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As alunas-mães da UFRGS

A dupla jornada de uma aluna universitária que é mãe envolve desafios que nem sempre são compreendidos pelos colegas, professores ou mesmo a instituição; conheça histórias.

Segundo uma pesquisa realizada pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) em 2018, com 1.200.300 estudantes, cerca de 577.480 mil mulheres cisgênero estavam matriculadas em universidades federais em todo o país, número que equivale a 48,1% dos estudantes de Instituições Federais (IF’s) do Brasil.

E quantas delas são mães? A mesma pesquisa mostra que 136.824 mil alunos e alunas têm filhos, ou seja, 11,4% são mães ou pais. Olhando apenas para o percentual, o número não parece impactante, mas pouco se fala de como é a vida de quem enfrenta essa dupla jornada.

No Agosto Lilás, mês dedicado ao enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, em alusão ao mês de aniversário da Lei Maria da Penha, o Humanista colaboração com a disciplina Ciberjornalismo III, ministrada pelo professor Marcelo Träsel, com um diagnóstico sobre as mães-alunas da UFRGS.  

 À reportagem, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) informou que o número de alunas que são mães matriculadas na instituição é desconhecido, pois não há uma forma de cadastro ou registro de tal informação. Através de redes sociais e eventos, foram encontradas várias estudantes que têm filhos, mas a rotina corrida dessas mulheres se torna um obstáculo para que elas consigam contar suas experiências. 


Quem são?

Sabrina dos Santos, 23, é estudante do curso de História na UFRGS, e mãe de Lívia, 3. Descobriu a sua gravidez no início de 2019, enquanto começava a estudar para o vestibular. “Não foi uma gravidez planejada. Não foi no momento em que nós esperávamos. Eu estava começando a estudar para o vestibular da UFRGS e para o Enem. Fiquei em choque quando eu descobri, porque eu achei que depois disso, eu não ia conseguir fazer mais nada”, lembra. Ela passou o ano todo se dividindo entre estudos e consultas de pré-natal. 

Em setembro Lívia nasceu, e em novembro Sabrina realizou a prova. A aprovação veio, e alguns meses depois chegou a pandemia da COVID-19 no Brasil. As aulas foram adiadas, e depois foi instaurado o ERE (Ensino Remoto Emergencial), em que os alunos puderam dar continuidade aos estudos estando em casa, via vídeo-conferências com os professores. Seu companheiro foi demitido logo no início da pandemia, e ficou seis meses em casa. Assim eles conseguiram organizar seus horários e demandas de uma maneira mais prática. Enquanto Sabrina estudava, ele ficava com Lívia. 

mães da UFRGS
Sabrina comemorando sua aprovação no vestibular com sua filha. | Foto: Lívia/Arquivo pessoal

Jaqueline de Paula, 24, é estudante de Serviço Social, e mãe de Gokann, 3 anos. Quando descobriu a gravidez, cursava Direito na UFRGS. Assim, viu uma oportunidade de trocar de área. “Eu já tinha o plano de trocar de curso, não me adaptei, não gostava. E nesse meio tempo engravidei, e aí tive mesmo a vontade de mudar de curso”, relata.

Jaqueline é aluna cotista índigena, da etnia Kaingang, e quando deu à luz ao seu filho, voltou para sua aldeia de origem, no norte do Rio Grande do Sul, em licença. O pai de Gokann é aluno de psicologia na Universidade Federal do Rio Grande, então quando as aulas presenciais foram suspensas, ele voltou para a aldeia com Jaqueline e pôde passar os últimos dois anos ao lado do filho e da companheira.

maternidade na universidade
Jaqueline e seu filho, Gokann. | Foto: Jaqueline/Arquivo pessoal

Nicole Alves, 23, assim como Sabrina, cursa História na UFRGS, e é mãe de Renan, 5, que em 2023 foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela engravidou ainda no Ensino Médio, e seu filho nasceu em 2018. Nicole saiu de licença maternidade, mas teve receio de reprovar no terceiro ano, pois não estava conseguindo conciliar estudos e os cuidados com o bebê. Ela insistiu em continuar indo às aulas e encontrou acolhimento por parte dos professores e dos colegas quando precisava ir à escola com seu filho.

Em 2019, Nicole prestou o vestibular, mas não conseguiu passar. Começou a estudar sozinha, mas seu companheiro trabalhava fora. Com toda a demanda que um bebê traz e sem muita ajuda, Nicole acabou desistindo dos estudos. Porém, em 2020, com a sua inscrição pelo SiSU (Sistema de Seleção Unificada), ela descobriu ter sido chamada para uma vaga remanescente, mas o prazo de matrícula já tinha passado. Isso foi o suficiente para Nicole voltar a acreditar no seu potencial e continuar a estudar:

“Não foi uma sensação de tristeza que eu tive quando eu vi que tinha sido aprovada [em 2019], na verdade foi uma sensação de vitória, satisfação, de orgulho. Eu não fui e não peguei a vaga, mas eu consegui”.

