Tecendo Direitos: Etapa Sul da Construção de uma Política Pública para LGBTQIA+ Indígenas

Entre os dias 15 e 18 de maio de 2025, o prédio do CISADE (Centro de Estudos e Pesquisas em Desenvolvimento Rural Sustentável e Agricultura de Base Ecológica), sede do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR), acolheu a Etapa Sul do “Tecendo Direitos: Construção de uma Política Pública para LGBTQIA+”, com foco especial nas vivências indígenas LGBTQIA+.

Participaram do encontro delegações indígenas LGBTQIA+ dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, reunindo pessoas de diferentes povos, territórios e contextos urbanos, fortalecendo uma escuta interseccional, afetiva e politicamente engajada.

A etapa contou com a presença de Niotxarú Pataxó, Coordenador da Coordenação de Políticas Indígenas LGBTQIA+ do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Sua participação foi fundamental para dar continuidade às escutas realizadas em diferentes partes do país, no intuito de construir, de forma democrática e plural, uma Política Nacional para os Direitos da População Indígena LGBTQIA+. A presença de órgãos como a DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), a FUNAI, bem como da Cacica Kerexú Takua, do Centro de Referência Indígena, reafirmou o compromisso institucional com o fortalecimento dessas pautas e com o protagonismo das lideranças indígenas LGBTQIA+.

As discussões foram organizadas em Grupos de Trabalho (GTs) temáticos – Empregabilidade e Renda, Território, Educação e Cultura – com relatorias conduzidas por representantes indígenas e com a colaboração ativa da Rede Arandu, vinculada ao INCT Caleidoscópio da Universidade de Brasília (UnB). Integraram essa articulação de escuta qualificada e análise crítica Alessandra Prates, Julia Machado, Flávia Belmont e Ana Mendez, somando-se ao esforço coletivo de registrar as demandas e propostas elaboradas durante o encontro.

A realização da etapa sul foi possível graças ao engajamento da equipe do CISADE, sob a coordenação de Gabriela Coelho e Fabian Dominguez, com o apoio e dedicação de Danielle Finamor e toda a rede envolvida. O espaço do CISADE, reconhecido por sua atuação em prol do desenvolvimento rural sustentável e da justiça social, mostrou-se um território fértil de acolhimento, resistência e construção coletiva.

Este encontro foi mais do que uma etapa técnica de consulta: foi um marco histórico para a visibilidade das existências indígenas LGBTQIA+ no Sul do Brasil, para a reivindicação de políticas públicas específicas e interseccionais, e para o fortalecimento das alianças entre lideranças tradicionais, ativistas, universidades e instituições públicas. Ao propor uma escuta respeitosa e comprometida com os saberes e experiências indígenas, o “Tecendo Direitos – Etapa Sul” reafirma o caminho da construção de políticas públicas verdadeiramente inclusivas, que partem do território, da identidade e da luta por dignidade.

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Créditos:

Fotos por LEVI TAPUIA

Texto: Alessandra Prates Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS) Porto Alegre/RS – 51 998831524

Projeto “Referenciando”: 1° encontro

No dia 6 de maio foi realizada a primeira edição do projeto “Referenciando”, uma iniciativa da Representação Discente PGDR-2025 . A atividade inaugural foi dedicada ao mês das mães e teve como tema “Maternidade na Pós-Graduação: Desafios, Conquistas e Caminhos Possíveis na Pós-Graduação”. O evento contou com a participação da Professora Flávia Charão e da doutoranda e nutricionista Raquel Maciel, trazendo valiosas falas sobre suas experiências maternas durante o processo vivido na Pós-Graduação. A mediação ficou a cargo da doutoranda Fernanda Porto.

A realização da primeira edição do projeto “Referenciando” representa um passo significativo na promoção de espaços de escuta e reflexão dentro da pós-graduação. Discutir a maternidade nesse contexto é essencial para dar visibilidade aos desafios enfrentados por muitas pesquisadoras, ao mesmo tempo em que se reconhecem suas conquistas e trajetórias.

O evento reafirma o compromisso da Representação Discente com a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo, humano e sensível às múltiplas realidades que compõem nossa comunidade.

