Círculo de leituras do CIESS: Políticas Narrativas e a Estética do Imemorável

A Escola do CIESS – Centro Interdisciplinar de Educação Social e Socioeducação da Faculdade de Educação da UFRGS convida a comunidade acadêmica e a comunidade geral para participar do Círculo de leituras Políticas Narrativas e a Estética do Imemorável. A obra escolhida é O Alforje, de Bahiyyih Nakhjavani. Serão realizados quatro encontros, na modalidade síncrona online pelo google meet, nos dias 04, 11, 18 e 25 de outubro, das 13h30 às 15h, sob a mediação da professora Oriana Hadler (Instituto de Psicologia da UFRGS). O círculo de leituras é gratuito, com a oferta de 30 vagas. Inscrições pelo link https://forms.gle/9uwAgQGzc5UyeW6DA   Informações: escoladociess@ufrgs.br

Sobre a obra: A partir de uma trama complexa, a obra faz convergir nas areias árabes um grupo de personagens que têm suas trajetórias costuradas por um misterioso alforje: uma noiva que viaja para encontrar o futuro marido, um padre em peregrinação, um beduíno de alma livre e uma escrava falacha. Embora tenham origens, crenças e desejos muito diferentes, todos terão a vida transformada pelas escrituras sagradas.

Sobre a mediadora: Oriana Hadler (Professora Adjunta no Departamento de Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Integrante do Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação (Núcleo E-politcs). Doutora em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS. Psicodramatista pelo Instituto de Desenvolvimento Humano. Mãe de Hiram e Íris).

Sobre a autora: Nascida no Irã, em 1948, mas criada fora do país, Bahiyyih Nakhjavani exerce importante papel decifrando, por meio de seus livros, as assimilações e experiências das comunidades exiladas. Nakhjavani foi professora e atualmente escreve ensaios e romances. Sua obra é inspirada na história e cultura iranianas, e significa um respiro de lucidez que enfrenta corajosamente a teocracia de seu país e os nacionalismos que surgem em diversos cantos do planeta.

Sobre a proposta do Círculo: Como contamos uma história? Como narrar o que testemunhamos, vivemos, sentimos, tocamos? Compreendendo que habitamos um mundo tomado por infinitos modos de ser, como determinar o que contar? Como contar? Por quem contar? Se tomarmos uma experiência do pensamento como uma criação, onde importa menos assimilar diferentes domínios de saber do que se deixar tomar por afetos, podemos dizer que a produção de realidades plurais acontece no encontro entre o lugar de narrador e de diferentes personagens em uma história, sendo na invenção da palavra que o próprio indizível se torna experiência do impossível. v