Fórum de Discussões

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  1. Estamos organizando ciclos de educação continuada com trabalhadores da proteção social especial de média complexidade. A cada dois meses promovemos encontros, ou se possível, com periodicidade mensal. Nestes encontros trabalhamos temáticas necessárias para o aperfeiçoamento da prestação de serviço especializado. Além destes encontros, as reuniões semanais das equipes dos CREAS 1 e 2 e Centro Pop também são espaços de discussão permanente.

  2. Processo de implantação da Vigilância Socioassistencial no município de Canoas RS período de 2013-2016. Considero que todo o percurso de implantação foi balizado, foi constituído em processo de educação permanente. Estamos aprendendo fazer vigilância socioassistencial e em canoas, nossa opção foi a partir de construção coletiva envolvendo equipe responsável por esta implantação e as equipes dos vários serviços socioassistenciais dos diversos níveis de proteção social.Realizamos estudo do que e vigilância socioassistencial, inicialmente na equipe e em seguida com as equipes dos serviços. a partir deste estudo iniciou-se a discussão do instrumento de coleta de dados já utilizado em alguns serviços. Estes foram aprimorados a partir de oficinas com todos(as) os trabalhadores(as) dos serviços em questão.foram realizadas oficinas com cada equipe que não possuir instrumento de coleta de dados e estas pensaram o seu instrumento, a partir de sua prática cotidiana e o que seria importante visibilizar na coleta de dados.
    As oficinas foram retomadas 06 meses após uso dos instrumentos em cada serviço. Nestas a equipe de vigilância socializou de forma sistematizada e em gráfico

  3. O Conselho Tutelar (CT) do meu município (do RS e com menos de 5000 habitantes) é composto por 5 conselheiras que são mulheres idosas, sem experiência com atuação na área e que foram convidadas a candidatar-se pelo prefeito pois não havia ninguém para concorrer. Duas conselheiras foram da gestão anterior. Apesar de não ser função da equipe técnica do CRAS a atuação junto ao CT, entendemos que seria necessário esta aproximação, pois elas, mesmo as que já foram da gestão anterior, não possuem compreensão e clareza do que é o CT, qual sua função e sua atuação, assim como um grande desconhecimento em relação as legislações vigentes de proteção a infância e adolescência. Como também um profundo desconhecimento de informática, escrita de documentos oficiais, manuseio e fluxo dos documentos e encaminhamentos. Todos estes pontos faziam com que fosse discurso comum da comunidade que as conselheiras tutelares não sabiam o que estavam fazendo e a própria rede não creditava confiança nelas, tendo como consequência que as próprias conselheiras não conseguiam sequer pensar na atuação porque entendiam que não sabiam o que fazer. Quando eu entrei na equipe do CRAS, há 1 ano e 6 meses atrás, a gestão do CT estava completando 1 ano. Com todos estes elementos, pensei em utilizar uma reunião mensal de rede entre o CT e o CRAS para debater e conversar sobre o CT, a legislação vigente, focando principalmente no ECA, manuseio do computador, escrita de documentos oficiais e por ai vai.
    Na primeira reunião decidimos o formato: dividir a reunião em dois momentos, o primeiro seria destinado ao estudo técnico e o segundo momento a pensar o conselho e a atuação das conselheiras. Elencamos temas prioritários para o estudo técnico: breve introdução ao desenvolvimento humano, relações familiares, configurações familiares, conceito de infância e adolescência, ECA, legislação e histórico brasileiro de proteção a infância e adolescência, legislação do CT (o que é, atuação, contexto em que foi criado, atuação das conselheiras…). O objetivo destes encontros é instrumentalizar as conselheiras, fornecer um espaço de construção coletiva do conhecimento e fortalecer estas conselheiras, que não acreditavam na sua capacidade de atuação. Para auxiliar neste processo, construímos em conjunto um cartaz com a frase: “Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes” (Paulo Freire), que é colocado na parede da sala de reuniões em cada encontro. Pensei nesta frase por entender que seria importante focar no conhecimento que elas já possuíam, já que todo o resto sempre focava no conhecimento que elas não tem.

  4. Participei do CAPCITASUAS em 2 cursos e também do AED MDS em parceria com a UFRGS, 2 cursos completos e 3 cursos que tentei, mas não consegui concluir. TODAS EXPERIÊNCIAS EXTRAORDINÁRIAS!! Claro que o curso presencial grava melhor na memória a troca entre todos participantes, que foi importantíssima. É necessário maior investimento na educação permanente.

  5. Realizamos no meu município algumas oficinas entre serviços da proteção social especial direcionados à população em situação de rua e serviços de saúde mental onde buscamos refletir sobre as formas de cuidado às pessoas que estão em situação de rua. Buscamos apoio tanto nas políticas de assistência quanto de saúde para trazer conceitos/saberes importantes para a proteção desse público. As oficinas foram encerradas pela secretaria de assistência social do município que temia o encontro dos trabalhadores e não entendeu que a iniciativa de educação permanente vinda dos próprios profissionais como algo importante para a gestão. Trabalhadores autônomos e empoderados são um perigo!

