Manas Menezes (século XVIII)

Mulher rica da Costa do Ouro (1821)
Fonte da imagem: Library Company of Philadelphia. Disponível em: https://digital.librarycompany.org/islandora/object/Islandora%3A2915?solr_nav%5Bid%5D=7fa23d3d73a861f75812&solr_nav%5Bpage%5D=0&solr_nav%5Boffset%5D=7. Acesso em: 11 de jan. de 2021.

Em Moçambique, para a ocupação da Zambézia a coroa portuguesa incentivou a concessão de prazos, conferindo (à revelia dos africanos) direitos de exploração a pessoas que pudessem explorar por conta própria áreas consideradas ignotas. Assim surgiu o grupo das “Donas da Zambézia”, como ficaram conhecidas poderosas terratenentes, em geral mulatas ou negras associadas a europeus, assumiram gradualmente posições de liderança em âmbito local como “prazeiras da coroa”.

As primeiras “Donas da Zambézia” a ganhar notoriedade viveram no século XVIII, como Dona Ignez Gracia Cardoso, que em 1757 era senhora de terra em Luabo; Dona Catarina de Fama Leitão, que por volta de 1780 detinha vasta extensão de terras em Quelimane e cerca de 1000 escravos, ou Dona Sebastiana Fernandes de Moura, proprietária de terras em Macuze e em Quizungo, além de cerca de 300 escravos.

As três “donas” mais influentes entre as prazeiras da coroa são lembradas pelo sobrenome “Menezes”.  Na passagem do século XVIII para o XIX, sob a liderança de Francisca Josefa de Moura e Menezes, esse grupo familiar, teve sob seu controle quase toda a região de Tete. As outras duas irmãs (“manas”) chamavam-se Dona Felipa Antónia e Dona Catarina.

BIBLIOGRAFIA

CAPELA, José. Donas, senhoras e escravos. Porto: Edições Afrontamento, 1996.

Última atualização em: 28/01/2021

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