Um pão recheado de afeto, agrofloresta e sociobiodiversidade

Fotografia mostra pães orgânicos feitos a partir de beterraba e de mangará ou o popularmente conhecido "umbigo de bananeira"

*Foto: Flávio Dutra/JU

Um pão que nasce da terra: conheça a receita da agricultora Maria Inês Flores com mangará – também conhecido como umbigo da bananeira – e beterraba

No Sítio Café na Roça, em Três Forquilhas, a vida brota em meio à agrofloresta. Ali, entre bananeiras, pés de juçara e histórias que se cruzam com a terra, vive Maria Inês Gonçalves Flores, agricultora, guardiã de saberes e aluna do curso de especialização em Gastronomia Cultural, no polo de Santo Antônio da Patrulha.

Foi ela quem nos presenteou, nesta edição, com a receita do Pão de Beterraba Recheado com Mangará — uma criação que carrega o sabor da sociobiodiversidade e o cuidado de quem cultiva o alimento com as próprias mãos. “O umbigo da bananeira precisa ser retirado depois que nascem as últimas bananas do cacho. Com isso, sobra muito mangará. E ele é rico, é nutritivo, é nosso. Por que não estar na merenda das escolas?”, questiona Maria Inês, com a sabedoria de quem observa o tempo da terra e a potência dos alimentos que brotam do cotidiano.

O mangará, também conhecido como umbigo ou coração da bananeira, é considerado uma planta alimentícia não convencional, pois é uma parte não usada normalmente para alimentação, mas que guarda um tesouro em fibras, ferro, cálcio e afetos. Nos quintais do sul do Brasil, é comum vê-lo crescer como sobra — mas, nas mãos certas, ele vira recheio, vira prato principal, vira um verdadeiro banquete de sabores.

Maria Inês costuma fazer o pré-preparo do mangará, já temperado, e guardá-lo no freezer, facilitando o uso no dia a dia. E foi assim, com calma e intenção, que ela misturou a cor da beterraba, a força do trigo e o sabor do mangará em uma receita que alimenta mais do que o corpo: alimenta o território, as memórias e compõe a mesa farta.

 

  • Farinha de trigo – 8 xícaras + 2 colheres (sopa) | 1kg
  • Fermento biológico – 1 colher (sopa) | 10g
  • Água (sugestão: utilizar a do cozimento da beterraba) – 2 xícaras + 2 colheres (sopa) | 500ml
  • Óleo – 3 colheres (sopa) | 50 ml
  • Beterraba cozida –  300g | (aproximadamente 2 unidades pós cozimento)
  • Sal refinado – 1 colher (sopa) | 10g
  • Açúcar – 3 colheres (sopa) | 30g
  • Mangará (inteiro) – 1 un | 1kg
  • Limão taiti (suco) – 1 un | 40 ml
  • Vinagre de álcool – 2 colheres (sopa) | 20 ml
  • Cebola – 1 un | 150g
  • Óleo – 1 colher (sopa) | 10g
  • Sal – a gosto
  • Pimenta do reino preta – a gosto

MODO DE PREPARO

1. Pré-preparo do coração da bananeira:

  • Para reduzir o sabor amargo do coração da bananeira, prepare uma vasilha com água e um limão espremido.

2. Limpeza e corte: 

  • Retire as duas pétalas exteriores e as flores internas e descarte. Fatie o restante em tiras finas – lembre-se de colocar na água com limão para evitar oxidação.

3. Cozimento:

  • Assim que terminar de fatiar, leve ao fogo o conteúdo da vasilha em uma panela. Deixe ferver por dois minutos, depois escorra a água e adicione mais água na panela com o mangará. Junte as colheres de vinagre e deixe ferver novamente. Escorra e reserve.

4. Preparando o refogado: 

  • Em uma panela adicione o óleo e refogue a cebola picada e mexa até que fique transparente. Acrescente o mangará já cozido e os temperos de sua preferência. Deixe dourar e reserve.

1. Preparando a beterraba: 

  • Cozinhe a beterraba e reserve a água da cocção.

2. Ativando o fermento: 

  • Em uma vasilha grande, coloque 200ml de água. Acrescente 1 colher (sopa) de açúcar, misture bem e polvilhe o fermento sob a mistura. Reserve por 10 min para ativar o fermento. Após, acrescente meia xícara de farinha e deixar descansar por 20 min.

3. Preparando o creme de beterraba: 

  • Enquanto esperamos, podemos bater no liquidificador/processador a beterraba cozida e descascada com o restante da água (300ml), 2 colheres (sopa) de açúcar e óleo. Coloque o sal por último.

