3º Seminário de Gestão de Recursos Hídricos discutiu o valor dos dados da Rede Hidrometeorológica Nacional

Primeiros resultados de Projeto sendo desenvolvido por uma equipe do GESPLA foram apresentados em um webinar com representantes da ANA e do DRH/RS

Nesta terça feira ocorreu a terceira edição dos Seminários de Gestão de Recursos Hídricos com a apresentação dos primeiros resultados do Projeto de Pesquisa sendo desenvolvido em parceria com a ANA e IPH. O projeto tem como objetivo geral a investigação do valor associado aos dados provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional.

O Projeto é orientado pelo professor Guilherme Marques e a equipes de pesquisadores é composta por quatro integrantes do GESPLA: Marcela Nectoux, Iporã Possanti, Márcio Inada e Juliano Finck. Ao total o Projeto prevê seis produtos, chamados de Cadernos. Até o momento foram finalizados dois Cadernos o primeiro contém um inventário geral da RHN, sua caracterização e uma visão geral dos usos para os dados provenientes da Rede. O segundo caderno já concluído traz um inventário dos custos envolvidos na gestão da RHN que representa 1/3 do orçamento total de projetos da Rede.

O foco da apresentação no Seminário foi os resultados obtidos até o momento e também a metodologia que será empregada nas próximas etapas do Projeto, que irá explorar a cadeia causal de uso do dado nos segmentos de produção de alimentos e infraestrutura e gestão de desastres. O segmento de hidroenergia já foi explorado na dissertação de mestrado da Marcela, defendida em Maio deste ano. 

Na segunda parte do Seminário foi realizado um bate papo entre os pesquisadores e os representantes da Agência Nacional de Águas e do Departamento de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul. Foi ressaltada a importância e pertinência deste tipo de estudo não apenas para a tomada de decisão dos gestores da Rede mas também como instrumento de comunicação com a sociedade que precisa conhecer e se apropriar da Rede.

O coordenador do Projeto na ANA, Marcelo Medeiros informou que os produtos associados ao Projeto serão disponibilizados em breve no Portal da ANA. Quanto a uma estimativa de conclusão dos estudos o orientador do Projeto Guilherme Marques espera que os demais Cadernos sejam finalizados até Março de 2022.

O vídeo na íntegra pode ser acessado em:

https://gravacao.mconf.ufrgs.br/playback/presentation/2.3/b9270477eafd3151219e230147b41f4a7da36e7f-1628613787840

Para saber mais sobre o Projeto e sobre a Rede, recomendamos a leitura desse artigo do blog publicado no início deste ano.

A Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN)

Por Marcela Nectoux: Engenheira Ambiental, mestranda em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (PROFÁGUA/UFRGS), hidróloga na SOMAR Meteorologia.

No post de hoje vamos falar um pouco sobre a Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). Mas antes de mais nada, vamos entender melhor o que afinal é a Rede?

No Brasil, os dados hidrometeorológicos, isto é, medição de chuva e vazão, são obtidos através de pontos de monitoramento que formam uma complexa Rede gerida pela da Agência Nacional de Águas, intitulada Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). 

Como sabemos, não há como se falar em gestão de recursos hídricos sem o monitoramento dos dados de chuva e vazão, que são obtidos através dos pontos da RHN.

Esses pontos, também chamados de estações, podem ser convencionais (réguas e pluviômetros lidos manualmente por um observador) ou telemétricos (estações que possuem uma plataforma de coleta de dados (PCD) acoplada que mede automaticamente os dados e transmite via satélite para um banco de dados gerido pela ANA).

Mais recentemente, foi criada a Rede Hidrometeorológica de Referência que pode ser descrita como a versão premium da Rede, já que todos os pontos da RHNR são telemétricos e os critérios de manutenção e validação dos dados são mais rigorosos. O objetivo é garantir uma rede padrão de monitoramento hidrometeorológico no país. 

Uma vez que o nosso país tem dimensões continentais e a hidrologia brasileira é vasta, o tema das Redes é complexo e não se esgota nesse post. Mas, para simplificar e começar a discutir esse assunto aqui no blog, montamos um infográfico com alguns dados importantes sobre a RHN.

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