Ativista política chadiana. Nasceu na cidade de Salamat, onde recebeu formação na doutrina islâmica e se tornou instrutora dos preceitos do Alcorão quando tinha cerca de vinte anos de idade.
Fluente em árabe, chamou a atenção de Gabriel Lisette, o fundador do Partido Progressista de Chade – PPT, tendo sido então recrutada em 1950 e passou a fazer parte dos seus quadros. Como outras pioneiras na luta pela independência, Halimé traduziu o programa do seu partido para que outras mulheres aprendessem as línguas europeias e visitou a França, fazendo parte da delegação do PPT em um encontro com o político René Coty.
Quando Gabriel Lisette perdeu a liderança do PPT para François Tombalbaye, seus apoiadores e aliados começaram a ser perseguidos. Hadjé Halimé se tornou um alvo da repressão após a independência. Ela foi presa durante a onda repressiva de 1963, sendo que três dias antes seu filho foi morto pelas forças de segurança do Chade. Ela então passou por algumas prisões, uma delas, a prisão de Kela, onde foi brutalmente torturada. Sua libertação ocorreu em 1975, após a morte de Tombalbaye, quando passou um tempo na França para se recuperar dos ferimentos sofridos.
Já recuperada Hadjé Halimé se juntou à Frente de Libertação Nacional de Chade- FROLINAT-, e se estabeleceu em Tripoli, na Líbia, em 1978, e na década de 1980 lutou contra Félix Malloum, sucessor de Tombalbaye, e contra o regime ditatorial de Hissene Habré que governou o país no período de 1982-1990. Paralelamente, criou a Escola Corânica Nova Geração do Crescente, onde ensinou religião para crianças carentes.
Em 1991, com a queda de Hissene Habré, retornou ao Chade e participou do Parlamento até 1996. Nos seus últimos anos de vida, passou a cuidar de diversos órfãos que perderam os pais durante a era Habré.
BIBLIOGRAFIA
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Última atualização em: 22/01/2021
































