Projetos

header_proj

Processos eco-evolutivos responsáveis ​​pela diversificação, diversidade, montagem de assembleias e estruturação populacional de vertebrados neotropicais

Nossa pesquisa está orientada para responder às seguintes questões: Por que existem tantas e diversas espécies nos trópicos? Qual é o papel dos processos históricos e contemporâneos na diversificação e evolução de nicho dos vertebrados neotropicais? Qual é o efeito da perda e fragmentação de habitat na manutenção da biodiversidade tropical ao longo do tempo? Nos concentramos principalmente em mamíferos e aves neotropicais (mas também em anfíbios, tartarugas marinhas e abelhas!) para compreender os padrões de diversidade e diversificação e os processos por trás desses padrões. É no âmbito deste programa guarda-chuva que a nossa equipe desenvolve os seus trabalhos. Os principais projetos associados são:


Variação geográfica em morcegos neotropicais: processos eco-evolutivos subjacentes à diversificação acústica e aos padrões de montagem de assembleias

Neste projeto, desenvolvido em parceria com a UCR e com vários colaboradores em todo o neotrópico, pretendemos investigar se a variação geográfica nos chamados de ecolocalização de morcegos neotropicais não-filostomídeos é uma resposta à diferença induzida pelo clima e elucidar os padrões de divergência acústica em morcegos neotropicais entre diferentes ambientes acústicos (regiões climáticas) e sua correlação com a filogenia.


Mamíferos do Sul

O Rio Grande do Sul é extremamente rico em espécies silvestres de Mammalia, principalmente Carnivora, sendo o estado brasileiro com a maior diversidade de felídeos. Utilizando um grande conjunto de armadilhas fotográficas instaladas em diversas regiões do estado, em parceria com FZB/RS, PUCRS, UA, Pró-Carnívoros e WildCRU, este projeto visa avaliar a diversidade, densidade populacional e padrões comportamentais de espécies de mamíferos terrestres de médio e grande porte.

gatinho


Padrões e processos macroecológicos da diversidade de ectoparasitos de morcegos

Neste projeto, desenvolvido em parceria com a UNESC e UÉvora, objetivamos descrever as redes de interação entre ectoparasitas e morcegos no neotrópico e analisar respostas de possíveis extinções entre os dois grupos. Também verificaremos se os atributos do hospedeiro - ao nível da população e ao nível individual - explicam a probabilidade de colonização da população por novas espécies de parasitas ou a carga parasitária do indivíduo, respectivamente.


Evolução de nicho e diversificação de espécies: ensinamentos dos morcegos do Novo Mundo

Este projeto tem como objetivo avaliar o papel dos componentes dos nichos abióticos e bióticos na evolução do nicho e em determinar como as taxas de evolução de nicho estão relacionadas com a diversificação de espécies de morcegos e, em particular, com as taxas de extinção de espécies. Este projeto é desenvolvido em parceria com SBU e UA.

caverna


Assembleias de morcegos insetívoros aéreos do Cerrado, Pantanal e Pampa brasileiros

Utilizando métodos acústicos, buscamos entender como a estrutura da paisagem e da vegetação influencia a composição das espécies de morcegos, a atividade de forrageamento e a estrutura da assembleia. O nosso objetivo é avaliar os efeitos das mudanças de habitat sobre a composição, a estrutura e a funcionalidade das assembleias de morcegos e, eventualmente, identificar áreas prioritárias para a conservação dos morcegos nesses três biomas brasileiros caracterizados por fisionomias abertas. Trabalhamos há muito tempo no Cerrado e no Pantanal brasileiros e, em 2019, iniciamos nosso trabalho no Pampa brasileiro, o menos conhecido e protegido de todos os biomas do país. Aqui, modelaremos a ocupação das espécies de acordo com as mudanças no uso da terra, resultantes principalmente da agricultura e da pecuária. Nosso estudo contribuirá para uma melhor compreensão dos padrões de distribuição de morcegos insetívoros aéreos e para a definição de áreas importantes para a conservação de morcegos nessa região tão negligenciada. Também pretendemos desenvolver diretrizes para o monitoramento acústico de morcegos em áreas abertas e para o uso sustentável de terras agrícolas para conservação da biodiversidade. Apoiaremos continuamente a Base de dados brasileira de ultrassons disponibilizando as nossas gravações, e apoiando assim a identificação futura de morcegos por mais pesquisadores. Também estamos desenvolvendo um projeto de divulgação especialmente dedicado aos morcegos pampa. Descubra mais aqui.

