Início

header_home

No BiMa-Lab, Laboratório de Evolução, Sistemática e Ecologia de Aves e Mamíferos, estudamos vários aspectos da evolução, sistemática, ecologia e conservação de vertebrados. Atualmente, nossos projetos se concentram em fatores que afetam os padrões de diversidade em ecossistemas, assembléias, populações e atributos das espécies, e as escalas de abordagem vão do local ao global. A maior parte do nosso trabalho é aplicada ao manejo e à conservação de ecossistemas e animais, sempre levando em consideração as dimensões humanas da vida selvagem, sob uma lógica de sustentabilidade. Estamos sediados no Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.


Siga-nos nas mídias sociais


NOTÍCIAS

Morcegos e a COVID-19: vilões ou vítimas?

Desde o início da epidemia de COVID-19, morcegos estão sendo apontados como os culpados por sua origem, mesmo sem evidências científicas sólidas que apontem para tal. Neste artigo de opinião Maria João Ramos Pereira,Enrico Bernard e Ludmila m.S. Aguiar trazem informações atualizadas sobre morcegos e COVID-19 e discutem porque morcegos não deveriam ser culpados por uma doença pela qual não foram responsáveis. Morcegos não deveriam ser vistos como animais perigosos, mas sim como fontes de várias ideias e abordagens científicas úteis para a saúde humana. Leia o artigo completo na Biota Neotropica assim como o artigo da Folha de São Paulo. 


Onde estão os morcegos? Uma análise de complementaridade ambiental num país megadiverso

Inventários de campo são necessários para superar o déficit Wallaceano. Utilizamos o conceito de complementaridade ambiental para identificar regiões não pesquisadas para morcegos diferentes das já pesquisadas no Brasil. O Cerrado do Norte e a Caatinga Ocidental são as principais prioridades para pesquisas com morcegos! Leia o artigo completo aqui.

 

 

 

 


Nova pesquisa! Fatalidades de morcegos em parques eólicos no sul do Brasil: padrões temporais e influência de fatores ambientais

Impactos de parques eólicos sobre morcegos são pouco conhecidos no Brasil. Para preencher essa lacuna, Izidoro Amaral (LEM-Unisinos e BiMaLab-UFRGS) e colaboradores analisaram padrões espaciotemporais em fatalidades de morcegos num complexo eólico no sul do Brasil, monitorando mensalmente carcaças de morcegos em 129 torres eólicas entre 2014 e 2018. Foram encontradas 266 carcaças de seis espécies de morcegos insetívoros. A maioria das fatalidades foi de Tadarida brasiliensis (Molossidae). As fatalidades ocorreram exclusivamente entre outubro e maio (primavera austral ao outono austral), principalmente em torres próximas ao centro urbano mais próximo. As fatalidades foram positivamente correlacionadas com a velocidade do vento. Oitenta e três por cento da atividade dos morcegos ocorreu entre 15°C e 23°C. Para minimizar as fatalidades de espécies sinantrópicas, como T. brasiliensis, os complexos eólicos devem estar localizados a pelo menos 4 km de distância dos centros urbanos, onde essas espécies se abrigam. Além disso, entre dezembro e março, quando a maioria das espécies da região subtropical e temperada da América do Sul se reproduzem, as torres eólicas localizadas perto de abrigos conhecidos devem suspender a atividade nas noites mais quentes, quando os morcegos estão mais ativos. O trabalho completo pode ser encontrado aqui.

