Pesquisadores identificam novos peixes em área preservada da Amazônia

Uma reportagem de Fernanda Wenzel, sobre a coleta de peixes na Calha Norte, onde participou membros do laboratório de ictiologia da UFRGS. A região paraense é um dos tesouros da biodiversidade amazônica

De fato, a Calha Norte tem mais similaridades ambientais com esses vizinhos do que com o resto da Amazônia, ao sul. É uma área montanhosa, de maiores altitudes, o que faz com que os peixes dali sejam diferentes daqueles de zonas mais baixas. “A Calha Norte tem uma história geológica compartilhada com os rios da região ao norte”, explica André Netto Ferreira, professor do departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um dos autores do estudo.

Das seis novas espécies de peixes, a mais recente foi identificada em 2019: é o Curimatopsis melanura, que mede cerca de 38 mm e tem uma cauda escura, que o diferencia das outras espécies do gênero. “Os curimatídeos se alimentam de algas que vivem no lodo, promovendo um serviço ecossistêmico formidável de limpeza da água”, explica Ferreira.

Nota completa: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/noticias-da-floresta/2020/06/11/pesquisadores-identificam-novos-peixes-em-area-preservada-da-amazonia.htm

Curimatopsis melanura, uma das novas espécies identificadas na Calha Norte. Fotografia Lorena S. Vieira (aluna PPGBAN-UFRGS)