detector


Evolução morfológica em Phyllostomidae

Phyllostomidae, a família mais diversificada ecologicamente e morfologicamente de todos os mamíferos, passou por diversas mudanças no regime de seleção. Este projeto tem como objetivo estimar a evolução da forma, através de morfometria geomátrica, em elementos cranianos e pós-cranianos na radiação de Phyllostomidae, no contexto da paisagem adaptativa, reconstrução de estados ancestrais e integração morfológica. Este projeto é desenvolvido em parceria com a URI e AMNH.


Conservação de aves na Mata Atlântica: presente e futuro do desmatamento e das mudanças climáticas

A mudança climática é uma das maiores ameaças à biodiversidade global, pois induz a perda de diversidade em diferentes escalas. As aves são bons modelos ecológicos para avaliar impactos na biodiversidade, pois têm uma relação estreita com o habitat e podem ser usadas para identificar habitats prioritários, inclusive em áreas protegidas. Neste projeto, em parceria com a Birdlife International, investigamos como as aves do bioma da Mata Atlântica, que estão ameaçadas de extinção, são afetadas pelas mudanças climáticas por meio de uma abordagem em várias escalas: modelando a distribuição de espécies em escala ecorregional para determinar lacunas nos instrumentos de proteção territorial; analisando a dinâmica populacional de espécies no sul do bioma, afim de detectar tendências de declínio populacional; avaliando a probabilidade de ocupação do habitat a partir de variáveis ​​comportamentais e modelando como as mudanças climáticas podem influenciar os atributos individuais das aves.


Consequências genéticas da heterogeneidade de habitats em morcegos tropicais: a influência da ecologia e da história evolutiva
Diferenças na composição da vegetação e descontinuidades na paisagem podem limitar a dispersão dos animais. O conhecimento das características ecológicas e evolutivas que influenciam o fluxo gênico em morcegos é escasso e sub-representa a riqueza ecológica dos quirópteros. Junto com as UA e UFMS Nosso objetivo é entender como a heterogeneidade do habitat afeta as assembléias de morcegos e a estrutura genética das populações de morcegos neotropicais. Também avaliaremos como as características da paisagem impactam a diversidade genética neutra e adaptativa em espécies com características ecológicas, fisiológicas, morfológicas e evolutivas distintas.


Mustelidae: revelando seu papel ecológico na conservação dos ecossistemas

Os mustelídeos são de particular relevância para a conservação da biodiversidade porque geralmente ocupam o topo das cadeias alimentares e vivem numa grande variedade de habitats. Pouco se sabe, no entanto, sobre a ecologia das espécies neotropicais e sobre o seu papel na manutenção e estruturação de redes ecológicas. Neste projeto, em parceria com a UA e a UFRGS, buscamos avaliar o uso espaço-temporal do habitat, aspectos demográficos e o desenvolvimento de metodologias de campo e de laboratório para o monitoramento de populações de Mustelidae.


Olhando o lado brilhante da noite: revelando a fauna críptica de morcegos no hotspot de biodiversidade do Cerrado
O bioma Cerrado é um hotspot de biodiversidade altamente impactado por recentes mudanças na cobertura da terra. Os morcegos são conhecidos por desempenharem papéis críticos nos serviços ecossistêmicos do Cerrado, mas o monitoramento das comunidades de morcegos ainda é insuficiente e pouco se sabe sobre a diversidade críptica desse grupo. Junto com as UA, UnB, UFG e UFRJ nosso objetivo é desvendar a diversidade críptica de morcegos no Cerrado, incorporando análises genéticas usando marcadores mitocondriais e nucleares, bem como usando metodologias taxonômicas mais tradicionais, aumentando a congruência na delimitação das espécies.

Cerrado