Turnover ou variação intraespecífica de atributos: explicando a variação funcional numa metacomunidade neotropical de anfíbios anuros


Novo artigo! Maracajá (Leopardus wiedii) no limite sul da Mata Atlântica: densidade e padrões de atividade sob diferentes níveis de alterações antrópicas

Populações do pequeno felídeo neotropical ameaçado, o gato-maracajá Leopardus wiedii podem persistir em áreas com níveis de perturbação humana moderados, desde que existam matrizes florestais razoavelmente preservadas nessas áreas. Este é um dos resultados encontrados pelo nosso estudo publicado na PLoS One, cujo objetivo foi aumentar o conhecimento sobre a ecologia da espécie no limite sul da Mata Atlântica, conduzido em áreas com diferentes níveis de perturbação humana no estado do Rio Grande do Sul. O estudo foi realizado por cientistas do BiMaLab-PPGBAN-UFRGS, PUCRS, Departamento de Biodiversidade da SEMA-RS e Instituto Pró-Carnívoros, abrangendo importantes áreas de conservação do estado como o Parque Estadual do Turvo, o Parque Nacional da Serra Geral, a Floresta Nacional de Passo Fundo, o Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, Centro de Pesquisa e Conservação da Natureza Pró-Mata e uma área de matriz rural do município de Teutônia. O gato-maracajá mostrou-se dependente de ambientes florestais, o que já era esperado pelo seu hábito arborícola e sua densidade apresentou relação positiva com cobertura vegetal. Todavia, na região avaliada, a espécie parece tolerar certos níveis de mudanças antrópicas na paisagem, ocorrendo em ambientes florestais mais preservados, mas também em matrizes rurais, desde que tenham áreas florestadas associadas. O estudo é uma importante contribuição para o desenvolvimento de estratégias abrangentes de conservação deste pequeno felídeo neotropical ainda pouco conhecido e ameaçado, particularmente no limite sul da Mata Atlântica.


As lontras e os restantes mustelídeos são fascinantes! Quer saber mais sobre estes carnívoros incríveis? Siga no Instagram @clubedalontra


Descubra mais sobre o nosso novo projeto de pesquisa e extensão - Morcegos do Pampa!

Dê uma olhada ao nosso projeto de pesquisa Assembleias de morcegos insetívoros aéreos do Cerrado, Pantanal e Pampa brasileiros e ao projeto de extensão associado especialmente dedicado aos morcegos do Pampa, o menos conhecido e menos protegido de todos os biomas brasileiros. O nosso logo não é lindo?


O Fauna Digital do Rio Grande do Sul está no ar !

A região Neotropical é a região mais biodiversa do planeta. Por estar incluído em diferentes regiões biogeográficas, e incluir um bioma inexistente nos restantes estados do Brasil, o Pampa, o Rio Grande do Sul possui uma diversidade muito elevada de espécies da fauna, mas acima de tudo bastante diferenciada do resto do país. Este projeto procurará proporcionar a todos os cidadãos interessados informações de qualidade referentes as espécies da fauna do Rio Grande do Sul, destacando espécies exclusivas do estado e tirando partido da existência de uma forte tradição de pesquisa zoológica na UFRGS e em outras entidades do estado do Rio Grande do Sul. O projeto tem o potencial de acolher dezenas de alunos da UFRGS e disponibilizar conhecimento acumulado em décadas de pesquisa no Rio Grande do Sul. Será, necessariamente, um projeto sempre inacabado, já que são descobertas e descritas espécies da fauna a um ritmo constante; assim, será um projeto com potencial de duração longo, podendo proporcionar e colaborar com trabalho de muitas gerações de estudantes. Visite o site aqui.


Mulheres na Mastozoologia Brasileira

A edição especial do Boletim da Sociedade Brasileira de Mastozoologia – Mulheres na Mastozoologia Brasileira -, teve como objetivo destacar trabalhos de alta qualidade e contribuições fundamentais realizadas por mulheres em todas as áreas da mastozoologia brasileira, além de discutir a questão da igualdade de gênero na ciência. Esta edição especial foi editada pela coordenadora do laboratório, Maria João Ramos Pereira, em parceria com Daniela M. Rossoni (Field Museum of Natural History, Chicago), Bárbara M.A. Costa (Department of Biological Science, Florida State University) e  Rebeca M.F. Barreto (Grupo de Estudos em Analise de Modelagem, Ecologia, Etnobiologia e Ecofeminismos, Universidade Federal do Vale do São Francisco). O editorial pode ser lido aqui.