4. Misturando a massa: 

  • Verta o creme de beterraba sobre a vasilha com a mistura já preparada. Adicione o restante da farinha e amasse o pão até formar uma massa macia.

5. Porcionando a massa: 

  • Corte pedaços de 60g formando vários baguetes. Reserve em uma forma untada de óleo e cobertos. Deixe descansar por 30 min.

6. Preparando os pãezinhos: 

  • Com auxílio de um rolo, abra cada pedaço de massa e coloque o recheio. Feche cada massa formando uma bolinha, com a parte da união voltada para baixo, em contato com a assadeira, para evitar um acabamento ruim. Posicione em uma assadeira untada e deixe crescer por cerca de 15 min. ou até quase dobrar de tamanho.

7. Assando:

  • Pré-aqueça um forno a 180°C e asse os pães por cerca de 20 min ou até que estejam levemente dourados. Ao retirar a assadeira do forno pincele os pãezinhos com cuidado para a casca ficar macia e brilhante.

Esta receita representa um gesto de valorização da produção local, do alimento que nasce perto, do saber que não vem do livro, mas da lida com a terra. É também um convite: que a gente olhe com mais carinho para aquilo que cresce ao nosso redor — e que tem tudo para estar no centro da nossa alimentação. Comida boa de verdade nasce de gente que planta com propósito e cozinha com afeto.


Sandreli Bandeira é turismóloga e jornalista, escreve sobre saberes e sabores, interligando diversas áreas.  É tutora e integrante do Núcleo de Comunicação do Curso de Especialização em Gastronomia Cultural.
Tatiana Miranda é gastróloga e etnoecóloga e coordena o Núcleo de Comunicação do Curso de Especialização em Gastronomia Cultural. É fundadora da Erva-doce: cozinha afetiva artesanal, que busca promover a gastronomia sociobiodiversa.
Gabriela Coelho-de-Souza é diretora do Centro Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (CISADE), professora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) e coordenadora do Curso de Especialização em Gastronomia Cultural.

Quinzenalmente, estudantes e pesquisadores ligados ao curso de especialização em Gastronomia Cultural apresentam receitas e reflexões que valorizam os alimentos da sociobiodiversidade. A seção tem curadoria de Sandreli Bandeira, Tatiana Miranda e Gabriela Coelho-de-Souza.

Nesta edição, a produção da receita foi realizada por Ana Luiza Pasquali de Oliveira (gastrônoma), Luisa Penz da Rosa (nutricionista) – ambas mestrandas do PGDR – e Tatiana Miranda.

11º Encontro da Rede de Estudos Rurais

De 1 a 5 de setembro, em Vitória da Conquista – BA, acontecerá o 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais. O evento apresenta diferentes perspectivas e abordagens do mundo rural a partir de 14 Grupos de Trabalho, privilegiando a elaboração de sínteses coletivas, e contará com a presença de 3 professoras do PGDR/UFRGS: Catia Grisa, Gabriela Coelho-de-Souza e Renata Menasche.

As propostas resumidas dos GTs de cada uma dessas professoras são as seguintes:

 

GT 1 – Estado, políticas públicas e sistemas alimentares

Proponentes: Catia Grisa (PGDR/UFRGS) e Ramonildes Gomes (UFCG)

A construção de sistemas alimentares sustentáveis, saudáveis e inclusivos está na ordem do dia de modo a enfrentar múltiplas crises ou a policrise provocada pelos sistemas alimentares convencionais e industriais. Ainda que diversos atores estejam engajados na transformação dos sistemas alimentares e no enfrentamento da policrise, o Estado e as políticas públicas têm grande responsabilidade nessas tarefas, seja por sua atuação na promoção das crises, seja por sua capacidade de promover as mudanças necessárias. Com base nesse pressuposto esse Grupo de Trabalho (GT) traz como tema a interface entre Estado, políticas públicas e sistemas alimentares. O GT se propõe a receber trabalhos que tragam evidências, teorias, abordagens e metodologias distintas para analisar a atuação do Estado e das políticas públicas nos sistemas alimentares, seja abordando as ações e inações que contribuem para as crises contemporâneas, seja tratando das diversas ações, instrumentos, arranjos e mecanismos de governança que contribuem para a construção de sistemas alimentares sustentáveis, saudáveis e inclusivos, ou ainda as contradições da atuação do Estado e suas expressões nos territórios.

