Pascaline Bongo (1956)

Pascaline Bongo | Embaixada do Gabão em Marrocos
Fonte da imagem: Ambassade du Gabon au Maroc. Disponível em: https://www.ambagabon.ma/media-gallery/detail/475/774. Acesso em: 11 de dez. de 2020.

Política e Ministra das Relações Exteriores do Gabão. É uma das filhas do presidente Omar Bongo Ondimba, que governou o país de 1967 a 2009, e Louise Mouyabi Moukala. Nasceu em Franceville, capital da província de Haut -Ogooué.  Por sua condição privilegiada, frequentou o ensino primário e secundário no país e mudou-se com a irmã mais nova para Los Angeles, Estados Unidos, onde passou a frequentar a Universidade da Califórnia (1979). Pouco antes de sair do país, manteve um breve romance com o cantor Bob Marley.

Depois de formada, foi nomeada pelo pai como Ministra das Relações Exteriores (1991-1994), não mediu esforços para organizar a visita de Michael Jackson ao Gabão em 1992, e teve papel fundamental no resultado das eleições presidenciais de 1993, que garantiram, segundo muitos, por meios fraudulentos, a continuidade de Omar Bongo, em disputa contra o adversário Paul Mba Abessolé.

Pascaline participou do conselho do Banque Gabonaise et Française Internationale – BGFI (Banco Internacional Gabonês e Francês), uma das mais importantes instituições financeiras nacionais na passagem do século XX para o XXI e também integrava o conselho executivo do Total Gabon, o ramo gabonês da corporação multinacional Elf/Total. Suas atividades na França chamaram por vezes a atenção das cortes e deram origem a investigações. Tendo sido condenada em um processo movido por corrupção envolvendo a Elf/Total, foi multada em 2 milhões de euros pela corte francesa em 2007.

Em julho de 2008 Pascaline foi indicada como Diretora da Gabon Mining Logistics (GML), principal responsável pela parceria entre o governo gabonês e as empresas chinesas que pretendiam construir um complexo gigante de exploração de minério de ferro em Belinga, uma região remota no nordeste da Província de Ogooué-Ivindo. Também trabalhou ativamente para gerenciar o lobby nos Estados Unidos em favor do Gabão.

Mesmo com influência limitada nos rumos do governo gabonês, sua presença e participação no regime da dinastia dos Bongos vem se consolidando desde a década de 1980. Após a morte do pai, em 2009, ela continuou a ser a principal conselheira do irmão, Ali Ben Bongo, que venceu a eleição presidencial naquele mesmo ano.

BIBLIOGRAFIA

NJOYA, Jean. Parenté et politique em imbrication: la construction politico-juridique de la succession héréditaire. Polis, v. 16, n. 102, 2009: http://polis.sciencespobordeaux.fr/vol16n1-2/njoya.pdf

RICH, Jeremy. “Pascaline Bongo”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 1,  p. 487-488.

YATES, David. Neo-“Petro-monialism” and the rentier state in Gabon. In: BASEDAU, Matthias; MEHLER, Andreas (Eds.). Resource politics in Sub-saharan Africa. Hamburg:  Hamburg African Studies, 2005,  p. 173-190.

Última atualização em: 05/02/2021

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