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Ações, Narrativas a Margem, Notícias, Reflexões

Vídeo-Documentário Pandemia e Periferia (2020)

O vídeo-documentário “Entre redes comunitárias e virtuais: o acesso à internet nas periferias” parte da Articulação por Direitos na Pandemia através do projeto Monitoramento sobre a Pandemia do COVID-19 realizado nas favelas, periferias e populações vulneráveis nas cidades de Recife/PE, Porto Alegre/RS, São Paulo/SP e Vitória/ES. Em Porto Alegre, o resultado desse monitoramento apontou a desigualdade digital como uma nova dimensão da vida urbana que vem afetando o acesso aos serviços públicos e o direito à cidade. A partir das Oficinas de Narrativa Popular entre agosto e setembro de 2020, abriu-se um espaço de troca de saberes e escuta em territórios em estado de vulnerabilidade social na cidade. Todo o processo de construção do documentário foi acompanhado pelos narradores que formaram parte das oficinas de narração. As vozes que compõem o documentário vêm do Morro da Cruz, Campo da Tuca, Vila Liberdade, Ocupação Zumbi dos Palmares, Centro de Referência Afroindígena do RS e Assentamento 20 de Novembro.

A narração dessas histórias cotidianas atua como dispositivo de fortalecimento da luta comunitária pelo direito à cidade, além de dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por essa parte da população, resultantes dos processos de segregação e exclusão social.

Ações, Narrativas a Margem, Notícias

Oficinas de narrativa popular (2020)

As oficinas aconteceram no segundo semestre de 2020 a partir de encontros online de narração, escuta e formação de narradores populares com o objetivo de configurar uma rede de comunicação popular que opere um movimento de visibilização das vozes que resistem em territórios de vulnerabilidade social. Através da narrativa enquanto perspectiva metodológica, foram visibilizadas histórias e práticas sócio espaciais constituídas historicamente à margem da produção urbana hegemônica. A dimensão dialógica da fala e escuta emergiu nas trocas entre narradores de territórios distintos do ponto de vista geográfico e urbano, mas que guardam estreitas relações entre os marcadores de raça, classe e gênero, bem como na produção de comum e na reivindicação pelo direito à cidade. Por meio dos encontros virtuais pudemos construir pontes entre os saberes situados na experiência urbana marcada pela exclusão social e ausência de direitos humanos e urbanos, e os saberes teóricos que vimos desenvolvendo sobre a narrativa nos estudos urbanos dentro do grupo de pesquisa. A produção de narrativas resultou em um vídeo-documentário sobre a desigualdade digital nas periferias de Porto Alegre, que compõe um projeto de Monitoramento sobre a Pandemia do COVID-19 realizado nas favelas, periferias e populações vulneráveis do Brasil, a partir da articulação entre ONG Habitat para Humanidade, FNRU, IBDU, Observatório das Metrópoles e BR Cidades. Em Porto Alegre o projeto contou com a parceria local do CDES e AtuaPoa no âmbito do coletivo Fora dos Muros.

 

 

Ações, Narrativas a Margem, Objetos de fronteira

Margem_Lab no ENANPARQ 2020

Nessa sexta-feira, dia 05/03 – 9h – as professoras Daniele Caron e Ana Elisia Costa da Faculdade de Arquitetura da UFRGS estarão coordenando a Sessão Livre 68 do Enanparq 2020 com o tema “Coletivos urbanos e urbanismo insurgente”.
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A mesa é resultado de articulação com os professores Jorge Bassani (USP), Ana Luiza Nobre (PUC-Rio), Flavia Araujo (UFAL) e Rita Velloso (UFMG) em torno do tema.
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A discussão sobre a atuação desses coletivos no território e o mapeamento/reflexão de metodologias de estudo sobre a cidade decorrentes/correlatas/subordinadas a tal processo é o objetivo da sessão. É também objeto de discussão entender o próprio projeto – aberto, inacabado e derivante – como dispositivo de interlocução para a construção de outras realidades nas cidades e no território, que ajustem melhor as relações humanas em torno do viver comum.
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@faufrgs
@propur.ufrgs
@_danicaron
@anaelisiacosta
@jorgebassani
@flaviaazularaujo

Notícias, Reflexões, Seminários

Disciplina PROPUR ::: Gênero, Raça e Colonialidade: pistas para outras epistemologias nos estudos urbanos (2020)

No ano de 2020, a professora Profa. Dra. Diana Helene (UFAL) em conjunto com a Profa. Dra. Daniele Caron ofereceram uma disciplina de encontros virtuais no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional. O objetivo do curso foi debater como as relações heteropatriarcais, coloniais, racializantes e capitalistas se relacionam com os estudos das cidades e os processos de planejamento. Através de uma bibliografia feminista de crítica às formas de colonialidade, foram abordadas as interseções entre gênero, sexualidade, raça, etnia e classe e suas implicação na produção do conhecimento científico e na construção de outras objetividades, trazendo atenção para as reivindicação de outros lugar de fala e o engajamento junto a saberes às margens dos estudos urbanos para pensar mundos porvir.

