UFRGS e a Covid-19

Projeto de Extensão presta atendimento a professoras da rede pública

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Foto: Divulgação

A partir de relatos de docentes, extensionistas buscaram parceria da Clínica de Atendimento Psicológico do Instituto de Psicologia para oferecer grupo terapêutico semanal

A necessidade de isolamento social não impediu que a grande maioria dos projetos de Extensão da UFRGS mantenha, desde março, suas atividades inovando com práticas a distância ou adaptando o foco para atuar em situações urgentes de enfrentamento às consequências da covid-19. Nesse conjunto está o Projeto Contraponto: debatendo política nas escolas, que, além de se reorganizar para realizar atividades remotamente, buscou parcerias para ampliar o foco de atuação e apoiar quem mais precisa nesse momento.

Criado por um grupo de alunos da graduação em Relações Internacionais em 2014 e depois ampliado com a participação de estudantes de outras áreas, o Contraponto tem como objetivo levar o debate político para perto dos jovens de escolas públicas. Por meio de oficinas com estudantes de Ensino Médio, o projeto promove a educação política apoiando-se em metodologias participativas, que priorizam a troca de experiência e a construção conjunta do conhecimento. Com a interrupção das oficinas presenciais e atentos ao contexto da educação pública no Rio Grande do Sul durante a pandemia, os extensionistas pensaram em formas de apoio às professoras das escolas públicas que estão diante de novos desafios para manter atividades remotas com seus alunos. Elas foram, então, convidadas a preencher um formulário em que relataram as dificuldades pelas quais estão passando. Eduardo Faustini, egresso do curso de Relações Internacionais da UFRGS e atual mestrando em Políticas Públicas, é um dos participantes do projeto Contraponto desde 2018. Ele explica que essas profissionais, em sua maioria mulheres, estão enfrentando vários problemas, que, junto à realidade de quem vive há mais de 50 meses recebendo o salário parcelado, trazem sobrecarga de trabalho, estresse, angústia e sensação de desamparo.

Uma iniciativa possível para enfrentar essa situação foi buscar parceiros que pudessem prestar um apoio emocional às professoras. A Clínica de Atendimento Psicológico do Instituto de Psicologia da UFRGS abraçou a ideia e formou um grupo terapêutico que, desde o fim de maio, promove semanalmente encontros online com seis professoras. A psicóloga Sandra Sulzbach, junto com um colega psicólogo e uma aluna de graduação de Psicologia, é a responsável pelo grupo. Ela conta que a experiência tem sido positiva. “O suporte social é muito importante nesse momento”, avalia. Sandra acredita que essa modalidade de trabalho se mostrou interessante e com possibilidade de perdurar. Estudantes de Psicologia estão interessados em atuar nessa iniciativa como uma atividade importante de formação, o que permite ampliar a oferta de grupos terapêuticos e acolher mais professores que manifestarem interesse.

No instagram do Projeto Contraponto: debatendo política nas escolas, é possível conhecer mais sobre esta e outras ações que vêm sendo feitas.

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