Pergunta norteadora
Qual a importância do brincar na infância?
Enfoque selecionado
A reportagem busca entender como brincar ajuda no desenvolvimento infantil e na qualidade de vida da criança. Iremos entrevistar uma psicóloga, uma doutora em educação, pais e crianças. Nas entrevistas com crianças, queremos entender como elas se relacionam com a brincadeira e o que percebem sobre o modo como brincam. Também queremos descobrir o que elas gostam nas brincadeiras, quais elas preferem, e como elas se sentem ao brincar. Já nas entrevistas com especialistas queremos entender como brincar afeta a formação, o desenvolvimento e o aprendizado das crianças.
Breve contextualização do tema
“Ao brincar, a criança movimenta o corpo, explora materiais, experimenta regras de convivência, constrói vínculos e exercita a imaginação, entre muitas outras coisas. Esse processo desenvolve habilidades cognitivas, socioemocionais e motoras essenciais para toda a vida.” https://fundacaomariacecilia.org.br/noticias/brincadeira-e-coisa-seria-por-que-o-brincar-e-a-linguagem-da-primeira-infancia-e-um-direito-das-criancas/
Fontes e sugestões de perguntas:
Sabrina Fernanda Adão (psicóloga infantil e mãe do Heitor)
- Qual a importância de brincar?
- O que a criança desenvolve enquanto brinca?
- Como a brincadeira ajuda no aprendizado?
- E no desenvolvimento cognitivo?
- Quais tipos de brincadeira são recomendados para as crianças?
- Como estimular que elas brinquem fora das telas?
Heitor (criança de seis anos)
- Qual a sua brincadeira favorita?
- Como que faz pra brincar disso? Me ensina?
- Por que você gosta de brincar?
- Você prefere brincar sozinha ou com os amigos?
- Você brinca fora de casa?
- Quais brinquedos você mais gosta?
- Quais brincadeiras você não gosta?
- Seus pais brincam com você? Do quê?
Talita Ten Kathen (fisioterapeuta e mãe do Gabriel)
- Qual a importância de brincar para o corpo?
- Que tipos de brincadeira ajudam no desenvolvimento motor?
- Que estratégias você adotou como mãe para incentivar o movimento e a brincadeira?
Gabriel (criança de quatro anos)
- Qual a sua brincadeira favorita?
- Como que faz pra brincar disso? Me ensina?
- Por que você gosta de brincar?
- Você prefere brincar sozinha ou com os amigos?
- Do que você brinca na pracinha? E em casa?
- Quais brinquedos você mais gosta?
- Quais brincadeiras você não gosta?
- Seus pais brincam com você? Do quê?
Pelo menos mais uma criança. Gostaríamos de encontrar uma menina.
Marília Forgearini Nunes (professora da UFRGS e coordenadora da Brinquedoteca Universitária)
- Qual a importância de brincar?
- O que a criança desenvolve enquanto brinca?
- Como a brincadeira ajuda no aprendizado?
- E no desenvolvimento cognitivo?
- Qual o papel das escolas no incentivo à brincadeira?
- Quais tipos de brincadeira são recomendados para as crianças *nas escolas*?
- Como estimular que elas brinquem fora das telas?
- Como a brincadeira entra em sala de aula?
Da pauta à reportagem
No início do semestre, tínhamos escolhido fazer uma reportagem sobre discalculia na infância. Apresentamos a pauta e partimos para a apuração. Nessa etapa, descobrimos que é difícil os adultos perceberem a discalculia das crianças no ensino fundamental. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre na adolescência. Por isso, mudamos de pauta e chegamos ao tema da nossa reportagem final: brincar.
Do ponto de vista editorial, a mudança foi boa. Chegamos à conclusão de que faltava, nesta edição da revista, uma reportagem com um tema tão lúdico e tão presente no dia a dia das crianças quanto a brincadeira. Além disso, essa mudança permitiu que conversássemos com mais crianças e entendêssemos a perspectiva delas sobre a própria infância.
O tempo para fazer as entrevistas e escrever o texto foi mais curto devido a essa alteração. Mas, com a ajuda da conselheira Sabrina Fernanda Adão e da orientação das professoras, encontramos fontes dispostas a contribuir.
A experiência foi muito enriquecedora para nós. Tivemos a oportunidade de entrevistar crianças pela primeira vez. Foi desafiador, e isso permitiu que nós desenvolvêssemos nossas técnicas de entrevista e nossa sensibilidade. O tema do brincar ajudou as fontes a ficarem mais à vontade e nos inseriu na rotina delas. Poder vê-las brincando foi muito interessante para a reportagem.