  Autores: Bruna Tavares, Cristiane Veeck, Douglas Silveira Martini, Gabrielle Oliveira de Araújo e Leonardo Sassi

Bibliografias dos encontros

AKOTIRENE, Carla. O que é interseccionalidade? Belo Horizonte: Letramento: Justificando, 2018.

ALVES, Ana E. S.. “Divisão sexual do trabalho: a separação da produção do espaço reprodutivo da família”. Trab. educ. saúde [online]. 2013, vol.11, n.2, pp.271-289. Mimeo: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-

77462013000200002&lng=en&nrm=iso

COLLINS, Patricia Hill. “Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro”. In: Soc. estado. [online]. 2016, vol.31, n.1, pp.99-127. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-69922016000100006

DAVIS, Angela. Mulheres, classe e raça. Introdução. Boitempo, 2016. Disponível também em (versão traduzida em portugal): https://we.riseup.net/radfem/mulheres-ra%C3%A7a-e-classe angela-davis+223460

EVARISTO, Conceição. “Vozes-Mulheres”. In: EVARISTO, Conceição. Poemas de recordação e outros movimentos. Belo Horizonte: Editora Nandyala, 2008 p. 10-11.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Editora Elefante, 2017: Introdução (pp. 23); parte do Capítulo 2 (pp. 167 a 234); e parte do Capítulo 5 (pp. 380 a 407).

GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. In: SILVA, L. A. et al. Movimentos sociais urbanos, minorias e outros estudos. Ciências Sociais Hoje, Brasília, ANPOCS n. 2, p. 223- 244, 1983.

HALL, Stuart. “O OCIDENTE E O RESTO: DISCURSO E PODER (“The West and the Rest; Discourse and Power”. Modernity: An Introduction to Modern Societies. Cambridge: Blackwell Publishing, 1996. pp. 201-277). Tradução CARLA D’ELIA. In: Projeto História, São Paulo, n. 56, pp. 314-361, Mai.-Ago. 2016.

HARAWAY, Donna. “Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial”. Cadernos Pagu, n. 5, p. 7-41, 2009. Mimeo https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773

HELENE, Diana. “Gênero e direito à cidade a partir da luta dos movimentos de moradia”. Cad. Metrop., São Paulo , v. 21, n. 46, p. 951-974, Dec. 2019.

KERGOAT, Danièle. “Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In: EMÍLIO, Marli; et al (orgs.)”. Trabalho e cidadania ativa para as mulheres: desafios para as políticas públicas. São Paulo: Coordenadoria Especial da Mulher, 2003. p.55-63.

KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano. Ed. Cobogó, 2019. p. 27-92.

LANDER, Edgardo. “Ciências sociais: saberes coloniais e eurocêntricos’ In: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Edgardo Lander (org). CLACSO, Buenos Aires, 2005.

LUGONES, Maria. “Colonialidad y género”. Tabula Rasa. Bogotá – Colombia, No.9: 73-101, julio diciembre 2008. ISSN 1794-2489 (espanhol).

MATOS, Gabriela de (org.) Arquitetas Negras – Vol. 1. Manifesto. Belo Horizonte, 2019.

MUXI, Zaida. Mujeres, casas y ciudades – Más allá del umbral. DPR – Barcelona, 2018.

PEREIRA, Gabriela Leandro. “O exercício de atravessar a cidade pela narrativa de Carolina Maria de Jesus”. In Anais do XVI Encontro Nacional de Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional: Espaço, Planejamento e Insurgência. Belo Horizonte, 2015. disponível em: https://drive.google.com/file/d/0B6PPvPmtA9OpSjJZYjhRNk1Tem8/view

PÓLIS, Instituto. Recortes de uma cidade por vir. Edição e organização Cássia Caneco [et al.]. – São Paulo: Instituto Pólis, 2020. p. 22 -33, 73 – 85, 170 – 182, 212 – 218.

