Importante referência na história do povo Zulu, na atual África do Sul, sua história se confunde com a lenda e muitos episódios provém da imaginação popular transmitida ao longo do tempo por via oral.
Teria nascido entre o povo Elangeni, na área cultural dos povos zulus, e do relacionamento com o chefe Senzanghakona (1757-1815) deu à luz ao guerreiro Chaka, unificador do seu povo. Segundo alguns relatos, ambos não eram casados, o que explicaria o afastamento de Chaka na linha de sucessão do reino. Outras versões informam que ela teria sido banida junto com o filho pelo governante, o que levou à exclusão de seu filho após a morte do rei e a posterior conquista e unificação do reino por seus próprios méritos.
No período de exílio, ela e o filho viveram junto com seu povo, e junto ao povo Mthethwa, sob o governo do rei Dingiswayo, que chefiava a mais importante confederação de povos zulus, onde Chaka começou a se destacar como chefe militar.
Com a morte de Senzanghakona e a tomada de poder por Shaka em 1815, como outras mulheres dos estratos governantes, Nandi exerceu considerável influência no governo dos povos zulus, inclusive exteriorizando divergências pessoais em relação a determinadas decisões do filho.
As razões e circunstâncias da morte de Nandi são desconhecidas, e a reação de Shaka na ocasião foi dramática, promovendo o sacrifício de milhares de pessoas em sua homenagem. Mas um dos poucos amigos íntimos de Nandi, Mnkabayi, o acusou de ter arquitetado a morte dela.
BIBLIOGRAFIA
SHELDON, Katleen; WEIR, Jennifer. “Nandi”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 4, p. 388-389.
WEIR, Jennifer. I shall need to use her to rule: the power of “royal” zulu women in the pre-colonial zululand. South African Historical Journal, v. 43, p. 3-23, 2000.
Última atualização em: 22/01/2021
































