Nascida com o nome de batismo Walatta Giyorgis, na região de Qwara, com ascendência real da parte da mãe e do governo local da parte do pai, atuou como rainha regente da Etiópia. Recebeu educação formal de clérigos da rede monástica do santo Ewostatewos e apoiou sua doutrina, futuramente financiando as igrejas de Qwesqwam Debre Sehay e Narga Sellase.
Concubina do negus (imperador) Bakaffa, que governou de 1721 a 1730, teve seu filho Iyasu II, conduzido ao trono com 7 anos de idade, sendo ela coroada como etege, título usualmente dado à esposa oficial do rei. Em 1732 enfrentou uma rebelião que foi controlada com ajuda do seu irmão, Walda Leul, responsável pelas expedições militares.
Governando em Gondar, a capital do reino, no início de cada ano (setembro, no calendário etíope), ela e o rei reuniam os dignitários para a redistribuição das funções oficiais. Para além de Iyasu, Mentewwab teve três filhas, que se casaram com governantes regionais da Etiópia, fortalecendo assim suas alianças políticas.
Ela exerceu um papel importante principalmente nos primeiros nove anos do governo de Iyasu, até que ele se tornasse legalmente autônomo. Com a morte dele em 1755, Mentewwab voltou a adquirir importância com a coroação do seu neto, Iyoas, também criança, mantendo-se diretamente no governo até 1769, quando foi forçada a se refugiar em Gojjam devido a uma revolta do governante da Província de Tigré, Mikael Sehul.
Além do palácio de Gondar, mandou construir o complexo palaciano de Kuskuam, às margens do Lago Tana, onde também fez edificar uma igreja em homenagem a Virgem Maria. Imperatriz caprichosa, ficou conhecida por vários epítetos de grande valor simbólico O mais conhecido, Mentewab, significa “muito bonita”, mas também era chamada de Walata Giyorgis, “filha de São Jorge” e Berthan Mogasa “glorificada pela luz”.
BIBLIOGRAFIA
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Última atualização em: 28/01/2021
