RATTS, Alex. Eu sou atlântica – sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. Instituto Kuanza, São Paulo, 2006. (pgs 51-60 e 109 a 125).

RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Letramento, 2017.

SCHIENBINGER, Londa. O feminismo mudou a ciência?. Bauru, SP: EDUSC, 2001. (“Introdução” pgs.:19-39; e “Medicina”, pgs.: 205-239)

SHIVA, Vandana. Abrazar la vida. Mujer, ecología y desarrollo. Cuadernos Inacabados, n. 18, 1995. (espanhol)

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. (2010). Pode o Subalterno Falar? Belo Horizonte: Editora UFMG.

STOLKE, Verena. “O enigma das interseções: classe, “raça”, sexo, sexualidade: a formação dos impérios transatlânticos do século XVI ao XIX”. In: Rev. Estud. Fem. [online]. 2006, vol.14, n.1 [cited 2017-04-24], pp.15-42.

VALDIVIA, Blanca. “Del urbanismo androcéntrico a la ciudad cuidadora”. In: Hábitat y Sociedad, n.o 11, noviembre de 2018, Universidad de Sevilla, pp. 65-84.

Ações, Narrativas a Margem

OCUPAÇÃO KALISSA: Início de melhoramentos arquitetônicos

Em 2020, junto com o @emav.ufrgs iniciamos um processo participativo de melhoramentos arquitetônico e de troca de saberes com a ocupação lgbtqia+ @okupakalissa + @houseofkalica. Com todos os cuidados necessários, nas últimas semanas começamos a fazer levantamento do espaço e planejamento dos mutirões. Vamos iniciar as atividades pelo espaço do pátio de acesso. 🌱💃

Ações, Ensino, Gênero, Raça e Colonialidade, Narrativas a Margem

AULA ABERTA: Corpo, Discurso e Território

O PROPUR e o Margem_laboratório de narrativas urbanas convidam para a atividade aberta de encerramento da disciplina Gênero, raça e colonialidade: pistas para outras epistemologias nos estudos urbanos, ministrada pelas Profas. Diana Helene e Daniele Caron durante o mês de novembro.
Neste último encontro teremos a honra de receber a professora e pesquisadora Gabriela Leandro Pereira (Gaia) da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia que trará reflexões importantes sobre os temas abordados durante os encontros, reforçando a necessidade de convocarmos epistemologias que operem a favor da diferença e não da desigualdade, como já diria Lélia Gonzalez. Com o terrível episódio ocorrido no final da semana passada em nossa cidade, e que ganhou relevância nas redes sociais, nos parece fundamental estender o convite dessa aula a todes aqueles que consideram que pensar o direito à cidade passa por pensar a diferença e os direitos humanos. Os modos de opressão constantemente reforçados pelo tipo de produção urbana que opera hoje nas nossas cidades requer metodologias atentas ao sensível, ao debate de gênero, étnico-racial, às narrativas apagadas e subalternizadas, aos lugares de fala e escuta que devem ser pensados em processos de pesquisa.

Gabriela Leandro Pereira é arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Espírito Santo e Professora Adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia. Integra o Grupo de Estudos Lugar Comum (PPGAU/FAUFBA), no qual coordena o Grupo Corpo, Discurso e Território. Seus trabalhos e pesquisas atuais têm focado na construção de aproximações e abordagens que articulam o campo da arquitetura, urbanismo e planejamento urbano no debate étnico-racial e de gênero, a partir de tensionamentos sobre as narrativas, histórias, memórias, políticas e epistemologias produzidas sobre a cidade e seus apagamentos. Em 2017 foi Vencedora do Premio de Teses da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional com o trabalho intitulado “Corpo, discurso e território: Cidade em disputa nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus”.

Te inscreve e vem!!

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Ações, Disciplinas, Gênero, Raça e Colonialidade, Narrativas a Margem

DISCIPLINA GÊNERO, RAÇA E COLONIALIDADE

Receberemos em novembro a professora e pesquisadora Diana Helene para um Tópico Especial do PROPUR/UFRGS de 4 encontros, com objetivo de produzir uma reflexão sobre o modo como as intersecções entre gênero, sexualidade, raça, etnia e classe convocam epistemologias outras que tensionam o modus operandi do conhecimento científico e seus efeitos nos estudos urbanos.
A realização do curso tem a ver com a busca cada vez maior pela perspectiva de gênero nos estudos urbanos. A relevância desse movimento deve ser acompanhada pelos programas de pós graduação de urbanismo e planejamento urbano e regional, uma vez que o protagonismo feminino e suas relações interseccionais vem se estabelecendo como um atravessamento fundamental em estudos referentes à habitação, mobilidade, direitos civis e urbanos, entre outros.
Em consonância com esta perspectiva, a reflexão sobre as incidências da colonialidade na estruturação e dinâmica do espaço urbano nas cidades brasileiras, abre espaço para modos de pensar/planejar o urbano referenciados na diferença como direito humano.

