Prepare-se para ingressar no mestrado e doutorado da Faculdade de Educação

Conquistar uma vaga na pós-graduação stricto sensu é o desejo de muitas pessoas. No entanto, não raro, a sensação de insegurança e desconhecimento pode sobrepor a vontade de tentar ingressar no mestrado e doutorado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Pensando nisso, discentes e servidores do Programa de pós-graduação em Educação, que está com o processo seletivo aberto até 31 de maio, elaboraram algumas dicas sobre a estrutura, isenção de taxa, entrevistas, memorial descritivo, anteprojeto, e ações afirmativas.

A coordenadora em exercício do PPGEDU, Cláudia Freitas, explica que edital que está em vigor oferece 85 vagas para o mestrado e 50 para o doutorado. Embora somente agora a UFRGS tenha a obrigatoriedade da política de ações afirmativas na pós-graduação, a Faculdade de Educação tem cotas há mais de meia década e para esse ano, das 135 vagas gerais, 59 são destinadas para grupos sociais minorizados. “O PPGEDU é dividido em três eixos temáticos e 12 linhas de pesquisa. Cada uma acolhe diferentes professores orientadores, que se dedicam ao ensino e à pesquisa a partir de diversas temáticas e referenciais teórico”, resume. (Assista ao vídeo da professora Cláudia).

A professora do PPGEDU Cristianne Famer relata que muitas pessoas podem solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição do processo seletivo. Para isso, precisam comprovar que não têm recursos para custear o pagamento ou, entre outras possibilidades, ser indígenas, quilombolas, refugiadas ou  com visto humanitário; migrante em situação de vulnerabilidade social e servidoras da UFRGS. “É preciso ficar atento às datas que constam no edital, mas há várias formas de comprovação: seja para trabalhadores desempregados ou que recebem o seguro desemprego, assalariados, aqueles que desenvolvem atividade rural, aposentados e pensionistas, autônomos e profissionais liberais. Também podem ser isentos os candidatos estrangeiros não residentes no Brasil”, explica. (Veja as sugestões da docente)

Conforme o edital, não há prova de conhecimentos, mas a segunda etapa do processo é a avaliação do curriculum vitae e histórico escolar da graduação para quem quer entrar no mestrado e histórico do mestrado, no caso de candidatos ao doutorado, seguido de análise do memorial descritivo e entrevista. De acordo com o mestrando Heitor Cracco, a escrita do memorial não precisa ser linear e o texto deve ser produzido pelo viés da educação (Confira o vídeo do pesquisador). Franciele Vanzella, também discente de mestrado, tranquiliza e estimula os ingressantes da pós-graduação, mas alerta sobre o preenchimento correto do lattes e para os baremas de avaliação do currículo. Segundo ela, para a entrevista é necessário se preparar, pois os professores da linha de pesquisa escolhida podem questionar a aderência da proposta, a trajetória profissional e pessoal, bem como sobre a bibliografia indicada no edital. (Veja as dicas da Franciele).

Sobre o anteprojeto, a professora Renata Sperrhake orienta que o candidato trace objetivos para a pesquisa. Nesse sentido, o material que deve ser enviado na seleção precisa conter aproximações teórico-metodológicas com conceitos que irão auxiliar no desenvolvimento da dissertação ou tese. “Mostre também, ainda que de forma inicial, como pretende atingir os objetivos. É preciso desenvolver a questão metodológica da pesquisa.”, conclui. ( Confira mais dicas da professora)

Maria Aparecida Bergamaschi, também docente do PPGEDU, ressalta que, em razão da política de ações afirmativas, no mínimo, 30% das vagas serão para cotista, como por exemplo pessoas pretas ou pardas, indígenas, quilombolas, com deficiência, surdas, travestis e transexuais, refugiadas ou com visto humanitário e migrantes (estrangeiras) em situação de vulnerabilidade social. Porém, os interessados devem preencher o formulário de autodeclaração e justificativa. “A seleção é classificatória, não existe nota de corte, não existe reprovação. No entanto, é bem importante se preparar muito bem e fazer uma boa seleção para garantir o ingresso no programa”. (Veja outros comentários da professora)

Vinda de Manaus, Raquel Kubeo é fruto das cotas no PPGEDU. Ela concluiu o mestrado e agora está no doutorado, mas antes de chegar em Porto Alegre leu muitas vezes o edital, procurou conhecer os currículos dos docentes e desde o início se candidatou às bolsas da Capes e CNPq (Assista as dicas da Raquel).  Com a experiência de quem fez o mestrado e doutorado na Faced, Edson Mendes ocupa o cargo de secretário acadêmico do PPGEDU. Por isso, ele destaca que a etapa de pleitear bolsas de estudos é posterior à homologação dos resultados de ingresso no programa. Porém, há regras para quem deseja ser bolsista. “Não é possível ter vínculo empregatício, pois a dedicação deve ser integral aos estudos. Contudo, há exceções, como no caso dos professores da educação básica”. (Veja o vídeo )