
A diáspora africana é produtora de uma enorme diversidade de formas de compreender a cultura e a educação. Na próxima semana, dia 22 de abril, às 19h, no Centro Cultural da UFRGS, o professor José Rivair Macedo aborda esse tema na roda de conversa intitulada “Questões para o ensino e a pesquisa da história da África no Brasil”. O encontro é organizado pelo grupo de pesquisa Som, colonialidade e pensamento musical contra-hegemônico, vinculado ao Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS.
A atividade marca a abertura de um primeiro ciclo de encontros promovido pelo grupo em parceria com o Centro Cultural da UFRGS, e tem como foco central proporcionar à comunidade o diálogo com pesquisadoras/res de diferentes áreas interessados nos estudos afrodiaspóricos. Liderado pelo professor Felipe Merker Castellani (DEMUS-IA-UFRGS), o grupo se dedica ao estudo das epistemologias musicais que se insurgem poética e politicamente contra as lógicas monoculturais da modernidade ocidental, em especial àquelas produzidas no contexto da diáspora africana nas Américas. Suas investigações partem de abordagens transversais que interligam campos disciplinares.
Além de produções intelectuais de caráter teórico-analítico, as/os membros do grupo também desenvolvem produções artísticas experimentais, ações extensionistas e de divulgação científica. A atividade é gratuita. O Centro Cultural da UFRGS está localizado na rua Eng. Luiz Englert, 333, no campus central da Universidade. Acesso pelo andar térreo.
Sobre o professor
José Rivair Macedo é Professor Titular no Departamento de História da UFRGS e professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS. É autor dos livros História da África (Editora Contexto, 2013), Dicionário de História da África: séculos VII-XVI (Editora Autêntica, 2017), Dicionário de História da África: séculos XVI-XIX (Editora Autêntica, 2022), Antigas sociedades da África Negra (Editora Contexto, 2021). É sócio da Academia Portuguesa da História, da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, da Comissão Editorial da Revista Brasileira de Estudos Africanos e da Revista da Associação Brasileira de Estudos Africanos, entre outras.
Foto: Ramon Moser