– Nicole Alves
Maternidade na universidade federal
Após um período sem estudar, Nicole voltou a se concentrar no seu ingresso na universidade, quando Renan ainda era bebê. | Foto: Nicole/Arquivo pessoal

Redes de apoio

O ditado diz “Quem pariu Mateus, que embale”, e a partir disso se conclui que quem fez seu filho, que cuide, principalmente se você é a mãe. Mas sabemos que a tarefa de criar um ser humano não deve ser de uma única pessoa.

O Artigo 227 da Constituição de 1988 diz que “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

Toda a ajuda é necessária e bem-vinda, seja da família ou da instituição, em especial após a volta do ensino presencial. Entende-se que todos têm a responsabilidade de ajudar no zelo de uma criança, e quando as acolhemos, também acolhemos suas cuidadoras. 

Laíne Jeske Wagner, 40, cursava jornalismo na UFRGS quando engravidou de Antônio, hoje com 6 anos. A gravidez foi muito desejada e planejada. Quando seu filho nasceu, ela entrou de licença, mas quando o período acabou, trancou o curso e mudou-se para Pelotas. Com um recém-nascido e uma mudança para cuidar, e logo em seguida vivendo em uma cidade que fica longe da ajuda familiar, ela se viu sem vontade de voltar a estudar.

Além disso, Laíne desenvolveu depressão pós-parto, um assunto que ainda é tabu na sociedade. Quando Antônio tinha dois anos, ela conseguiu voltar aos estudos. Hoje a estudante cursa o oitavo semestre de psicologia na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) . “Eu sou militante contra a depressão pós-parto. Eu entrei para psicologia com o intuito de trabalhar com perinatalidade, e vou me formar com esse intuito. Meu Trabalho de Conclusão de Curso vai ser sobre rede de apoio materna”, relata.

Atualmente, Jaqueline mora com Gokann na Casa do Estudante Indígena (CEI), que foi reivindicada em abril de 2022. De acordo com ela, moram um total de 52 pessoas, e destas, 10 são mães que vivem com seus filhos. Jaqueline conta ainda que a maternidade ocorre cedo na vida das mulheres indígenas e, antes da CEI, era comum que estas estudantes tivessem de deixar seus bebês na comunidade com suas famílias para que pudessem frequentar as aulas.

Atualmente, as estudantes têm a possibilidade de manter sua cultura, estando mais perto de seus filhos, além de poder contar com a ajuda das outras alunas indígenas. “Alguns cursos são integrais e exigem mais das alunas, para o pessoal da saúde principalmente, mas a gente sempre dá um jeito de se organizar em relação às crianças, para dar um suporte” relata.

Sabrina e Nicole têm a ajuda de familiares e das escolas onde as crianças estão matriculadas. Ambas são alunas cotistas de baixa-renda e recebem o auxílio-creche da universidade no valor de R$ 250,00, que usam para inteirar o valor da mensalidade ou com necessidades escolares.

O companheiro de Sabrina, Daniel Trassantes, 30, voltou a trabalhar quando Lívia tinha um ano de idade, mas eles mantiveram a rotina em que ele ficava com a bebê à noite, enquanto Sabrina assistia suas aulas. Assim ela conseguiu estudar por quatro semestres, em casa e podendo ficar com sua filha.

Nicole entrou na universidade em 2021, mas também assistiu muitas aulas na companhia de seu filho. Seu companheiro, Luis Felipe Pinheiro, 23, é aluno de Engenharia Civil na UFRGS, então a agenda deles é seguida à risca. No momento, Renan estuda em uma escola de educação infantil do município, em turno integral. Nos dias em que seus pais têm aula à noite, ele fica com a avó paterna, que serve de rede de apoio quando necessário.

De acordo com a PRAE, um questionário foi enviado em setembro de 2022, para saber o motivo de os alunos que estavam matriculados no semestre 2021/2, não terem a matrícula efetuada em 2022/1. O público-alvo eram estudantes que foram usuários do Programa de Benefícios PRAE entre 2018 e 2022, totalizando 704 pessoas.

Uma das perguntas era “Meus planos pessoais mudaram e não envolvem concluir o curso na UFRGS (exemplos: precisei me mudar, casei, divorciei, passei a cuidar de filho(s), passei a cuidar de familiar doente)” e 3,7% assinalaram essa questão. Estes também assinalaram: “Não pretendo continuar o curso nem outro curso, nem na UFRGS nem EM OUTRA INSTITUIÇÃO”. 

