
CICLO DE CONVERSAS
04 DE OUTUBRO, SEGUNDA-FEIRA, 20H
Atcha, atcha! o ato de dançar Germaine Acogny – senegalesa e francesa, desenvolveu sua própria técnica de dança africana moderna e é considerada a “mãe da dança africana contemporânea”. De 1977 a 1982, foi diretora artística do projeto Mudra Afrique, criado por Maurice Béjart e pelo presidente senegalês Léopold Sédar Senghor, em Dakar. Grande propulsora da dança e da cultura africana, Germaine dança, coreografa e dá aulas pelo mundo todo. Em 1997, foi nomeada diretora artística da Seção de Dança do Departamento de Criação Africano em Paris. Junto com Helmut Vogt, seu marido, criou, em 2004, a École des Sables – Centro Internacional de Danças Tradicionais e Contemporâneas da África, um lugar de encontros e de formação para bailarinos africanos e do mundo todo. Entre os diversos prêmios que recebeu ao longo de sua carreira, em 2021, foi premiada com o Leão de Ouro em reconhecimento às suas realizações na Bienal de Veneza. Rui Moreira – artista da dança, é ativista pelo direito de fruição e amplitude social das artes. Desenvolve investigação gestual focada nas expressões tradicionais patrimoniais, populares e contemporâneas do Brasil. Além de compor importantes elencos nacionais e internacionais, co-fundou e dirigiu a Cia. SeráQuê?; a Associação SeráQuê Cultural e criou a Rui Moreira Cia de danças, focado na produção de espetáculos, promoções de oficinas e seminários sobre novos e melhores rumos sociais para as artes com foco hegemônico em dança. Em Belo Horizonte, no ano de 2003, iniciou um ciclo curatorial e de direção artística de eventos através do FAN – Festival Internacional de Arte Negra e idealizou e realizou os encontros da Rede Terreiro Contemporâneo de Danças. É brasileiro, original de São Paulo, morou em Belo Horizonte, Lyon (França) e desde 2016 reside em Porto Alegre onde cursa licenciatura em dança na UFRGS. Suzi Weber – atriz, bailarina, professora e pesquisadora da UFRGS, atua no Departamento de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Suzane é PhD em Estudos e Práticas das Artes pela Université du Quebéc à Montréal (2010). Realizou estágio de pós-doutorado no Centre for Dance Research/Coventry University (Reino Unido- 2020) e tem publicado os processos e resultados de suas pesquisas em dança e performance em eventos e periódicos nacionais e internacionais.
05 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, 20H
O barqueiro zen no universo da música para teatro Caio Amon – diretor musical e compositor de premiadas trilhas para projetos de cinema, artes cênicas e visuais. Formado pelo Conservatório de Amsterdã, pelo Musicians Institute de Los Angeles e pela Faculdade de Filosofia da PUCRS. Desde 2001, compõe trilhas para cinema, artes cênicas e visuais, reconhecidas com prêmios no Festival de Gramado (2016), Prêmio Açorianos de Teatro (2019 e 2016); e participações no Sundance Film Festival, Berlin Film Festival, Clermont Ferrand, Outfest Film Festival, Bienal do Mercosul, FILE, KinoBeat e outros. Atual mestrando em Composição na UFRGS sob orientação de Celso Loureiro Chaves. Jean-Jacques Lemêtre – integrante do Théâtre du Soleil, na França, desde 1979. Desde então, assinou todas as composições do grupo, sendo sempre o seu compositor e músico principal. Lemêtre é conhecido por criar centenas de instrumentos musicais e por executar inúmeros objetos sonoros. Detentor do Prêmio Molière na categoria “Música para Teatro”, também compôs trilhas para cinema e trabalhou com diretores como David Lynch. Marcello Amalfi – professor, pesquisador, compositor, maestro e músico de teatro. Doutor pela Universidade de São Paulo, com estágio doutoral na Université Paris 8. Atua como professor da Universidade de São Paulo, da Universidade de Brasília e do curso de Pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de ser maestro e coordenador do Pop Choir (coral) da Associação Inglesa do Estado de São Cultura Paulo. Desde 2011, vem estudando as obras de Jean-Jacques Lemêtre, tornando-se seu assistente e tradutor no Brasil. Essa relação apoiou a pesquisa de mestrado de Amalfi sobre a obra do músico no Théâtre Du Soleil, que foi publicada na forma de livro “A macro-harmonia da música do teatro”.
