Zinha Vaz (1952)

Zinha Vaz
Fonte da imagem: Conosaba do Porto. «42 Anos de Independência da Guiné-bissau» "Desencantados com o Rumo da Independência", - Zinha Vaz. 11 de set. de 2015. Disponível em: http://conosaba.blogspot.com/2015/09/42-anos-de-independencia-da-guine.html. Acesso em 23 de dez. de 2020.

Seu nome completo é Francisca Monteiro e Silva Vaz.  Nasceu em Bissau e foi educada em Portugal, onde obteve diploma  em Educação no Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) e em Sociologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Foi professora primária em Portugal e na Guiné antes de trabalhar na Sociedade Distribuidora dos Combustíveis e Lubrificantes da Guiné-Bissau, atuando na importação e distribuição de gás e petróleo durante o período de instalação do governo do PAIGC. Em 1976, junto com Mauro Laurentino da Costa, Luís Badaró, Olívio Mendes e Helder Vaz, participou de um movimento de oposição ao governo, o que a levou a prisão de 1977 a 1980, durante a presidência de Luís Cabral. Algum tempo depois, fundou em Portugal a Resistência da Guiné-Bissau Movimento Bafatá (RGB-MB).

Nos anos 1990, foi uma das únicas dez mulheres a atuar na Assembleia Nacional Popular, onde assumiu oposição ao governo. Participou de diversas comissões legislativas e fez parte da Comissão de Boa Vontade, que mediou as relações entre o presidente João Bernardo Nino Vieira e o Ministro de Defesa demissionário, Ansumane Mané, que levou à Guerra Civil de 1998-1999.

Por uma década (1992-2002), Zinha Vaz fundou e presidiu a Associação das Mulheres de Atividade Econômica da Guiné-Bissau (AMAE), além de ocupar postos de administração na cidade de Bissau e na  administração central do país.

BIBLIOGRAFIA

ASSUNÇÃO, Márcia Gomes. Representação política das mulheres na Guiné-Bissau. Lisboa: ISCTE,  2018.

MENDY, Peter; LOBBAN JR., Richard. Historical dictionary of the Republic of Guinea-Bissau. Lanham; Toronto; Plymouth: The Scarecrow Press, 2013.

Última atualização em: 22/01/2021

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