
Assim como outros campi, o Campus Centro da UFRGS recebeu atividades culturais das mais diversas no dia do Portas Abertas, mostrando ao público visitante que a Universidade também é lugar para produzir e apreciar cultura, o que torna o espaço universitário muito mais colorido e plural. Atrações como a Feira de Hip Hop e a programação musical da Rádio da Universidade foram bastante prestigiadas. Além delas, foi realizada uma roda de conversa sobre cotas em frente à Faculdade de Educação (FACED), promovida pelo projeto de Extensão PET – Conexões de Saberes, que lançou mão de recursos musicais para tornar a atividade mais atrativa.

A performance começou por volta das 11h, com violão, voz e chocalho, o grupo introduziu o debate cantando músicas relacionadas à exclusão racial e social, como ”Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”, do Rappa. Após terem reunido vários estudantes que prestigiavam as músicas, o grupo iniciou a conversa, apresentando o projeto e perguntando a quem participava se sabiam o que eram cotas. Em seguida, colocou-se a informação de que 50% das vagas da universidade são destinadas a estudantes de escola pública, negros, pardos e indígenas, mostrando que ingressar no ensino superior público é possível e um direito de todos.


Sabe-se que o evento realizado no dia 14 de maio, visa aproximar alunos pré-vestibulandos dos cursos e das atividades da universidade. Nessa edição do Portas, a UFRGS mostrou também que o processo de inclusão já foi iniciado dentro da academia. O Núcleo de Inclusão e Acessibilidade (INCLUIR), esteve presente desde às 8h no pátio central do Campus Centro, com uma tenda e cartazes sobre as possibilidades de auxílio que são disponibilizadas a pessoas com deficiência, alunos, professores e técnicos-administrativos. Michelle da Silva Nimeth Riella, coordenadora do Núcleo, explicou que o Núcleo é um projeto que visa auxiliar o ingresso e a permanência de pessoas com deficiência, ao mostrar os materiais em braille da UFRGS expostos na tenda.
Texto por Paola Pavezi