Atualmente, segundo o último edital lançado em 2023, as principais ações afirmativas voltadas para estudantes da UFRGS que têm filhos são:

  • Auxílio Creche – auxílio financeiro para custear parte das despesas do estudante como responsável legal por criança até a idade de 05 anos, 11 meses e 29 dias, no valor de R$250,00 mensais por dependente, vedado o acúmulo no caso de ambos os pais serem estudantes beneficiários.
  • Conversão da Moradia Estudantil para Auxílio Moradia – Entendendo que a estrutura da Casa do Estudante Universitário (CEU) não é apropriada para permanência e convivência contínua de crianças, a PRAE disponibilizará o Auxílio Moradia na modalidade em pecúnia, sem a necessidade de participação em edital específico, para as seguintes situações: no caso de moradoras gestantes ou no caso de terem menores de 18 anos sob sua guarda. Em ambos os casos, o tempo de concessão do Auxílio Moradia será o tempo de permanência estabelecido no Termo de Compromisso assinado no início do gozo da vaga na CEU, ou quando do recálculo, se este for o caso.

Creche no campus

Segundo a PRAE, atualmente 154 estudantes recebem o auxílio creche, e destes, 114 são mulheres. Por mais que o benefício ajude, ainda não é o suficiente para essas mães. Quando perguntado às entrevistadas qual seria a melhor ação afirmativa voltada para elas, a resposta foi unânime: uma creche.

Para Jaqueline, uma Casa de Estudantes Indígenas com creche de educação indígena seria essencial para que as crianças pudessem continuar tendo contato e aprendizado da sua cultura, mesmo longe da aldeia. Para Nicole a creche é fundamental porque há apenas duas opções de educação infantil: municipal ou particular. A primeira é muito concorrida, e a segunda muito cara.

Além disso, os horários das aulas dificultam a busca por um emprego que permitisse arcar com os custos de uma escola privada. Para Sabrina, uma creche poderia oferecer diretamente às crianças o que suas mães produzem dentro da universidade. 

Em maio de 2021, foi aprovado na Câmara dos Deputados o projeto que permite que universidades, públicas e privadas, criem em suas dependências creches para filhos ou dependentes de estudantes que estejam matriculados na instituição. O projeto original é do deputado federal Gustinho Ribeiro (Solidariedade/SE), e nele a criação de creches constava como uma obrigatoriedade das instituições, que impunha alocação de orçamento. O texto substitutivo, que virou uma autorização, e foi aprovado, é da deputada federal Natália Bonavides (PT – RN).

O Diretor do Departamento de Benefícios e Acompanhamento Estudantil (DBA) da UFRGS, Felipe Vendruscolo da Silva, disse não conhecer o projeto, e que “Na ausência de dados exatos, a identificação do público e da demanda poderá a ser estimada por pesquisa e questionários”. Com as informações de quem recebe auxílio creche, sabemos que há no mínimo 154 crianças que poderiam ocupar espaços na universidade. Mas será que há interesse em recebê-las?

Jaqueline fala sobre como uma Casa de Estudantes Indígenas é importante para as mães manterem a cultura de carregarem seus filhos consigo.


Lugar de mãe, lugar de criança

Fernanda Staniscuaski, 42, é professora e pesquisadora da UFRGS, na área de biologia e biotecnologia. É também a fundadora do movimento Parent’s in Science, que “surgiu com o intuito de levantar a discussão sobre a maternidade (e paternidade!) dentro do universo da ciência do Brasil”, de acordo com a apresentação do site. Para Fernanda, as alunas de graduação ainda não têm direitos essenciais.

“Passamos por questões básicas, por exemplo, não existe uma lei que garanta uma licença maternidade para estudantes. Não existe. As pessoas confundem com exercício domiciliar, mas não é a mesma coisa. Existe a lei [Lei 6.202/75] que dá direito ao exercício domiciliar, mas não é uma licença”.

– Fernanda Staniscuaski.

Fernanda aponta relata quais medidas seriam ideais para um acolhimento digno por parte da instituição.

Nathália Cardoso, 28, é professora de inglês, jornalista e mãe da Anita, 9. Ela se formou em jornalismo pela UFRGS, e em licenciatura em letras – inglês pela PUCRS, em 2018. Descobriu a gravidez aos 19 anos, quando estava no segundo semestre da faculdade. Nathália tirou a licença maternidade após o nascimento de sua filha, mas voltou às aulas dois meses após dar à luz.

