Ken Bugul (1947)

Ken Bugul | Foto: Carlos Otero
Fonte da imagem: Flickr: Festival de Cine Africano - FCAT. 04 de mai. de 2006. Disponível em: https://flic.kr/p/ ds2mp. Acesso em: 21 de dez. de 2020.

Pseudônimo utilizado pela romancista senegalesa Mariètou Mbaye Biléoma, que na língua wolof significa “alguém não desejado”. Nasceu em Ndoucoumane, foi criada em ambiente polígamo, de um pai que era um marabu de 85 anos. Depois de concluir o ensino fundamental em sua aldeia natal, ela estudou na Escola Secundária Malick Sy, em Thiès, em Dakar, obteve uma bolsa de estudos que lhe permitiu continuar os estudos na Bélgica na década de 1970. 

Em 1980, quando voltou ao país, foi uma das vinte e oito esposas do marabu de sua comunidade, e depois da morte dele ela se estabeleceu em Dakar, a partir de onde  se envolveu em trabalhos para a Federação Internacional  de Planejamento Familiar, com atividades em Nairobi  (Quênia), Brazzaville (Congo) e Lomé  (Togo). Posteriormente, ela se casou com um médico do Benin e deu à luz uma filha.

Como romancista Ken Bugul é ganhadora do  Grand Prix Littéraire d’Afrique Noire pelo romance Riwan ou le Chemin de sable (Riwan ou o caminho de areia) (2000), mas é mais conhecida entre os leitores americanos por seu romance Le baobab fou (O baobá louco) (1984), com traços autobiográficos e onde tece uma poderosa crítica aos resquícios do colonialismo na África. Em suas próprias palavras,  escrever é “matar a morte”. Seus textos contém uma escrita de urgência para aliviar o sofrimento pelos traumas herdados do período colonial, uma escrita contra a alienação e o assimilacionismo cultural. 

BIBLIOGRAFIA

CHUNG, Chorok Sally. “Ken Bugul”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 3, p. 333-334.

MAGNIER, Bernard. Ken Bugul ou l’écriture thérapeutique. Notre librairie, v. 81, p.151-155, 1985.

GARANE, Jeanne. “La femme moderne, c’est moi; la femme traditionnelle, c’est aussi moi”: entretien avec Ken Bugul. Women in French Studies, v. 11, p. 101-112, 2003.

Última atualização em: 28/01/2021

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