História

Até o início dos anos 70, poucos lugares no mundo possuíam planetários: Munique, Paris, Londres, Roma, Chicago, Osaka, Buenos Aires e São Paulo, eram algumas cidades em que os aparelhos Zeiss haviam sido instalados. Universidades e escolas navais adotaram o equipamento devido aos recursos didáticos na demonstração dos movimentos dos astros, e o grande público começava a tomar contato mais direto com a ciência da astronomia nos centros culturais que se criavam em função dos planetários.

Doado pelo Ministério da Educação e Cultura, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebeu nessa época o projetor Spacemaster da Zeiss fabricado na então Alemanha Oriental. Para sua instalação em Porto Alegre, Universidade e Prefeitura Municipal promoveram uma ação conjunta. O projeto arquitetônico, manutenção do equipamento, pessoal docente, técnico e administrativo ficaram a cargo da UFRGS. A construção do prédio coube à Prefeitura, que dava andamento a um conjunto de melhorias na cidade. Decidiu-se que o prédio seria levantado numa área da Universidade próxima ao recente campus médico, descentralizando e criando um novo centro científico e turístico em Porto Alegre.

No início de 1971 passa a ser construído o planetário de Porto Alegre. O projeto arquitetônico realizado na divisão de obras da UFRGS, é de Fernando Gonzales com a colaboração de Walter Bered.

No dia 20 de outubro de 1972, com as instalações já concluídas, o Planetário recebeu a visita dos astronautas estado-unidenses James Lovell (tripulante da Apolo 13) e Donald Slayton (diretor de tripulação de voo da NASA).

Em 11 de novembro de 1972 era inaugurado o Planetário Professor José Baptista Pereira, no encerramento da XIII Semana de Porto Alegre. O prédio, instalado na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua Ramiro Barcelos, sugeria uma nave espacial pousada no solo, rodeada por jardins, espelho d’água, relógio de Sol e rosa dos ventos. Sob o olhar dos convidados, o Spacemaster fazia a primeira exibição ao público. Na cúpula de 12,5 metros de diâmetro, os planetas e oito mil estrelas eram projetados, mostrando o céu de qualquer parte do mundo, tanto do passado como do futuro.

O nome escolhido para o Planetário é uma homenagem ao professor de engenharia da UFRGS, Professor José Baptista Pereira, pelo seu trabalho em prol da astronomia no Rio Grande do Sul.

Atuando como órgão de complementação de ensino e divulgação da astronomia, durante todos esses anos o Planetário vem oferecendo programas científicos e culturais à comunidade universitária do Rio Grande do Sul. Mais de 100 programas foram produzidos por sua equipe. Poesia, música e ficção mesclam-se às atividades normais. Séries especiais, apresentações ao vivo e produção de programas radiofônicos juntaram-se à programação geral, que já atingiu mais de um milhão de pessoas.