No evento, que fez um diagnóstico dos desafios enfrentados durante a pandemia, foi apresentada a nova interface de avaliação para 2022/1

A Secretaria de Avaliação Institucional (SAI) promoveu, em parecia com a Comissão Própria de Avaliação (CPA) e os Núcleos de Avaliação das Unidades (NAUs) a Semana de Avaliação 2022. O evento, realizado na modalidade online na plataforma MConf, apresentou os dados de avaliação dos cursos de graduação, pós-graduação, ENADE e demais indicadores de qualidade do ensino, pesquisa e extensão.

Ao abrir o encontro, em 12 de setembro, a secretária de Avaliação Soraya Tanure destacou o grau de maturidade alcançado pela UFRGS em relação ao Ensino Remoto Emergencial (ERE), enfatizando a importância dos aprendizados ocorridos durante o período de isolamento social. Também presente na abertura do evento, a coordenadora do Fórum dos NAUs Sandra Prado sinalizou para o caráter inovador desempenhado pelos núcleos junto às Unidades.  

Ressaltando que neste momento a UFRGS está recebendo visitas de avaliação in loco no âmbito da graduação, Soraya afirmou que o modelo de avaliação da Universidade é único e pioneiro. “Bem antes da criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), em 2004, as Unidades Acadêmicas já tinham práticas de avaliação interna. O atual método consiste num processo cíclico e sistêmico, sendo muito mais do que o simples preenchimento de relatórios. Ele nos faz refletir sobre nossos pontos fortes e, principalmente, sobre os pontos que devemos melhorar”, frisou a secretária.

Graduação

Em linhas gerais, um dos aspectos apontados durante o evento na área da graduação foi a diminuição na adesão aos instrumentos de avaliação do ERE. “Esse foi um fato que nos preocupou e que, inclusive, motivou a mudança no perfil da avaliação da graduação”, comentou Soraya.

Já em relação as notas, de acordo com a dirigente, não houve alteração significativa, uma vez que as avaliações foram muito boas, tanto nos cursos presenciais quanto nos cursos a distância. Assim, não foram observadas diferenças em termos quantitativos em comparação ao que se tinha no período anterior a pandemia. “Outro ponto importante diz respeito a parte qualitativa do instrumento avaliativo, aquela em que os alunos têm a oportunidade de fazer comentários: percebeu-se que eles estavam ansiosos pela volta ao presencial. E o mesmo foi explicitado pelos professores. Por isso, entendemos que o ERE cumpriu o seu papel, mas realmente a comunidade universitária estava afoita por retornar à modalidade presencial, seja na graduação ou na pós-graduação”, assinalou Soraya.

Os participantes da Semana de Avaliação corroboraram a percepção sobre o esgotamento ocorrido durante o período do ERE, tendo sido identificado o sofrimento não apenas dos discentes, mas igualmente dos docentes pela falta de interação com os alunos, somados aos problemas de infraestrutura para acesso à rede. Conforme indicou o mapeamento dos dados levantados pelo instrumento avaliativo, a interface ensino-extensão foi a mais comprometida.

Pós-Graduação

Entre os pontos mais importantes surgidos na avaliação da pós-graduação, Soraya aponta a constatação de que, muito provavelmente, pós e pesquisa foram as áreas menos impactadas pelo ensino remoto: “Várias atividades de laboratório, por exemplo, continuaram sendo desenvolvidas. E o calendário da pós-graduação não sofreu tanto, pois os PPGs adotaram o ensino remoto quase que imediatamente. Então, não houve uma necessidade de adaptação tão grande quanto na graduação. Na pós-graduação, temos turmas menores e cada programa conseguiu refazer seu calendário de forma mais ágil”.

Embora a SAI atue como um centro de diagnóstico que produz análises e relatórios, mas não executa ações, na pós-graduação Soraya considera que, possivelmente, serão mantidas algumas atividades em formato remoto. “Em especial aquelas ofertadas por professores estrangeiros, exatamente pela praticidade. Isso sem falar na possibilidade de termos pesquisadores visitantes na Universidade sem a necessidade da presencialidade. Então, esse intercâmbio que a pesquisa a distância nos proporcionou deve ser mantido pelos programas de pós. Além disso, conseguimos observar a facilidade para a organização das bancas de mestrado e doutorado. Antes, era sempre muito complicado obter recursos para trazer um pesquisador para participar desses eventos. Com o avanço das plataformas online isso acabou”, comemora a secretária.

Nova interface da avaliação


A motivação para o desenvolvimento da interface decorreu das reclamações e críticas recebidas por parte de professores e alunos ao longo dos últimos cinco anos. A maioria das queixas eram sobre o tamanho do instrumento de avaliação: longo demais e de preenchimento trabalhoso. A equipe da SAI aproveitou o momento de retorno ao presencial para desenvolver uma nova interface avaliativa, que será inicialmente aplicada à graduação, depois, na pós-graduação e, num terceiro momento, na extensão.

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) trabalhou na criação de blocos de interesse do instrumento e, a partir deles, reduziu o tamanho do instrumento e das também das questões, construindo perguntas mais simples, claras e objetivas.

O novo instrumento poderá ser experimentado por professores e alunos de graduação da UFRGS no período para o preenchimento da avaliação 2022/1, que vai de 21 de setembro a 6 de novembro, através dos portais do servidor e do aluno.

Fonte Site da UFRGS, 16/09/2022

Categorias: AvaliaçãoEvento

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