Nascida no estado de Sokoto, norte da Nigéria, região fortemente influenciada pelo islã, seu nome completo é Safiya Hussaini Tungar-Tudu. Em 2001, logo após a adoção pelas autoridades religiosa locais da xaria, a lei muçulmana, ela foi condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério, quando tinha trinta anos.
Depois de se divorciar, Safiya se envolveu com Yahaya Abubakar e não se casou formalmente. Quando engravidou, foi acusada de adultério. Diante das autoridades, durante a fase de provas, Abubakar admitiu ter tido relações sexuais com ela em três ocasiões diferentes, mas foi libertado pelo tribunal por não haver quatro testemunhas masculinas que comprovassem o seu crime.
O caso teve repercussão internacional, e o presidente do país, general Olusegun Obasanjo, pediu publicamente sua absolvição, o que ocorreu em 2002 sob o argumento de que ela tinha engravidado pouco antes da implementação da xaria. No mesmo ano em que Husseini foi absolvida, outra mulher, Amina Lawal, também foi acusada de adultério e depois absolvida.
BIBLIOGRAFIA
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MIKEL, Gwendolyn. Working from within: nigerian women and conflict resolution. Georgetown Journal of International Affairs, v. 6, n. 2, p.87-94, 2005
Women’s access to justice and personal security in Nigeria: a syntesis report. Lagos: Baobab for Women’s Human Rights, s.d.: http://www.gsdrc.org/docs/open/ssaj33.pdf
Última atualização em: 22/01/2021
































