa ao saber.. Eles vêem a inteligência empiricamente, enquanto você começou nas ciências naturais e vê a inteligência filosoficamente.

JP: Primeiramente, nós devemos estar de acordo sobre o que você quer dizer por “filosófico”. Todos os problemas que eu tenho atacado são epistemológicos. Todos os métodos que eu tenho utilizado são ou experimentais, ou formalizações que os americanos também qualificariam como empíricos.

EH: A Psicologia originalmente era uma parte da Filosofia; William James era um filósofo. Você adentrou no campo da Filosofia novamente e separou a área da Epistemologia.

JP: É verdade que eu separei a Epistemologia da Filosofia, mas eu não o fiz apenas pela Psicologia. A epistemologia pertence a todas as ciências; todas estão preocupadas com a natureza e a origem do conhecimento.

(…)


O texto integral da tradução encontra-se disponível somente aos alunos matriculados na disciplina EDU01012 Psicologia da Educação II.

[Veja a entrevista com Bärbel Inhelder em http://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/entrevista-com-inhelder]

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