Desde 2004 Diana Helene atua junto a diferentes movimentos sociais de mulheres, moradia e trabalho em São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas. Foi esta atuação, na prática, que deu subsídios para realização da sua monografia de graduação, sua dissertação de mestrado e seu doutorado, premiado pela Capes em 2016 como melhor tese na área do Planejamento Urbano e Regional. Atualmente, é professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas e da Pós-graduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde pesquisa e leciona sobre planejamento urbano, urbanismo, paisagismo, identidade, cultura e tecnologia, com enfoque nos estudos interseccionais e decoloniais.

Ações, Narrativas a Margem, Reflexões, Seminários

Seminário 02 ::: DECOLONIAL (2020)

Decoloniais, descoloniais, pós-coloniais, anticoloniais. O segundo seminário de 2020 focou o debate da DECOLONIALIDADE e suas inter-relações com as narrativas urbanas, no que se refere às opressões e aos apagamentos históricos que configuram o mundo social de forma desigual, que originam processos de segregação espacial e produzem as cidades latino-americanas como espelhos deformados das cidades europeias.

 
O processo de descolonização implica primeiramente em desnaturalizar a construção histórica dos fundamentos civilizacionais latino-americanos e, a partir de referências locais não-eurocentradas, enfrentar o desafio de pensar o urbano, o território e a paisagem para além da realidade colonial que acompanha a história do continente.

 
Os textos de Grada Kilomba (2008), Aníbal Quijano (2005), Lélia Gonzalez (1988) e David Kopenawa (2016), pautaram as discussões do grupo nas questões interssecionais de marcadores como gênero, raça, classe e sexualidade que vem envolvendo as narrativas produzidas em ações de pesquisa, extensão e militância com algumas comunidades e movimentos sociais em Porto Alegre. Para o projeto de pesquisa atual, o seminário sobre decolonialidade também reforçou a potencia dos saberes afroindígenas na construção de comum nas cidades latino-americanas, colocando em questão os posicionamentos éticos e políticos das práticas codidianas de pesquisa.

Para acessar o pdf do pôster, clique aqui

Bibliografias

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2020.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Editora Cobogó, 2019.

KOPENAWA, Davi ; ALBERT, Bruce. A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. Brasil, Companhia das Letras, 2019.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. 2005. In. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

Ações, Narrativas a Margem

Cartas da Periferia | Podcast (2020)

O Podcast Cartas da Periferia resulta de um processo continuado de escuta direcionado especialmente às comunidades periféricas de Porto Alegre que têm suas narrativas historicamente invisibilizadas por mecanismos de opressão, exclusão e desigualdade social. A metodologia de produção destas narrativas, que focalizaram os impactos produzidos pela COVID-19 nas periferias da cidade, buscou legitimar a potência da narrativa enquanto epistemologia capaz de apreender processos contemporâneos de subjetivação que influenciam e são influenciados pelo território em disputa. Os episódios dão voz às reivindicações, dificuldades, denúncias e mobilizações potencializando dialogicamente os saberes da própria periferia. A luta pelo direito à cidade é realizada pelos seus atores em ação. O projeto é produzido pelo Coletivo Fora dos Muros, integrado por grupos de pesquisa, extensão movimentos sociais e coletivos independentes de comunicação. 

O Coletivo Fora dos Muros é aberto e está em movimento. Formam parte de sua construção os grupos de pesquisa Margem_laboratório de narrativas urbanas (Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional – PROPUR/UFRGS) e JORDI – Jornalismo Digital (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação -PPGCOM/UFRGS); o grupo de extensão Ocupas: cidade, resistência e subjetividade (Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social – PPGPSI/UFRGS); os movimentos sociais Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM, Ocupação Baronesa – Centro de Referência Afroindígena do RS, Assentamento 20 de novembro, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB; profissionais da cultura periférica de Porto Alegre da Psicose Records; e os coletivos independentes de comunicação O periférico e Iguana Jornalismo. Para ter acesso a novidades, siga o perfil do Fora dos Muros no Instagram.