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Cálculo Numérico - Versão Python

3.6 Critérios de parada


Quando usamos métodos iterativos precisamos determinar um critério de parada. A Tabela 3.4 indica critérios de parada usuais para os métodos que estudamos neste capítulo.


Tabela 3.4: Quadro comparativo.




Método Convergência Erro Critério de parada




Bisseção
Linear
ϵn+1 = 1 2ϵ
bn −an 2 < erro
(p = 1)
Iteração Linear
ϵn+1 ≈|ϕ′(x∗)|ε n
|Δn| 1− Δn Δn−1 < erro Δn < Δn−1
linear (p = 1)
Newton
Quadrática
ϵn+1 ≈ 1 2 f″(x∗) f′(x∗)εn2
|Δn|< erro
(p = 2)
Secante
p = 5 + 1 2 ≈1,618
εn+1 ≈ f″(x∗) f′(x∗)εnεn−1 ≈Mεnϕ
|Δn|< erro





Observação 3.6.1. O erro na tabela sempre se refere ao erro absoluto esperado. Nos três últimos métodos, é comum que se exija como critério de parada que a condição seja satisfeita por alguns poucos passos consecutivos. Outros critérios podem ser usados. No métodos das secantes, deve-se ter o cuidado de evitar divisões por zero quando xn+1 − xn muito pequeno em relação à resolução do sistema de numeração.

Exercícios


E 3.6.1. Refaça as questões 3.4.3, 3.4.4, 3.4.5 e 3.4.6, usando o método das secantes.

E 3.6.2. Dê uma interpretação geométrica ao método das secantes. Qual a vantagem do método das secantes sobre o método de Newton?

E 3.6.3. Aplique o método das secantes para resolver a equação

e−x2 = 2x (3.199)

E 3.6.4. Refaça o Problema 3.2.8 usando o método de Newton e das secantes.

E 3.6.5. Seja uma função f(x) dada duas vezes continuamente diferenciável. Faça uma análise assintótica para mostrar que as iterações do método das secantes satisfazem:

|x(n+1) − x∗|≈ C|x(n) − x∗||x(n−1) − x∗|, (3.200)

para aproximações iniciais x(1) e x(2) suficientemente próximas de x∗, onde f(x∗) = 0.

Resposta. Seja f(x) ∈ C2 um função tal que f(x∗) = 0 e f′(x∗)≠0. Considere o processo iterativo do método das secantes:
x(n+1) = x(n) − f(x(n)) f(x(n)) − f(x(n−1))(x(n) − x(n−1)) (3.201)

Esta expressão pode ser escrita como: x(n+1) = x(n) − f(x(n))(x(n) − x(n−1)) f(x(n)) − f(x(n−1)) (3.202) (3.203) = x(n) f(x(n)) − f(x(n−1)) − f(x(n))(x(n) − x(n−1)) f(x(n)) − f(x(n−1)) (3.204) = x(n)f(x(n−1)) − x(n−1)f(x(n)) f(x(n)) − f(x(n−1)) (3.205)

Subtraindo x∗ de ambos os lados temos: x(n+1) − x∗ = x(n)f(x(n−1)) − x(n−1)f(x(n)) f(x(n)) − f(x(n−1)) − x∗ (3.206) = x(n)f(x(n−1)) − x(n−1)f(x(n)) − x∗ f(x(n)) − f(x(n−1)) f(x(n)) − f(x(n−1)) (3.207) = (x(n) − x∗)f(x(n−1)) − (x(n−1) − x∗)f(x(n)) f(x(n)) − f(x(n−1)) (3.208)

Definimos ϵn = xn − x∗, equivalente a xn = x∗ + ϵ n ϵn+1 = ϵnf(x∗ + ϵ n−1) − ϵn−1f(x∗ + ϵ n) f(x∗ + ϵn) − f(x∗ + ϵn−1) (3.209)

Aproximamos a função f(x) no numerador por f(x∗ + ϵ) ≈ f(x∗) + ϵf′(x∗) + ϵ2f″(x∗) 2 (3.210) f(x∗ + ϵ) ≈ ϵf′(x∗) + ϵ2f″(x∗) 2 (3.211)

ϵn+1 ≈ ϵn ϵn−1f′(x∗) + ϵ n−12f″(x∗) 2 − ϵn−1 ϵnf′(x∗) + ϵ n2f″(x∗) 2 f(x∗ + ϵn) − f(x∗ + ϵn−1) (3.212) = f″(x∗) 2 ϵnϵn−12 − ϵ n−1ϵn2 f(x∗ + ϵn) − f(x∗ + ϵn−1) (3.213) = 1 2f″(x∗) ϵnϵn−1 ϵn−1 − ϵn f(x∗ + ϵn) − f(x∗ + ϵn−1) (3.214)

Observamos, agora, que

f(x∗ + ϵ n) − f(x∗ + ϵ n−1) ≈ f(x∗) + f′(x∗)ϵ n − f(x∗) + f′(x∗)ϵ n−1 = f′(x∗)(ϵ n − ϵn−1) (3.215)

Portanto:

ϵn+1 ≈ 1 2 f″(x∗) f′(x∗)ϵnϵn−1 (3.216)

ou, equivalentemente:

x(n+1) − x∗ ≈ 1 2 f″(x∗) f′(x∗) x(n) − x∗ x(n−1) − x∗ (3.217)

Creative Commons License Este texto é disponibilizado nos termos da licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada (CC-BY-SA 3.0). Página gerada em 19/8/2020 às 17:36:36.

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