06 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA, 20H
Da música ao silêncio em artes vivas: a criação sem fronteiras Ana Fridman – compositora e pianista, graduada em Música e Dança pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado em Composição e Performance no California Institute of the Arts e doutorado em Música pela Universidade de São Paulo. Em editais de música tem premiações como compositora e arranjadora em projetos como Rumos/Itaú Cultural, Caixa Cultural e Secretaria da Cultura de São Paulo e atua em projetos que integram as áreas de Música e Dança, como trilhas sonoras, pesquisas sobre educação e projetos multimídia. Atualmente é docente no Departamento de Música da UFRGS. Carmen Baliero – compositora argentina, trabalha com música popular, experimental, para teatro e cinema. É professora de composição aplicada a textos poéticos e dramáticos na Universidad Nacional de las Artes (UNA). Dá aulas, em especial, sobre composição e utilização da voz em cena. Desenvolveu cursos teóricos e práticos de composição e música para teatro em diferentes lugares na Argentina, no Uruguai e no Chile. Entre 1991 e 2007, foi docente e responsável pela área da música no Centro Cultural Rojas. Em 2016, escreveu o livro “Música para teatro y otros temas” a pedido do Instituto Nacional de Teatro. Em 2021, lançou seu sexto CD, “Lentamente”. Atualmente, está escrevendo seu segundo livro, “La enseñanza musical”. Catarina Domenici – pianista, compositora e pesquisadora. É professora titular do Departamento de Música da UFRGS. Durante o curso de Bacharelado em Piano da UNESP, integrou o Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto (Grupo PIAP). Recebeu bolsa de estudos do CNPq para realizar Mestrado e Doutorado em Piano Performance na Eastman School of Music. Como compositora, recebeu duas indicações ao Prêmio Açorianos de Melhor Trilha de espetáculo de dança em 2011 e 2012 por suas colaborações com a coreógrafa Maria Waleska van Helden nos espetáculo “Cem metros de valsa e um grama” (Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança) e “Não me toque estou cheia de lágrimas: sensações de Clarice Lispector”.
07 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA, 20H
Sons da lona: a música parceira do circo Lara Rocho – artista e professora de dança aérea e pilates. É mestre em História (UFRGS) e especializada em Dança (PUCRS). Pesquisadora da história do circo no Brasil, lançou livro em 2020 através do Prêmio Funarte de Estímulo ao Circo 2019. Possui formação em balé clássico, jazz, Pilates e dança aérea. Estudou balé clássico no Studio de Dança Suzana d’Ávila e no Ballet Vera Bublitz. Integrou a Companhia de Dança Anette Lubisco. Estuda dança aérea no Circo Híbrido desde 2007 e, atualmente, atua como artista, co-diretora artística e professora. Com Tainá Borges, dirige o Núcleo de Pesquisa em Dança Aérea do Circo Híbrido. Lívia Mattos – acordeonista, circense, cantautora e socióloga. Artista da cena, começou a sua história no picadeiro e também seguiu pelos palcos como instrumentista, performer e frontwoman. Com o seu trabalho, apresentou-se em festivais pelo mundo afora. Pesquisadora sobre a música no circo no país, prepara documentário longa-metragem sobre a temática, através do Rumos Itaú Cultural, fruto de oito anos de registros e pesquisa. A partir dessa interface música/circo, vem desenvolvendo performances como “A Sanfonástica Mulher-lona”, “Trigêmeas”, “Mono Amour”e “Sanfona aérea” e o show-espetáculo “A Lira da Lona”. Em 2017, lançou o seu álbum autoral “Vinha da ida”, pelo Natura Musical. Marcelo Luján – músico compositor, ator, clown, acrobata, equilibrista e produtor multiartista. É co-proprietário, diretor musical e artista do “Circo Zanni” desde 2003. É criador do grupo “Circo Amarillo”, com o qual trabalha desde 1995 na criação de espetáculos circenses. Ganhador do prêmio de ouro pela melhor criatividade no festival de Música Mecânica em Les Gets França 2014. É criador da “Exentricmusic”, que desenvolve pesquisas na conjugação da música e artes cênicas, criando e gravando trilhas originais desde 2006. Criador da cia LaClass Excentricos desde 2012. Desenvolve uma pesquisa intensa do clown, circo e musicalidade.
08 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, 20H
Mariana Gonçalves – socióloga, mestra e doutoranda em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dedica-se à pesquisa sobre a formação de Territórios Negros na contemporaneidade, discutindo os processos de re-existência presentes nas intervenções artísticas e culturais protagonizadas por corpos negros no centro de Porto Alegre. Desde 2018, Mari Gonçalves é DJ e produtora cultural nos Coletivos Turmalina e Arruaça, importantes núcleos da cena de música eletrônica underground de Porto Alegre, utilizando a festa como ferramenta política de luta e afirmação, através da ocupação e criação de espaços.
Negra Jaque – rapper, compositora, apresentadora, produtora cultural e mestranda em Arte e Educação na UFRGS. Desde 2007 na estrada, quando integrou o grupo “Pesadelo do Sistema”, a rapper vem se destacando no segmento do hip hop. Em 2013, quando iniciou carreira solo, foi a primeira mulher vencedora da “Batalha do Mercado”, evento tradicional da região metropolitana de POA e, por causa desse prêmio, gravou seu primeiro EP “SOU”. Hoje a artista prepara seu quarto projeto musical, denominado “Qu4rto” que esta em fase de gravação. Atualmente é coordenadora do Galpão Cultural – casa de Hip Hop.
Thiago Pirajira – ator, performer, diretor, produtor, professor e curador. Bacharel em Teatro, mestre em Educação e doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). É artista co-fundador do grupo Pretagô e do coletivo teatral carnavalesco Bloco da Laje. É ator e produtor no grupo Usina do Trabalho do Ator. Idealizador e curador da CURA – Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre. Integra a residência artística internacional itinerante VeículoSur (2020-2023). Pesquisa experiências e práticas performativas negras em perspectiva multidisciplinar.