INÍCIO
O Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Cirúrgicas, Mestrado, foi autorizado pela Resolução nº 17/90, da Câmara Especial de Pós-Graduação e Pesquisa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), de 27/12/90. A seleção do primeiro grupo foi feita em maio de 1991 e o curso iniciou em agosto de 1991. Foi recomendado pelo Grupo Técnico Consultivo da CAPES em 31 de março de 1992. O Doutorado foi recomendado pela Câmara de Pós-Graduação da UFRGS em 10 de agosto de 1999 e aprovado pela CAPES em 01 de março de 2000.
O Programa tinha como característica principal a versatilidade de sua proposta acadêmica, abrangendo diversas áreas cirúrgicas. A maioria dos professores fazia parte da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFRGS, estando ligados a equipes e serviços especializados atuando no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A proximidade geográfica da FAMED ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre possibilitou a constante integração das duas instituições de ensino.
ANOS 2007 A 2017
Em 2007 e em 2010, o programa atingiu a nota 5 da CAPES; contudo, em 2013 voltou a nota 4 da CAPES até a última avaliação quadrienal divulgada em 2017. Nesta avaliação, foi apontado um conjunto significativo de deficiências no Programa, o que determinou a diminuição de seu conceito, sendo que o Conselho Técnico Científico atribuiu a nota 3 para mestrado e 2 para doutorado, determinando, com isso, o descredenciamento do programa de doutorado. A comissão recomendava a redução no número de Docentes Convidados, realizar o incremento na atividade de iniciação científica e na participação de seus alunos de PG na produção científica, além de adequação no tempo de titulação, especialmente, de doutorandos. Havia a necessidade de adequar as áreas de concentração e as linhas de pesquisas. Da mesma maneira, a página da internet precisava ser remodelada e atualizada, pois seria um canal de visibilidade e atração de novos alunos ao programa.
NOVOS CAMINHOS
Em 2017, os coordenadores iniciaram um longo caminho de adequação, modernização, estabelecendo critérios para o corpo docente, as linhas de pesquisa e qualificação dos discentes dentro dos prazos para titulação. O ingresso de novos professores foi modificado mediante edital público. A seleção era baseada em produtividade científica, sendo exigido dos candidatos a docente um mínimo de 500 pontos em publicações de artigos em periódicos no período dos últimos 2 anos.
Em 2019, mantivemos os professores com 200 ou mais pontos conforme a sua produção intelectual em periódicos classificação do Qualis 2013-2016. Com essas alterações, o corpo docente ficou constituído por 23 professores permanentes e apenas uma professora colaboradora. Dessa forma, já se podia perceber uma maior uniformidade em termos de produção científica qualificada entre os professores.
Em 2020, os discentes da pós-graduação estavam distribuídos em 15 áreas: cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia vascular, cirurgia pediátrica, ginecologia e obstetrícia, ortopedia e traumatologia, coloproctologia, otorrinolaringologia, odontologia, neurocirurgia, oftalmologia, transplante de órgãos, cirurgia plástica, cirurgia odontológica e urologia. O programa estava mais enxuto, mas precisava dar continuidade ao seu desenvolvimento. A então coordenadoria do Programa preparou o caminho para o projeto de melhoria e profissionalização do programa. A ferramenta SWOT foi aplicada. Identificamos nossas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Percebemos que teríamos que focar nas nossas forças e oportunidades e explorar aspectos de nossas fraquezas que poderiam ser superadas.
Em agosto de 2021, a nova coordenadoria continuou com o processo de melhoria e profissionalismo do programa. Usando metodologias de gestão, a nova comissão do programa refez o planejamento estratégico com base no Programa de Desenvolvimento Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e nos objetivos estratégicos dos programas de pós-graduação da Faculdade de Medicina e nos resultados da avaliação SWOT. Com isto, estabelecemos 4 eixos principais para nortear as nossas atividades:
- Geração de conhecimentos
- Seguimento dos Egressos
- Impacto Social
- Cooperação e internacionalização
Estabelecemos iniciativas, ações e 8 indicadores para revisão periódica, utilizando o sistema de Plan/Do/Check/Act
Em 2022, colhemos o primeiro fruto da nossa jornada, obtivemos a nota 4 da CAPES.
O ano de 2024 trouxe a aprovação do retorno do Doutorado pela CAPES, marcando um momento importante na renovação para o Programa. Depois, seguimos os protocolos necessários para implementar o doutorado na UFRGS, pela faculdade de medicina. Em dezembro de 2024, faltava apenas a assinatura da relatora no SEI do Processo 23001.000908/2024-94 que está no Conselho Nacional de Educação. A relatora não está obrigada a cumprir prazo para a assinatura. Esperamos que isso seja feito o mais breve possível para iniciar a inclusão dos alunos de doutorado na Sucupira.
Essa trajetória nos aproximará do nosso sonho da pós-graduação.