 

GT 8 – Cultura alimentar, sociobiodiversidade e Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional: desafios à pesquisa

Proponentes: Renata Menasche (PGDR e UFPel) e Janice Alves Trajano (UVA-CE)

Este Grupo de Trabalho tem por objetivo reunir pesquisadores/as inseridos/as em diferentes contextos e territórios rurais para refletir e debater sobre as interfaces entre cultura alimentar, sociobiodiversidade e Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN). Serão bem-vindos trabalhos que, entre outros tópicos pertinentes à temática, identifiquem e caracterizem práticas e produtos alimentares locais, artesanais, tradicionais; discutam suas relações com o ambiente e a SSAN; reflitam sobre metodologias de pesquisa que aportem à valorização das culturas e tradições alimentares nos diferentes biomas brasileiros. A iniciativa busca, ainda, fortalecer o diálogo entre a Rede de Estudos Rurais e a Rede de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, acumulando em reflexões que contribuam para incorporar o reconhecimento e a valorização da sociobiodiversidade e das culturas alimentares nas políticas públicas de produção, abastecimento e consumo de alimentos, alinhando-se às diretrizes da nova cesta básica de alimentos e às recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira.

 

GT 14 – Mecanismos de engajamento da juventude e fortalecimento da sucessão nos territórios rurais

Proponentes: Gabriela Coelho-de-Souza (PGDR/UFRGS) e Ruth Helena Cristo Almeida (UFPA)

Um dos grandes desafios enfrentados pelas comunidades rurais está centrado na permanência dos jovens em seus territórios. Os distintos grupos rurais apresentam dinâmicas diferentes referentes aos processos de sucessão rural, as quais estão relacionadas à etnia, cultura, localização geográfica, condições socioambientais, acesso aos centros urbanos, à internet e a tecnologias, organização das comunidades, participação em movimentos organizados, acesso políticas públicas e projetos, entre outros. Neste contexto, este Grupo de Trabalho tem como objetivo sistematizar, analisar e debater os mecanismos que promovem o fortalecimento da juventude nos territórios rurais, contribuindo para a sucessão rural. Partimos da hipótese de que comunidades que possuem uma identidade coletiva compartilhada apresentam mecanismos mais eficientes de manter os jovens junto aos territórios. O GT acolhe trabalhos que evidenciam os mecanismos que promovem o engajamento de jovens rurais em seus territórios e fortalecem o processo de sucessão nos territórios rurais, bem como trabalhos que apresentem experiências de projetos e políticas que promovem o engajamento dos jovens junto a suas comunidades.

 

Para mais informações, consulte https://redesrurais.org.br/encontro11/

O curso de Gastronomia Cultural e a valorização de alimentos da sociobiodiversidade

A gastronomia pode ser um instrumento de impacto social, promovendo reflexões, preservando culturas e valorizando saberes ancestrais. Foi com essa perspectiva que o Prof. Chef Gustavo Pinto, doutorando do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da UFRGS e docente do curso de especialização em Gastronomia Cultural, preparou um jantar especial para o cantor Caetano Veloso durante a sua estadia em Porto Alegre em março do corrente ano.

Cada artista tem uma lista de restrições e preferências definidas pela produção e, no caso de Caetano, os pedidos incluíam salmão e frango. Diante desse cenário, Gustavo viu a oportunidade de transformar o jantar em uma experiência de gastronomia social, alinhada aos valores do artista. Para isso, selecionou ingredientes da sociobiodiversidade brasileira, privilegiando a agricultura familiar, carnes orgânicas e azeite da safra de 2025 e trazendo ao prato a identidade territorial e a tradição alimentar de diferentes comunidades.

O cardápio servido ao cantor incluiu uma seleção cuidadosa de produtos que representam a diversidade alimentar do Brasil. A entrada trouxe um mix de folhas verdes orgânicas da agricultura familiar, acompanhado de tortilha crocante de milho crioulo, catete – proveniente das comunidades quilombolas –, e uma salada de feijão fradinho com abacate, pepino e pimentão defumado na macieira. O vinagrete de araçá vermelho, fruto da biodiversidade gaúcha, comercializado pela Cadeia Solidária das Frutas Nativas, completou o início da experiência sensorial.

