Seu nome completo é Francisca Monteiro e Silva Vaz. Nasceu em Bissau e foi educada em Portugal, onde obteve diploma em Educação no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) e em Sociologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
Foi professora primária em Portugal e na Guiné antes de trabalhar na Sociedade Distribuidora dos Combustíveis e Lubrificantes da Guiné-Bissau, atuando na importação e distribuição de gás e petróleo durante o período de instalação do governo do PAIGC. Em 1976, junto com Mauro Laurentino da Costa, Luís Badaró, Olívio Mendes e Helder Vaz, participou de um movimento de oposição ao governo, o que a levou a prisão de 1977 a 1980, durante a presidência de Luís Cabral. Algum tempo depois, fundou em Portugal a Resistência da Guiné-Bissau Movimento Bafatá (RGB-MB).
Nos anos 1990, foi uma das únicas dez mulheres a atuar na Assembleia Nacional Popular, onde assumiu oposição ao governo. Participou de diversas comissões legislativas e fez parte da Comissão de Boa Vontade, que mediou as relações entre o presidente João Bernardo Nino Vieira e o Ministro de Defesa demissionário, Ansumane Mané, que levou à Guerra Civil de 1998-1999.
Por uma década (1992-2002), Zinha Vaz fundou e presidiu a Associação das Mulheres de Atividade Econômica da Guiné-Bissau (AMAE), além de ocupar postos de administração na cidade de Bissau e na administração central do país.
BIBLIOGRAFIA
ASSUNÇÃO, Márcia Gomes. Representação política das mulheres na Guiné-Bissau. Lisboa: ISCTE, 2018.
MENDY, Peter; LOBBAN JR., Richard. Historical dictionary of the Republic of Guinea-Bissau. Lanham; Toronto; Plymouth: The Scarecrow Press, 2013.
Última atualização em: 22/01/2021
































