DEFESA DE DISSERTAÇÃO: MARIA GOMES SEIBT

Publicado por PROPUR em

MEDIDAS LOCAIS E CONFIGURACIONAIS: EFEITOS PARA A CAMINHABILIDADE

MARIA GOMES SEIBT

Orientador e Presidente da Banca
Antônio Tarcísio da Luz Reis (PROPUR/UFRGS)

Banca Examinadora
Prof.ª Dr.ª Andréa Holz Pfützenreuter (Examinadora Externa da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC)
Prof.ª Dr.ª Fabiana Bugs Antocheviz (Examinadora Externa do Instituto Federal Farroupilha – IFFAR)
Prof.ª Dr.ª Márcia Azevedo de Lima (Examinadora Interna do PROPUR/UFRGS)

Data: 10/11/2023
Horário: 13h
Local: https://mconf.ufrgs.br/webconf/banca_dissertacao_mariaseibt

RESUMO
Esta pesquisa examina e compara os níveis de percepção de segurança, de agradabilidade e de caminhabilidade de espaços abertos públicos em quadras com diferentes medidas locais e configuracionais, tendo como estudo de caso os bairros Bom Fim e Cidade Baixa (Porto Alegre/RS). Logo, são objetivos deste trabalho: (1) analisar os níveis de caminhabilidade e a percepção de segurança em quadras com diferentes características locais; (2) analisar os níveis de caminhabilidade e a agradabilidade em quadras com diferentes características locais; e (3) analisar os níveis de caminhabilidade e a percepção de segurança em quadras com diferentes medidas configuracionais. Para tal, foram selecionadas para a aplicação da pesquisa as quadras mais movimentadas em cada um dos dois bairros. Assim, as medidas locais levantadas para as análises são: os usos nos térreos das edificações, o alinhamento das edificações com relação às calçadas, as permeabilidades físicas e visuais dos térreos das edificações, a presença de vegetação nas calçadas e a largura e características das calçadas. Por sua vez, as medidas configuracionais consideradas para as análises são as medidas de integração global e local (R5) e escolha de rota (choice) global e local (R5). Os demais dados foram coletados através de observação de comportamento e questionário. Os dados quantitativos foram analisados através de testes estatísticos não paramétricos e análises sintáticas e os dados qualitativos foram analisados através de interpretações dos significados e frequências. Os resultados revelam que: (1) uso residencial tem impacto positivo na percepção de segurança, enquanto uso comercial, edificações recuadas e altas taxas de permeabilidade visual e física tem impacto negativo na percepção de segurança; (2) edificações recuadas tem impacto negativo na agradabilidade; e (3) uso comercial nos térreos, edificações alinhadas, taxas mais altas de permeabilidade visual e valores mais altos de choice global tem impacto positivo na caminhabilidade, enquanto uso residencial e edificações recuadas tem impacto negativo na caminhabilidade. Por sua vez, os dados relativos à presença de vegetação apresentaram diferentes resultados em cada bairro. Ainda, as medidas locais se revelaram melhores indicadores dos níveis de caminhabilidade e percepção de segurança que as medidas configuracionais. Dessa forma, espera-se que os resultados referentes às medidas locais possam contribuir para a tomada de decisões de profissionais de arquitetura e planejamento urbano e na elaboração de legislações urbanísticas que valorizem o pedestre e contribuam para a segurança, agradabilidade e caminhabilidade dos espaços abertos públicos, assim como contribuir para futuros trabalhos e índices de caminhabilidade.
Palavras-chave: Caminhabilidade. Percepção dos Usuários. Espaço Aberto Público. Interfaces Térreas. Sintaxe Espacial.

ABSTRACT
This research examines and compares the levels of perceived safety, pleasantness, and walkability of public open spaces in blocks with different local and configurational measurements, taking two Brazilian neighborhoods as a case study. Therefore, the objectives of this survey are: (1) to analyze walkability and perceived safety levels on blocks with different local measures; (2) to analyze walkability and pleasantness levels on blocks with different local measures; and (3) to analyze walkability and perceived safety levels on blocks with different configurational measures. To this end, the busiest blocks in each of the two neighborhoods were selected for the survey. Thus, the local measurements taken for the analyzes are the uses on the ground floors of the buildings, the alignment of the buildings relating to the sidewalks, the physical and visual permeabilities of the ground floors of the buildings, the presence of vegetation on the sidewalks and the width and characteristics of the sidewalks. In turn, the configurational measures considered for the analyzes are the measures of global and local (R5) integration, and global and local (R5) choice. The remaining data were collected through behavioral observation and questionnaires. Quantitative data were analyzed through non-parametric statistical tests and syntactic analyzes and qualitative data were analyzed through interpretations of meanings and frequencies. The results reveal that: (1) residential use has a positive impact on the perception of safety, while commercial use, set back buildings and higher visual and physical permeability have a negative impact on the perception of safety; (2) setback buildings have a negative impact on pleasantness; and (3) commercial use on the ground floor, aligned buildings, higher visual permeability rates and higher global choice values have a positive impact on walkability, while residential use and setback buildings have a negative impact on walkability. In turn, data relating to the presence of vegetation presented different results in each neighborhood. Furthermore, local measures proved to be better indicators of levels of walkability and perception of safety than configurational measures. In this way, it is expected that the results regarding local measures can contribute to the decision-making of architecture and urban planning professionals and in the development of urban legislation that values pedestrians and contributes to the safety, pleasantness, and walkability of public open spaces, as well as contributing to future work and walkability index.
Keywords: Walkability. User Perception. Open Public Space. Ground Floor Interfaces. Space syntax

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