Em meio a novos ataques ao Estado Democrático de Direito, chega a nova redação do Humanista, que assume a responsabilidade de manter o público informado dos acontecimentos que compõem a agenda pública brasileira a partir dos Direitos Humanos. A redação é nova, mas o compromisso é o mesmo: com a democracia e com a produção de conhecimento sobre os principais conflitos do presente. Ao longo de todo o semestre letivo de 2021/1 (de agosto a dezembro), estaremos em estado de vigilância, na defesa radical dos princípios previstos na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
É papel do jornalismo atualizar o passado, sempre que um acontecimento do presente flerta com o autoritarismo e o desrespeito à diversidade – “um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la”, lembra Edmund Burke -, como tem feito o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde que assumiu o Planalto. É também papel do jornalismo lembrar de que forma chegamos a momentos como o Golpe Militar de 1964, para que a sociedade esteja atenta aos sinais de um governo que não tem por prioridade o bem-estar de seus cidadãos.
Na próxima terça-feira, 7 de setembro, é o feriado nacional que marca o Dia da Independência. E o presidente da República, após 32 meses de mandato e diversos retrocessos em diferentes áreas como educação, cultura e saúde, tenta dar um novo significado à data. Os atos do presidente, no entanto, estão sendo considerados uma verdadeira ameaça à democracia por instituições nacionais como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Congresso Nacional, sociedade civil, empresários, entidades e governadores.
Apesar de arcaicos diante dos avanços democráticos dos últimos 30 anos, é possível esperar pedidos como voto impresso nas eleições e impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora estejam sendo organizadas diversas manifestações de apoio ao governo, por meio das redes sociais, também há reações. O ministro Alexandre de Moraes proibiu 10 líderes que organizavam o ato de 7 de Setembro de se aproximarem, no raio de um quilômetro, da Praça dos Três Poderes, de integrantes do STF e de senadores.
Segundo a Folha de S.Paulo, o Ministério Público Estadual da capital paulista afirmou que protestos anti-democráticos devem ser punidos. Já de acordo com a Revista Isto É, estão sendo organizadas manifestações militares favoráveis às práticas de Bolsonaro em São Paulo, e em pelo menos outros cinco estados: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo, Ceará e Paraíba. Além dos policiais militares, o presidente também conta com o apoio de ruralistas e evangélicos. Caberá às autoridades manter o equilíbrio entre a liberdade de expressão e a preservação da democracia.
O Humanista não se furtará do seu dever de fiscalizar os Poderes da República, assim como explicar de forma acessível as ameaças à democracia representadas pela postura do Governo Bolsonaro. E os problemas a serem reportados, não são poucos; vão além da esfera federal, passam por Porto Alegre e pelo Rio Grande do Sul; vão de economia afetada pela pandemia, marcada pelo negacionismo de Bolsonaro e seus cúmplices, e mal conduzida pelo governo – vide o anúncio, nesta quarta (1º), de queda de 0,1% no PIB brasileiro no ultimo semestre – à falta de acesso a direitos básicos, como moradia, alimentação e educação de qualidade.
O semestre é longo, mas a nova redação tem energia para enfrentá-lo. Contem conosco na defesa da democracia, a partir de um jornalismo comprometido com um Brasil mais justo e fraterno!