O doutorando do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) e chef de cozinha Gustavo Pinto foi o responsável por elaborar o cardápio servido ao cantor Caetano Veloso em Porto Alegre no mês passado (Foto: Arquivo Pessoal)

Nos pratos quentes, a riqueza dos biomas brasileiros se fez presente. Vagem e cenourinhas orgânicas assadas foram finalizadas com amêndoas laminadas. O filé de salmão grelhado foi regado com azeite de oliva coratina do bioma gaúcho e servido sobre uma cama de cuscuz de couve-flor, com microfolhas de rúcula e couve. Para os apreciadores de aves, o peito de frango orgânico foi marinado com ervas frescas, selado e finalizado no forno, acompanhado por cogumelos com perfume de limão bergamota.

A proposta do jantar dialoga diretamente com os princípios do curso de especialização em Gastronomia Cultural da UFRGS, que busca promover reflexões sobre a relação entre ser humano e alimento, explorando as interfaces entre gastronomia, segurança alimentar e nutricional, sociobiodiversidade, cultura e desenvolvimento territorial.

O cardápio desenvolvido por Gustavo Pinto é um exemplo prático de como a gastronomia pode ser um instrumento de valorização dos saberes e sabores tradicionais, fortalecendo identidades e territórios por meio da alimentação.

A escolha de ingredientes locais e sustentáveis reforça a importância de se pensar a alimentação de forma ampla, não apenas como um ato biológico, mas também social e cultural. A experiência vivida por Caetano Veloso demonstra como a comida pode ser uma ponte entre diferentes mundos, conectando histórias, memórias e tradições.

A coluna SocioBioCotidiano, que este texto inaugura, tem a proposta de sensibilizar sobre a importância da sociobiodiversidade na alimentação e no cotidiano, destacando iniciativas e ingredientes que valorizam os saberes tradicionais e promovem a sustentabilidade. Quinzenalmente, serão apresentadas receitas e reflexões desenvolvidas no curso de Gastronomia cultural.

EDITAL 05/2024 – PGDR PROCESSO SELETIVO – MESTRADO/2025 ATUALIZAÇÃO DE SUPLÊNCIA

O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) torna pública a atualização da lista de suplentes do processo seletivo para o Curso de Mestrado do PGDR.

RESULTADO DA SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À EXTENSÃO, MESTRADO, DOUTORADO E PÓS-DOUTORADO

Resultado da seleção de bolsistas para o Projeto:

“Conflitos territoriais e defesa de patrimônios epistemológicos e culturais
de povos e comunidade tradicionais: confluências entre Maranhão e Rio
Grande do Sul” 

Pós-Doutorado:

Aprovada
1- Luciana Railza Cunha Alves (PPGCSoc UFMA)

Suplentes
1- Guilherme Rosa da Silva (PPGS UFRGS)
2- Letícia Fernanda de Souza Rodrigues (PPGCSoc UFMA)

Não Classificada
1- Ivana dos Santos Teixeira (PPGS -UFRGS)

Doutorado:

Aprovada/o
1- Luísa Amanda Oliveira de Sousa (PPGCSoc UFMA)
2- Filipe Ferreira Delmondes (PPGS – UFRGS)

Não Classificados
1- Amílcar Rodrigues Afonso Santy (PGDR – UFRGS)
2- Edimar Barbosa Silveira (PGDR – UFRGS)

Mestrado:

Aprovada/o
1- Nádia Prestes Baptista (PGDR – UFRGS)
2- Wires Costa da Silva (PPGS- UFMA)

Suplentes
1- Ozeias dos Anjos Santos (PPGS – UFRGS)
2- Abnaldo Ramos da Paz (PPGS-UFMA)
3- Thaynara Gonçalves Amorim (PPGS-UFMA)

Não Classificados
1- Hekna de Melo Sousa Oliveira (PPGS-UFMA)

 

Graduação – Extensão:

Aprovados
1- Karliane Sá Sousa (UFMA)
2- Maicon Diego Schirmam Fogaça Caetano da Rosa (UFRGS)

Não Classificada
1- Lais Alanna Silva Santos (UFMA)

 

 

Acesse o edital completo clicando aqui.

 

RESULTADO DE EDITAL DE BOLSAS DI-PROPG

O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) torna público o resultado final da seleção interna de bolsistas DI-PROPG, conforme Edital nº01/2025/PROPG/PGDR.

