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Visitantes conhecem as possibilidades da Faculdade de Veterinária

UFRGS Portas Abertas
UFRGS Portas Abertas
Foto: Jonata Fabris

   Na Faculdade de Medicina Veterinária, localizada no Campus do Vale, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto alguns dos principais prédios da faculdade e suas atividades durante o UFRGS Portas Abertas. Após um breve cadastramento, o visitante que chegava à FAVET podia escolher entre diferentes atividades na área médico-veterinária, onde acompanhava de perto algumas das práticas cotidianas de um profissional da área. 

Logo em frente à entrada da Faculdade, encontra-se o prédio onde funcionam os laboratórios de anatomia preventiva, imunologia, virologia, micologia, bacteriologia. Para o visitante, foi possibilitado o acesso ao Laboratório de Anatomia Comparada, onde tinha o contato direto com animais e órgãos taxidermizados, esqueletos de algumas espécies de aves e mamíferos, que contribuem de maneira significativa para o compreensão das estruturas do organismo de determinadas espécies de animais. Os visitantes não escondiam a curiosidade e ficavam observando atentamente os esqueletos, muitas vezes fazendo questionamentos aos monitores do UFRGS Portas Abertas 2016.

UFRGS Portas Abertas
Foto: Jonata Fabris

Outra atividade que atraiu um bom público foi a Visita guiada ao Hospital de Clínicas Veterinárias. O HCV-UFRGS é um dos maiores da América Latina e completou 60 anos em 2016. Como um órgão auxiliar da Faculdade, serve de apoio às aulas práticas de pequenos e grandes animais, oferece estágios curriculares a estudantes de graduação e presta serviços médico-veterinários à comunidade em geral. Na visita, os estudantes conheceram algumas salas do complexo hospitalar, onde são realizadas cirurgias em animais de pequeno porte, como cachorros e gatos. Além disso, quem participou da visita guiada pode conhecer o Núcleo de Conservação e Reabilitação de Animais Silvestres, o PRESERVAS, que presta atendimento animais silvestres, promove a educação ambiental com palestras e trabalhos sociais e oferece estágios a acadêmicos que tem interesse na área.

Além da visita ao HCV, foi apresentado o Setor de Patologia Veterinária, que tem como atividades, que cuida do tratamento de doenças e realiza entre outros trabalhos, biópsias, necropsias e estudos práticos sobre enfermidades com animais.

Outro espaço que atraiu grande público foi o estábulo dos ovinos. Lá ocorreu a Introdução ao manejo da Ovinocultura. A professora do Departamento de Medicina Animal e coordenadora do Projeto RuninAção, Raquel Raimondo, comentou sobre a importância da atuação dos graduandos nessa atividade: ”A relevância desse projeto está na possibilidade dos alunos terem o contato direto com os animais, aprendendo cotidianamente as carências que eles tem, a melhor maneira de tratar uma doença e como melhorar o rendimento genético dos animais’. Apresentado por alunos da graduação, a miniaula foi acompanhada por diversas escolas que buscavam aumentar seu conhecimento a respeito dos animais em questão. A oficina foi produzida pelos bolsistas do Projeto RuminAção, que tem como tema principal o manejo estratégico de ovinos e conta hoje com um grupo de 8 bolsistas de extensão e 4 voluntários. Na atividade, os visitantes tiveram uma pequena explicação sobre o manejo dos animais e histórico de raças. Aprenderam também sobre a fisiologia e anatomia de alguns animais e algumas curiosidades sobre as raças. Para quem veio de longe, como os estudantes pré-vestibulares Caroline e Bruno que acompanharam a Oficina de Manejo de Ovinos, a visita à Faculdade de Veterinária foi muito proveitosa, pois acrescentou inúmeros conhecimentos sobre a profissão e a própria graduação também. Caroline ainda não decidiu qual o curso que prestará vestibular, mas não descartou a Medicina Veterinária como opção. Para a Professora Raquel, quem acompanhou a oficina pode ver de uma maneira simples como se dá o dia-a-dia ovino: ”Os visitantes que chegaram a oficina, tiveram um resumo das singularidades que os ovinos tem e as melhores maneiras para cuidar deles. De certa forma mostramos a eles como tratar de algumas doenças e como agir diante de tais enfermidades’’.

Texto: Jonata Fabris (Estudante de Jornalismo – FABICO/UFRGS)

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