“Eu sou uma pessoa com muitos privilégios, reconheço isso. Eu tive ajuda dentro da minha casa, o pai da minha filha sempre foi muito presente. (…) Nos apertamos um pouquinho daqui, um pouquinho dali, e conseguimos pagar uma creche para minha filha quando ela tinha oito meses. Mas tem gente que não pode, que não consegue. E aí? Como que faz?”

– Nathália Cardoso

Segundo Nathália, a falta de acolhimento com a mulher se dá desde o seu direito reprodutivo. “A maternidade passa pelo direito de escolha. Porque nenhum contraceptivo é 100% eficaz. E a pessoa tem que ter esse direito de escolher ou não, e ter acesso à essa escolha de forma segura” afirma.

No dia 2 de setembro  de 2022, foi sancionada a Lei 14.443, de 2022, que diminui de 25 para 21 anos a idade mínima de homens e mulheres para a realização de esterilização voluntária, e também dispensa a autorização do cônjuge. A idade mínima não é exigida, caso a pessoa já tenha dois filhos.

A Lei entrou em vigor em 180 dias após a publicação. No entanto, ainda não se sabe como se dará o processo, qual será a prioridade do procedimento na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) ou se será necessário esperar meses por uma consulta com um ginecologista também.


O coletivo “MÃES NA UFRGS”, surgiu ainda na pandemia, visando acolher e debater as necessidades dessas alunas. Hoje o grupo conta com cerca de 150 participantes, e tem reuniões mensais para elaborar as pautas que são levadas à instituição.

Os encontros acontecem no campus Olímpico, na Casa ESEFID Acolhe Infâncias, um projeto de extensão voltado para receber os filhos de mães e pais estudantes, sob a coordenação da professora Lisandra Oliveira, e busca tornar a universidade um lugar mais receptivo e menos hostil para os pequenos e seus cuidadores. Enquanto as mães conversam e organizam as próximas pautas, as crianças podem fazer outras atividades com os alunos extensionistas e ocupar um lugar que também é seu por direito. 

Ana Marcela Sarria, 35, socióloga e estudante de enfermagem, é integrante do coletivo, e relata que o projeto é um modelo que pode ser seguido dentro dos espaços da instituição. “É literalmente uma casa, que tem acomodações para receber crianças. A ESEFID é um lugar que realiza bastante atividades, inclusive para crianças da comunidade do entorno. E tem esse diferencial de contar com bolsistas que auxiliam no cuidado com as crianças. Sabemos que elas estão acolhidas”, afirma. 

De acordo com Ana, conseguir uma creche dentro da UFRGS para filhos de estudantes e servidoras é a pauta mais difícil de ser atendida, mas é sempre pontuada. Outra questão muito importante e exigida pelo grupo é o levantamento de dados sobre quantas mães atuam dentro da universidade. “Não existe essa informação. Não existe uma maneira de compilar essa informação. Então pautamos isso como uma necessidade para a partir disso, entendermos quais são as reais demandas e possibilidades para essas mães”, conta. 

Atualmente é permitida a entrada de responsáveis com crianças de até cinco anos nos Restaurantes Universitários (RU). No entanto, essa informação não é amplamente divulgada. “Esses dados ajudariam com que cuidadores em geral pudessem entrar com crianças maiores nos RU’s, por exemplo. Hoje elas não podem se alimentar, não podem nem entrar. É um absurdo.”, informa Ana. 

Apesar de as alunas reconhecerem que a universidade é um ambiente que não está preparado para receber mães e seus filhos, é comum entre elas o orgulho em estudar na UFRGS. Elas não querem desistir de seus sonhos e abandonar seus estudos. Cabe à instituição e também à sociedade começar a cultivar a ideia de que, antes de tudo, a maternidade não é uma trajetória solo.  Todos nós causamos impactos na vida de uma criança, e quando a acolhemos, fazemos o mesmo pela sua cuidadora. Ninguém sai perdendo, pelo contrário, ganhamos profissionais, que podem ser futuras pesquisadoras, cientistas, educadoras, que podem fazer a diferença no desenvolvimento do nosso país. A universidade pública e de qualidade deve ser para todas as pessoas, com ou sem filhos.

Sabrina e Nicole falam sobre a importância de serem alunas da UFRGS nas suas vidas.


Nathália fala sobre ações de manutenção para manter as mães na universidade.


*Reportagem originalmente produzida na disciplina Ciberjornalismo III do curso de Jornalismo da Fabico/UFRGS no semestre letivo 2022/2, sob a orientação do professor Marcelo Ruschel Träsel. Edição: redação Humanista, 2023/1.

1 comentário em “As alunas-mães da UFRGS”

  1. Reportagem super necessária, a dupla jornada não é fácil! Mas não podemos jamais desistir dos nossos sonhos! Parabéns Jacquelline pela sensibilidade de trazer o tema maternidade!

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