Projeto de extensão busca integração para minimizar o impacto da pandemia
Idosos participam virtualmente de práticas de dança, contação de histórias, palhaçaria e gastronomia

O projeto de extensão Brincar de Viver nasceu da urgência em compartilhar e construir experiências entre unidades ligadas à saúde e às artes da UFRGS, UFCSPA e UFSC. A atividade extensionista coordenada por Lenisa Brandão, professora do curso de Fonoaudiologia da UFRGS, é um esforço coordenado na Universidade para fornecer apoio coletivo interdisciplinar e minimizar o impacto da covid-19 nas populações ameaçadas e vulneráveis.
Idosos que vivem com comprometimentos cognitivos devido a acidente vascular cerebral (AVC) e à demência, por exemplo, são uma grande preocupação do projeto. Isso deve-se ao fato de esses indivíduos sofrerem de morbidades que os colocam entre os grupos de maior risco para covid-19 e estarem isolados socialmente.
Um dos maiores desafios enfrentados por essas populações é a falta de tecnologia essencial à inclusão digital, que lhes permitiria continuarem conectados socialmente e realizarem práticas saudáveis em conjunto. Para promover a equidade social e racial, 30 participantes receberam doações do Atlantic Institute de tablets e chips de internet. Para o recrutamento, foi feita uma busca ativa com o apoio de diversos setores da saúde. Em torno de 65% dos idosos são negros, pardos e indígenas.
Os grupos participam semanalmente de práticas de dança, contação de histórias, palhaçaria e gastronomia. A avaliação parcial do projeto vem demonstrando a aceitabilidade e a adesão dos participantes, bem como aprendizagem e motivação contínua da equipe de alunos e professores que fazem parte do processo.
Conheça melhor o trabalho do Brincar de Viver no vídeo abaixo, da campanha Vem pra Extensão!. O e-mail para contato é lenisa.brandao@gbhi.org.
