Line – Amigão

O comercial da empresa LINE se passa com o personagem-mote, um jovem, contracenando com a câmera como se estivesse falando com um de seus amigos. Ele se encontra em um ambiente descontraído com outros dois jovens atrás dele, em segundo plano, utilizando o celular. Durante suas falas escutasse o barulho de um teclado de celular digitando, sugerindo-se que o personagem-mote está, na verdade, conversando pelo aplicativo do celular com esse amigo.

Durante o diálogo o personagem-mote possui falas que deixam uma possível interpretação de relação homoafetiva entre ele e o amigo, e na sequencia de cada fala tenta se justificar. Ao falar “É quase como se a gente fosse um casal!”, o tom da fala do personagem ao se justificar juntamente com sua expressão corporal sugerem uma certa ironia e descaso quanto a afirmação anterior, como se ela fosse muito pouco provável ou até impossível. Para ajudar a construir o ambiente de estranhamento, os dois jovens que estão em segundo plano se entre olham quando o personagem-mote dá sua fala.

Ao continuar o diálogo, o personagem diz que “Sabe quando a gente se abraça? Eu sinto amor até. Mas não aquele amor…” e ele continua a se explicar. Ao sugerir que há amor entre ele e o amigo o personagem tenta se justificar, ou seja, um amor de amizade que parece ser entendido como um amor homossexual. Como na fala anterior os jovens em segundo plano ajudam a construir um ambiente de reprovação, mas agora não mais se entreolham e sim olham para o personagem em primeiro plano.

Porém a cena do personagem é interrompida com um Sticker que lhe dá um soco e lhe impede de continuar a frase. O Sticker caracteriza-se como um personagem forte, com roupas justas que poderia muito bem ser um lutador. Quando o personagem é interrompido, pode-se sugerir uma censura da fala, onde nem relação homoafetiva, nem o amor entre dois homens heterossexuais são aceito pela sociedade heteronormativa.

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