Pimephales promelas: ele pode não ser bonito, mas é um excelente modelo
Conheça um pouco mais sobre esse organismo-teste que funciona excepcionalmente bem como modelo em análises ambientais.
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Criatividade na Pesquisa
CLIC HERE TO THE ENGLISH VERSION Por Dr. Alexandre Arenzon – 27/06/23 Realizar pesquisas no Brasil requer um certo nível de criatividade, se não muita....
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Perguntas frequentes no monitoramento de efluentes
Por Dr. Alexandre Arenzon – 07/03/23 No Brasil, é exigido por lei que os efluentes sejam monitorados quanto à sua toxicidade antes de serem descartados...
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A toxicidade no monitoramento ambiental
Por Dr. Alexandre Arenzon – 30/01/23 No Brasil, a toxicidade começou a ser citada, explicitamente, como um parâmetro ambiental legal em 2005. Obviamente que o...
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Bem-vindos!

Ensaios de toxicidade com organismos aquáticos têm sido exigidos pela legislação brasileira para o monitoramento de efluentes e corpos receptores. Dentre esses ensaios, o uso de peixes como organismos-teste é frequentemente negligenciado, sob a justificativa de apresentarem menor sensibilidade em comparação a outros grupos. No entanto, essa aparente baixa sensibilidade, muitas vezes, decorre da aplicação de metodologias inadequadas, e não necessariamente da escolha do organismo-teste.

Nesse contexto, o Laboratório de Ecotoxicologia da UFRGS tem direcionado seus esforços à análise crítica, adaptação e aprimoramento de métodos aplicados aos ensaios com peixes. Durante muitos anos, concentrou-se na implementação, avaliação e questionamento dos protocolos regulatórios com o peixe-zebra (Danio rerio), conduzindo ensaios de toxicidade aguda e crônica em diferentes fases de desenvolvimento, incluindo embriões e larvas.

Recentemente, as atividades experimentais com Danio rerio foram temporariamente suspensas, e o laboratório passou a empregar Pimephales promelas (Fathead Minnow) como novo modelo biológico. Essa transição visa ampliar o uso de um organismo-teste com reconhecida sensibilidade toxicológica e facilidade de manejo em laboratório.

Atualmente, são conduzidos ensaios de toxicidade aguda e crônica com P. promelas, em conformidade com os protocolos estabelecidos pela USEPA e pela ABNT. Ensaios embriolarvais estão em fase de implantação. As avaliações são complementadas pelo desenvolvimento de estudos comportamentais, bem como por contínuas melhorias no cultivo e nas condições de bem-estar dos organismos.

Paralelamente, o laboratório mantém parcerias com outros grupos de pesquisa, aplicando os ensaios ecotoxicológicos à geração de dados voltados ao monitoramento de áreas impactadas, avaliação da eficácia de tecnologias de tratamento de efluentes, caracterização da toxicidade de insumos industriais e outras aplicações relacionadas à avaliação de risco ambiental.