
A Seguir, você encontra um “palavras cruzadas” com termos que se relacionam com a peça “Que será será”. O gabarito está disponível ao final desse texto. Também é possível preencher as lacunas acessando AQUI

- Peça em cartaz pelo projeto Novas Caras de Abril a Maio de 2026.
- Teatro do ______. Gênero que refelte a falta de sentido da existência humana.
- Ato ou efeito de aguardar. Expectativa.
- Estado emocional de aflição, angústia ou medo.
- “Ânsia de conquistar, _____ de possuir”.
- Rivalizar. Disputar.
- Falta de comunicação. Isolamento.
- Perspectiva otimista. Ver o lado bom das coisas.
- Renúncia ao que se almeja.
- Exaustão. Estresse generalizado. Palavra em Inglês.
- Existe no tempo presente.
Palavras cruzadas. A peça “Que será será” está repleta delas, seja nas revistas de passa tempo ou nos diálogos repletos de colisões. Tudo se passa em uma sala de espera, o que sintetiza muitas das angústias da atualidade: o mercado de trabalho, que nos coloca numa sensação constante de competitividade e insuficiência; o limbo entre já trabalhar muito e ainda não ter “chegado lá”; o paradoxo da positividade, onde relaxar se torna mais uma tarefa.
Questões vividas por três personagens que se opõe, se complementam, se atacam e se unem. A conversa fiada vira debate, que vira desabafo. As coisas mudam muito rápido entre eles. O elenco transita bem pelos diferentes tons que os diálogos propõe. Estabelecendo um cotidiano com pitadas de absurdo que nos pegam de surpresa.
Aliás tudo na peça causa essa sensação, a estética e formada por elementos comuns, mas que combinados se sobressaem. Os insights são ideias facilmente debatidas no dia a dia, mas que são expostas e sobrepostas de uma forma que possibilita uma outra visão.
No final, (lá vem spoiler) tem um plot twist duplo. Digo isso porque além do plot em si eu não esperava que o texto contasse com esse recurso. Algo me fez pensar que a sensação de espera infinita seria concretizada por uma espera de fato infinita.
A reviravolta me deixou tão pensativa quanto os personagens. Será que deixar a sala demonstra suspender a caminhada ou criar seu próprio caminho? Será que olhar para as angústias ajuda a buscar soluções ou aumenta a ansiedade? Será que a intenção era dizer que toda essa ânsia foi produzida intencionalmente para nos colocar uns contra os outros? Será que se gente pode mudar alguma coisa além de como a gente se sente sobre as coisas? Será que mudar a nossa perspectiva sobre as coisas não é mais uma coisa pra fazer? Será que todas essas ideias podem se sobrepor? O que será será?

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Raffa Silvestrin
Direção Coreográfica: Mariana Morais
Concepção de Figurino: Mariana Dias Ferreira
Elenco: Bianca Cruz, Victor Guimarães e Vitória Greff
Direção: Coletiva
Direção Original: Raffa Silvestrin
Arte e Fotos: Artur Gaudenzi
Operação de Luz: Roberta Eltz
Operação de Som: Eduard Pereira
Produção: Vitória Greff
Assistência de Produção: Rafaela Zwierzynski
Realização: Projeto Novas Caras, Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre
Qorpo Qritico – Vol. 8, n. 21 – abril a julho de 2026. ISSN 2675-4207
