Definição do conceito
Casa de Jezebel é um lugar institucional que funciona tal como um prostíbulo, sendo mantido de forma não-oficial pelo governo da República de Gilead. Está localizado em um edifício que anteriormente fora um hotel, dispondo de espaços mais reservados, bem como para convivência. É frequentado apenas por oficiais com altos cargos do governo de Gilead, como Comandantes dos Fiéis, além de delegações comerciais e oficiais estrangeiros, configurando-se como um ambiente onde tais indivíduos podem contratar garotas de programa (na verdade, escravas sexuais conhecidas como “Mulheres da Casa de Jezebel”), além de funcionar como um ponto de encontro informal para discussões e negociações de âmbito político e comercial. No livro “O conto da aia”, Offred encontra Moira na Casa de Jezebel. O.D.: Clube.
Referência completa da Definição:
ATWOOD, Margaret. O conto da aia. Tradução de Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.
Garantia literária
“Sabe como chamam este lugar, entre eles? A Casa de Jezebel. As Tias acham que estamos todas condenadas ao inferno de qualquer maneira, desistiram de nós, de modo que não importa que tipo de vício tenhamos, e os Comandantes estão pouco se lixando com o que façamos em nossas horas de folga.” (ATWOOD, 2017, p. 296).
“Olho ao meu redor de novo. Os homens não são homogêneos, como pensei de início. Lá adiante, junto à fonte, há um grupo de japoneses, de ternos de um tom cinza mais para o claro, e no canto mais afastado há uma mancha branca: árabes, naquelas amplas túnicas longas que eles usam, o pano que cobre a cabeça cingido por tiras listradas.
— É um clube? — pergunto.
— Bem, é assim que chamamos, entre nós. O clube.
— Pensei que esse tipo de coisa fosse estritamente proibido.
— Bem, oficialmente, é — diz ele. — Mas, afinal, todo mundo é humano.
Espero que ele explique isso, mas não o faz, de modo que digo:
— O que isso significa?
— Significa que não se pode trapacear com a Natureza — diz ele. — A Natureza exige variedade para homens. [...].
— Então, agora que não temos roupas diferentes — digo —, vocês apenas têm mulheres diferentes. — Isso é ironia, mas ele não demonstra ter notado.” (ATWOOD, 2017, p. 281).
Nota de citação
ATWOOD, Margaret. O conto da aia. Tradução de Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.