A fantástica ilustração é de autoria de Brenda Godoy Alexandre (PPGBM-UFRGS).


Estaremos subestimando o estatuto de ameaça dos morcegos brasileiros?

Neste ensaio, publicado no Boletim da Sociedade Brasileira de Mastozoologia, número especial Mulheres na Mastozoologia Brasileira, Ludmilla Aguiar (PPGZoologia, Universidade de Brasília) e Maria João Ramos Pereira (PPGBAN-BiMaLab, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) sugerem que os morcegos podem ser erroneamente percebidos como menos ameaçados que o conjunto dos outros mamíferos, comparando o status de conservação dos morcegos com o dos demais mamíferos no Brasil, na América do Sul e no mundo. Visto que o Brasil é megadiverso e sofre enormes taxas de desmatamento, os resultados das autoras indicam uma avaliação desequilibrada em relação aos morcegos e, considerando a falta de dados ecológicos robustos sobre muitas espécies, sugerem o uso de abordagens alternativas para a redefinição do estatuto de conservação dos morcegos no Brasil.


Uma meta-análise dos efeitos da perda e da fragmentação do habitat sobre a diversidade genética em mamíferos

Neste estudo publicado na Mammalian Biology por Ana Lino (CESAM, Universidade de Aveiro), Carlos Fonseca (CESAM, Universidade de Aveiro), Danny Rojas (Departamento de Ciências Naturais e Matemáticas da Pontifícia Universidade Javeriana Cali, Colômbia), Erich Fischer (PPGECO, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) e Maria João Ramos Pereira (PPGBAN-BiMaLab, Universidade Federal do Rio Grande do Sul) testamos se a diversidade genética de populações de mamíferos que vivem em fragmentos é menor do que aqueles que vivem em habitats contínuos e exploramos características potenciais relacionadas aos padrões observados.

Distribuição das espécies de mamíferos estudadas para avaliar os efeitos de perda de habitat e fragmentação na diversidade genética populacional, que foram incluídos na meta-análise de Lino et al. 2019

Encontramos uma diminuição global na diversidade alélica, riqueza alélica, heterozigosidade observada e heterozigosidade esperada em espécies de mamíferos que vivem em cenários de alta fragmentação de habitat. Espécies maiores são aquelas mais negativamente afetadas pela fragmentação; mamíferos terrestres e arborícolas são mais afetados negativamente do que espécies voadoras; herbívoros sofrem efeito negativo consistente de fragmentação; e espécies dependentes da floresta são as mais suscetíveis aos efeitos negativos da fragmentação.


Artigo do BiMa-Lab – Who’s calling? Acoustic identification of Brazilian bats – destacado na BBC Brasil


Nosso trabalho recebeu bastante atenção da BBC Brasil. Confira o artigo completo aqui!

 

 


Eating down the food chain: generalism is not an evolutionary dead end for herbivores

Um estudo publicado na Ecology Letters (http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ele.12911/full) por Danny Rojas (Departamento de Ciencias Naturales y Matemáticas de la Pontificia Universidad Javeriana Cali, Colômbia) Maria João Ramos Pereira (PPGBAN-BiMaLab, Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Carlos Fonseca (CESAM, Universidade de Aveiro) and Liliana Dávalos (Stony Brook University, EUA)
elucida sobre a relacão entre a dieta das espécies e o processo de especiação.

O estudo destaca que uma dieta herbívora altamente variada (incluindo, por exemplo, frutas, néctar e pólen) ou uma dieta predominantemente herbívora que inclui alguns recursos animais aumenta a formação de novas espécies. Por outro lado, quando os morcegos se especializam em um único tipo de item vegetal, a taxa de formação de novas espécies tende a declinar. Portanto, herbivoria geral ou a onívora moderadamente insetívora favorece o aumento da diversidade de espécies em um cenário evolutivo, possivelmente porque essa estratégia é uma forma de seguro contra os padrões erráticos e imprevisíveis de floração e frutificação de plantas no Neotrópico. O estudo já teve repercussão na mídia científica internacional.