Sophoniba (século III a.C.)

Sophoniba | Giambattista Pittoni (séc. XVIII)
Fonte da imagem: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Giambattista_Pittoni-Sophonisba.jpg. Acesso em: 15 de dez. de 2020.

Aristocrata cartaginense, era filha de Asdrúbal, o notável comandante cartaginês da Segunda Guerra Púnica. Seu nome também é dado como Sophonisba e Spnb’l (“Baal pronunciou julgamento”).  Hoje tudo o que se sabe sobre ela é o modo de sua morte, preservada em uma tragédia conhecida por Tito Lívio; outros relatos existentes são de Apiano e Dion Cassio.

Ela era educada, conhecia literatura e música, e ficou lembrada por seu grande charme. Chegou a ser noiva de Massinissa, o grande rei da Numídia, mas acabou se casando com Syphax, um importante chefe rebelde da Numídia. Quando ele e ela foram capturados pelos romanos em 203 a.C Massinissa tentou, em vão, resgatá-la, e então, para evitar um destino pior para ela enviou-lhe veneno que ela bebeu. Depois Sophoniba foi enterrada com um digno funeral real. 

Este escasso relato parece ter excitado a imaginação grega e romana, pelo seu caráter dramático. A morte trágica de Sophoniba foi encenada em uma peça em 148 a.C., e lembrada nos textos dos autores romanos acima mencionados.

A morte de Sophoniba tornou-se comum na arte. O mais notável exemplo é uma pintura mural na Casa de Giuseppe II em Pompeia, datada do primeiro quartel do século I a.C., onde se vê mulher em trajes reais em um sofá segurando uma grande taça de metal enquanto outra personagem real olha por cima do ombro. Em tempos mais recentes, Sophoniba tem sido objeto de inúmeras representações artísticas em pintura, teatro e ópera.

BIBLIOGRAFIA

DOREY, T. A. Massinissa, Syphax, and Sophoniba. Proceedings of the African Classical Associations, v. 4, p.  1–2, 1961.

HORN, Hein Gunther; RUGER, Christoph B. (Eds.). Die numider. Colônia: Reinhard-Verlag, 1979.

ROLLER, Duane W. “Sophoniba”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 5, p.  441-442.

Última atualização em: 28/01/2021

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