Micropartícula para tratamento da trombose

Panorama tecnológico
Entre as doenças trombóticas mais recorrentes destacam-se a aterotrombose e o tromboembolismo venoso (TEV) que são doenças causadas por quadros de trombose arterial e trombose venosa respectivamente. Esses quadros patológicos fazem parte das doenças cardiovasculares, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2018), representam uma das causas mais predominantes de morbidade e de mortalidade em todo o mundo. Nos Estados Unidos, mais de dois milhões de pessoas morrem todo ano de trombose arterial ou venosa ou de suas consequências. No Brasil Segundo o Ministério da Saúde e artigos do campo, cerca de 20% de todas as mortes em indivíduos acima de 30 anos é causada por doenças cardiovasculares.

O tratamento e prevenção de eventos trombóticos geralmente se dá pela administração do ácido acetilsalicílico (AAS), um antiagregante plaquetário clássico, associado ao clopidogrel ou outro agente antiagregante plaquetário. Contudo, os problemas inerentes ao uso crônico do AAS chamam atenção pois está associado à maior risco de complicações gastrointestinais, como úlceras e sangramentos que levam a desistência do tratamento.

Descrição da tecnologia
Associa um antiagregante plaquetário clássico utilizado na clínica médica (ácido acetilsalicílico – AAS) em conjunto com um polissacarídeo natural com ligação específica em plaquetas e locais com expressão de P-selectina, um aminoácido ligante com atividade secundária de regeneração tecidual e anti-mucosite, e um promotor de liberação controlada, estruturados de forma organizacional como micropartículas bioadesivas de liberação prolongada, baseada nos conceitos de nanotecnologia.

A associação destes, acarretou em um aumento da atividade antiagregante plaquetária do AAS quando comparado ao AAS puro nos ensaios in vivo, com manutenção dos efeitos antiagregantes por até 24 horas (período do experimento).

Problema resolvido
Esses quadros hemorrágicos são a grande problemática associada ao tratamento/prevenção de eventos trombóticos em pacientes que utilizam AAS, levando a diversas sociedades regularem sua utilização, versando também sobre o tratamento recomendado.

Por exemplo, para eventos trombóticos primários, a American Heart/Stroke Association e American College of Chest Physicians recomendam doses de AAS apenas se o benefício superar os riscos dos efeitos adversos. Já a European Society of Cardiology recomenda apenas para pacientes com alto risco de apresentarem quadros trombóticos. Já a Canadian Cardiovascular Society não recomenda sua utilização.

Em relação à eventos trombóticos secundários (ou recorrência), todos entram no consenso de que é necessário utilização de pequenas doses de AAS de forma regular (crônica).

Vantagens
-A microestruturação das partículas de AAS baseada nos conceitos de nanotecnologia: resultados relacionados ao aumento do tempo de meia-vida, capacidade de retenção e permeação mucosal, propriedades bioadesivas e de liberação prolongada, que poderão favorecer a redução e frequência da dose administrada.
-A modificação da via de administração: redução dos efeitos de primeira passagem, maior aceitação de pacientes crônicos, ação no local de biogênese e reservatório de plaquetas.
-A associação com um polissacarídeo natural: esta associação pode ser benéfica no que tange o perfil antitrombótico, devido a atividade da mesma nos processos de adesão e agregação plaquetária.
-Inclusão da L-lisina na estruturação da partícula: tem atividade secundária de aumentar a resistência vascular, regeneração tecidual, aumentar imunidade e potencial atividade anti-mucosite.
-Relacionado à facilidade de administração, o proposto pode ser utilizado com diversos dispositivos já disponíveis no mercado e de fácil aceitação.

Aplicações

Tratamento de quadros trombóticos arteriais, primários ou secundários, agudo ou crônico (múltiplas administrações).
O scale up industrial pode ser facilmente realizado, sendo passível de comercialização.

Estágio de desenvolvimento (TRL – Technology Readiness Level)

Status da tecnologia
Pedido de patente depositado no INPI.

Inventores
Max Seidy Saito
Kelly Cristine Zatta
Silvia Staniçuaski Guterres
Adriana Raffin Pohlmann
Markus Berger Oliveira
Plínio Cunha Sathler

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