Notícia 13 outubro, 2015

UFRGS no 2º Congr. de Ext. AUGM: debates e atividades de sábado

Confira um pouco das atividades que ocorreram neste sábado (10 de outubro de 2015)  durante o 2º Congresso de Extensão AUGM:

 

Conferencista destaca a importância de novos modelos de extensão

Pensar em novas maneiras de interagir e dialogar com as localidades nas quais as universidades estão inseridas, essa foi uma das propostas da confêrencia de Margarita Pastene, diretora geral de Extensão da Universidade de Playa Ancha (UPLA), no Chile. Na palestra realizada na manhã de sábado, Margarita reforçou que o novo acordo a ser travado entre a academia e a comunidade passa pelo entendimento um do outro. Ou seja, e a aproximação entre os agentes internos e externos à universidade que vai permitir o desenvolvimento de modelos compartilhados de conhecimento.

Ainda durante sua fala, a palestrante lembrou o movimento estudantil chileno que luta por um ensino público, gratuito e de qualidade, já que grande parte das instituições universitárias desse país são particulares. Margarita elogiou e se emocionou ao mencionar o trabalho de pesquisa e extensão promovidos pelas universidades públicas brasileiras e, ao final, a mediadora da conferência e pró-reitora de Extensão da UFRGS, Sandra de Deus, afirmou que o dever das instituições brasileiras é continuar lutando pelo ensino gratuito.


Grupo de percussão agita o saguão da Unicamp

Antes do início das mesas redondas paralelas que aconteceram na tarde deste sábado, o grupo Caixeiras da Nascente animou os professores e os alunos extensionistas que estavam no saguão. Ao som de tambores, chocalhos, cânticos e palmas uma grande roda de dança formou-se no campus da Unicamp. Formado exclusivamente por mulheres, o coletivo faz releituras de manifestações populares e realiza pesquisas de cantos e toques do Sagrado.


Questões étnico-raciais são debatidas em mesa redonda

Apesar de não ser debatido cotidianamente, o racismo é muito latente no Brasil e se manifesta em diversas formas. Conforme levantamento do Ipea, o desemprego atinge 5,3% dos homens brancos, 6,6% dos negros. Já entre as mulheres brancas, o desemprego é de 9,2% enquanto entre as negras, ultrapassa os 12%. Em 2013, a população branca tinha 8,8 anos de estudo em média, já a negra, 7,2 anos. Tendo essas informações em mente, a pesquisadora Caroline Feitosa, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), decidiu estudar como se dão as relações raciais na área da educação. Para Caroline, a desconstrução do preconceito racial passa pela promoção e valorização da cultura africana e afro-brasileira nas escolas e pela formação docente. “Nosso projeto atende professores da rede municipal para que eles possam refletir sobre o tema e replicar esses questionamentos em sala de aula com os alunos para que eles não perpetuem essas relações assimétricas de raça”, diz a pesquisadora. A coordenadora da mesa, Sandra de Deus, lembrou os avanços que a UFRGS e demais universidades tiveram na inclusão da população negra e indígena no ensino superior por meio das medidas afirmativas, mas ressaltou que ainda há muito trabalho a ser feito.
Atividades culturais para além dos muros da universidade

Na tarde deste sábado, o público pode entrar em contato com diversas ações de promoção de cultura e arte na mesa de debate coordenada pela diretora do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, Claudia Boettcher. Umas das iniciativas apresentadas foi o Festival Integrado da Cultura e Arte (FICA) encabeçado por Paulo Nunes, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), de Minas Gerais. Em cinco edições, a iniciativa atingiu 60 mil pessoas, nove cidades foram abrangidas e mais de 400 eventos foram realizados. “Quando a arte vai para a rua, quando ela ocupa o espaço público temos a possibilidade de repensar o modo de ver a cidade, de enxergar o mundo de uma maneira diferente e de fomentar a transformação social”, disse Nunes.

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