Em Curitiba, o administrador Brian William de Carvalho foi submetido na terça-feira (23) a uma cirurgia para tratar uma hérnia na virilha. Ao seu lado, o médico Marcelo Loureiro supervisionava os trabalhos. Mas e o cirurgião? Estava do outro lado do mundo. Era o cirurgião Leandro Totti Cavazzola, que operava direto do Kuwait, no Oriente Médio, o robô que fazia a cirurgia no paciente, internado no Hospital da Cruz Vermelha. E 13 mil quilômetros separam os dois hospitais.
Cabos submarinos de fibra ótica garantiram a transmissão de dados em tempo real, e a equipe médica diz que essa é a primeira cirurgia do tipo realizada no Brasil. O feito será submetido ao livro dos recordes como a cirurgia com a maior separação geográfica. O procedimento durou uma hora e meia, e Brian passa bem. Ele recebeu alta nesta quarta-feira (24) e já fez até música, um rap que você pode assistir clicando no link. “Foi uma cirurgia maravilhosa. Foi super tranquilo”, disse ele.
O médico Marcelo Loureiro explicou a telecirurgia.
“São várias rupturas que a gente está trazendo com essa cirurgia. Já existe a cultura da cirurgia robótica no Brasil, (…) mas estamos falando de uma nova geração de robôs cirúrgicos. (…) Foi um projeto que envolveu mais de dez pessoas, o governo do Kuwait e um consórcio para aquisição dessa tecnologia aqui no Brasil. (…) Aqui, a gente estava supervisionando para que tudo desse certo. (…) Temos infraestrutura no país para fazer com que isso vire rotina.”
Além do sucesso, ela se tornou a 1ª telecirurgia robótica realizada na maior distância entre paciente e cirurgião está oficialmente registrada como recorde mundial!