A listagem abaixo está em ordem de classificação no processo seletivo:

1º Rafael Pinent Novoa – PREENCHIMENTO IMEDIATO DA VAGA
2º Ingridi Schuetz – LISTA DE SUPLENTES
3º Leonardo Berté Nunes – LISTA DE SUPLENTES
4º Jade Soares Goulart – LISTA DE SUPLENTES
5º Laura Costa Soares – LISTA DE SUPLENTES
6º Charles Richard Lemos Nunes – NÃO CLASSIFICADO
7º Everton de Oliveira Madeira – NÃO CLASSIFICADO
8º Sophia Maria da Glória Nunes Correia – NÃO CLASSIFICADA

Você pode ler o edital completo em RESULTADO DE EDITAL DE BOLSAS DI-PROPG.

Horário das entrevistas no processo seletivo do edital de bolsas do projeto “Conflitos territoriais e defesa de patrimônios epistemológicos e culturais de povos e comunidade tradicionais: confluências entre Maranhão e Rio Grande do Sul”

Horário das entrevistas no processo seletivo do edital de bolsas do projeto “Conflitos territoriais e defesa de patrimônios epistemológicos e culturais de povos e comunidade tradicionais: confluências entre Maranhão e Rio Grande do Sul”

UFMA – 18/03/2025 – Link: https://meet.google.com/qsx-ajaq-tjf
1. 08:20h – Letícia Fernanda de Souza Rodrigues ( PPGSOC UFMA)
2. 08:40h – LUCIANA RAILZA CUNHA ALVES (PPGSOC UFMA)
3. 09:00h – Luísa Amanda Oliveira de Sousa (PPGSOC UFMA)
4. 09:20h – WIRES COSTA DA SILVA (PPGS- UFMA)
5. 09:40h – ABNALDO RAMOS DA PAZ (PPGS-UFMA)
6. 10:00h – HEKNA DE MELO SOUSA OLIVEIRA (PPGS-UFMA)
7. 10:20h – THAYNARA GONÇALVES AMORIM (PPGS-UFMA)
8. 10:40h – Karliane Sá Sousa (UFMA)
9. 11:00h – LAIS ALANNA SILVA SANTOS (UFMA)

UFRGS – 18/03/2025 – Link: https://mconf.ufrgs.br/webconf/00307589
1. 13:00h – MAICON DIEGO SCHIRMAM FOGAÇA CAETANO DA ROSA (UFRGS)
2. 13:20h – Guilherme Rosa da Silva (PPGS- UFRGS)
3. 13:40h – IVANA DOS SANTOS TEIXEIRA (PPGS -UFRGS)
4. 14:00h – Edimar Barbosa Silveira (PGDR – UFRGS)
5. 14:20h – AMÍLCAR RODRIGUES AFONSO SANTY (PGDR – UFRGS)
6. 14:40h – Filipe Ferreira Delmondes (PPGS – UFRGS)
7. 15:00h – Nádia Prestes Baptista (PGDR – UFRGS)
8. 15:20h – OZEIAS DOS ANJOS SANTOS (PPGS – UFRGS)

Seminário Regional de Consulta no exercício do projeto Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+

Seminário Regional de Consulta no exercício do projeto Tecendo Direitos: Uma Estratégia Nacional para Indígenas LGBTQIA+ foi realizado na Aldeia Meruri, no Mato Grosso, entre os dias 20 e 23 de fevereiro de 2025.

O evento teve como objetivo elaborar propostas concretas de políticas públicas para garantir o acesso a serviços essenciais como saúde, educação, cultura, território, trabalho e renda para a população indígena LGBTQIA+.

Durante o evento, foram discutidas as especificidades e necessidades dessa comunidade, visando a construção de uma estratégia nacional robusta e inclusiva.

Os impactos esperados desse seminário regional, a curto prazo, incluem a ampliação do conhecimento sobre a realidade dos povos indígenas LGBTQIA+, a redução da violência e da discriminação, e a melhoria no acesso aos serviços públicos. Também há pretensão de fortalecer a identidade e cultura indígena LGBTQIA+, promovendo maior visibilidade e respeito.

Vale destacar que esse seminário foi o primeiro de uma série de consultas que ocorrerão em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de ouvir as diversas realidades e garantir que a estratégia nacional seja verdadeiramente representativa e abrangente.

O grupo de pesquisa “Povos Indígenas, Gênero e Sexualidade”, vinculado à Incubadora Centro-Oeste do INCT Caleidoscópio, esteve presente no seminário, acompanhando e auxiliando nos processos de relatoria e na escuta ativa das demandas das comunidades, participando ativamente da construção desse processo consultivo desde o início.