Artigo: Marcadores proteômicos do plasma seminal suíno indicadores de alta e baixa resistência à preservação hipotérmica a 5°C

As doses de sêmen produzidas atualmente são armazenadas por dias ou mais na temperatura média de 17⁰C. Essa temperatura de armazenamento não controla a proliferação bacteriana. Se considerarmos que a bacteriospermia afeta negativamente a qualidade das doses de sêmen, entendemos a necessidade de se adicionar antimicrobianos nas doses. Entretanto, essa utilização tem sido discutida pelo interesse geral de uma utilização racional no uso desses fármacos. Um dos primeiros passos para reduzir o metabolismo bacteriano durante o armazenamento é a redução da temperatura de preservação de 17 para 5°C.
Nesse sentido, Menezes et al. (2020) desenvolveram um experimento intitulado “Differential seminal plasma proteome signatures of boars with high and low resistance to hypothermic semen preservation at 5 °C” para identificar biomarcadores putativos para a resistência do sêmen ao armazenamento hipotérmico a 5° C, comparando os proteomas plasmáticos seminais de cachaços com alta e baixa resistência seminal à preservação a 5°C.
Foram utilizados os ejaculados de 34 machos férteis de uma central comercial de machos. Destes animais, 15 foram selecionados com bases nos seguintes critérios: ejaculados com ≤ 20% de espermatozoides anormais e pelo menos 70% de motilidade progressiva a 120 horas de armazenamento a 17°C. Posteriormente, foram divididos em 2 categorias: alta resistência (motilidade progressiva > 75%) e baixa resistência (motilidade progressiva < 75%) e analisadas as proteínas plasmáticas seminais. Para conferir mais detalhes e os resultados deste experimento clique no link abaixo e confira o artigo na íntegra.
MENEZES, TA et al. Differential seminal plasma proteome signatures of boars with high and low resistance to hypothermic semen preservation at 5 °C. Andrology , p.1-41, 2020. https://doi.org/10.1111/andr.12869
Sobre a autora:

Tila de Alcantara Menezes é formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Lavras com mestrado voltado à produção de suínos no Setor de Suínos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Profissional da área veterinária com ênfase em reprodução animal e suinocultura. Experiência em fisiopatologia da reprodução, inseminação artificial, fertilização in vitro, participação em experimentos a campo em granjas comerciais e laboratório, manejo, nutrição e sanidade de suínos.