  6. Eu não participei de muitas mas a da Elaboração do Plano da Assistência foi bem legal e também a que tratou da gereência dos recursos financeiros do SUAS foi importante para sabermos em que se pode utilizar os recursos. O departamento de Assistência Social do RS tem nos mobilizado a termos um contador junto à Secretaria da Assistência Social e isso é bem complicado não para nós pois também entendemos essa necessidade mas o que ocorre na real é nós Assistentes Sociais da gestão fazermos toda a parte administrativa e também financeira. É uma sobrecarga muito grande pois a Política da Assistência Social do SUAS não é mais a mesma no que tange aos serviços da gestão enquanto planejamento e adequação gerencial assim como o suporte que temos que dar ás coordenações do CRAS e CREAS entre outros.

  7. A equipe do CREAS, espaço onde estou inserida, se mobilizou e organizou um Grupo de Educação Permanente (GEP). A iniciativa e organização partiu totalmente dos trabalhadores da equipe. Estamos completando um ano de experiência. A atuação se dá em 2 âmbitos: 1) Encontros do GEP: para estudos e produções teóricas, a participação ainda é restrita, nem todos colegas identificam significado no espaço. O GEP já apresentou trabalhos em Congresso e Seminário. Atualmente está produzindo um artigo.
    2) Seminário Interno: Espaço quinzenal, em reunião de equipe, em que são trabalhados temas diversos, emergentes da prática cotidiana, na lógica da educação permanente – troca de saberes de forma horizontal. Felizmente, a participação é integral de todos os colegas.

  8. Como integrante da equipe do CREAS de Panambi – RS, compartilho a experiência de trabalho resultante dos estudos sobre violência e abordagens com crianças e adolescentes. Em 2016 a partir do planejamento de grupo para o trabalho de superação da violência sofrida por crianças e adolescentes, a equipe sentiu a necessidade de uma estratégia alternativa, surgindo o interesse pelo trabalho que concilia a intervenção multiprofissional (Assistente Social, Psicóloga e Ator de teatro/cinema).
    O objetivo inicial era abordar as emoções e expressão de sentimentos a partir de exercícios cênicos. o trabalho foi se tornando dia a dia mais envolvente, as crianças e adolescentes tiveram avanços na socialização, reconhecimento enquanto grupo, verbalização de sentimentos e pensamento crítico/reflexivo.
    Conciliar as dinâmicas de círculos restaurativos também contribuiu muito na organização da fala e escuta.
    Após trabalhar com as crianças e adolescentes a temática da violência, surgiu a ideia de elaboração de um filme, desejo que se tornou realidade.
    As próprias crianças e adolescentes, sugeriram cenas do cotidiano que contem questões de violência. participaram das filmagens e iluminação, além de voluntários que se envolveram como atores.
    O resultado deste trabalho foi um filme – curta metragem (8 minutos) que objetiva mostrar o quanto a violência está presente no cotidiano das crianças e adolescentes. O material tem sido utilizado pela equipe em diversas atividades: palestras para grupos dos projetos sociais (PAIF e SCFV), grupos com pais ou responsáveis no CREAS, abordagens mais específicas com famílias e grupos de Medida Socioeducativa, entre outros.

    Gostaria de saber se podemos compartilhar o vídeo aqui no blog.

  9. Durante meu período de estágio através do contato com trabalhadores e idas em reuniões e palestras, sempre foi perceptível o pensamento conservador e por vezes preconceituoso/discriminatório presente dentro do serviço de acolhimento institucional. Entretanto, em contraponto percebi também, que existe uma grande vontade de mudar práticas com viés menorista presentes na rotina da instituição, e é com base nessas expressões da questão social em que foi pensado meu projeto de intervenção de estágio. Através do desejo da Equipe Técnica do Núcleo de Abrigos Residenciais em criar um projeto em que tivessem um momento de debate e reflexão sobre as ações tomadas no cotidiano de trabalho, como também, de trabalhar a questão da interdisciplinaridade na equipe. Chegamos criação do Projeto de Educação Permanente no Núcleo de Abrigos Residenciais.
    Conforme definição de Fernandes (2007, p.208) a Educação Permanente (EP) “pressupõe a aprendizagem no próprio local de trabalho, a troca de saberes, o trabalho coletivo, o respeito pelas diferenças e a efetivação de mudanças.”, ou seja, a EP é um processo que promove a mudança institucional através da ressignificação de práticas instituídas, buscando refletir sobre os processos de trabalho da equipe como um todo, isto é, um instrumento de transformação, aprendizagem e resistência dos trabalhadores. Desta maneira, com a oferta de oficinas mensais, com temáticas escolhidas pelos próprios trabalhadores com base em suas necessidades, foi instituído junto à equipe da instituição, um espaço de reflexão sobre os fazeres e o cotidiano de trabalho no acolhimento institucional, tratando as especificidades encontradas no local.

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