Perguntas frequentes

1. Qual é o principal objetivo do curso de Bacharelado em Física, com ênfase em Astrofísica, oferecido pelo IF/UFRGS?

O principal objetivo do curso é oferecer aos estudantes uma sólida formação básica em Astronomia e Física (Astrofísica) focada no desenvolvimento autônomo de atividades de pesquisa (básica e aplicada) e de divulgação científica, e no desenvolvimento de inovação acadêmica e tecnológica, em universidades, observatórios, centros de pesquisa, empresas, indústrias, laboratórios especializados, museus, planetários, rádio, TV, e demais organizações, públicas ou privadas, interessadas em ciência e em sua divulgação.

2. Quantas vagas são oferecidas anualmente?

São oferecidas, por ano, 20 vagas.

3. Qual é a forma de ingresso do curso?

Das 20 vagas oferecidas, 14 são destinadas para o Concurso Vestibular e 6 são destinadas para ingresso via Sistema de Seleção Unificada – SISU, que institui o Programa de Ações Afirmativas, através do Ingresso por Reserva de Vagas para acesso aos cursos de graduação na UFRGS. A seleção também poderá compreender o aproveitamento do resultado obtido pelos candidatos nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), realizado no ano imediatamente anterior ao do concurso Vestibular.

Mais informações: http://www.ufrgs.br/coperse/concurso-vestibular

4. Qual é a concorrência/densidade anual do curso?

A concorrência/densidade do curso vem aumentando ano a ano (curso implantado em 2010), em parte devido ao reconhecimento das atividades de ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e extensão do Departamento de Astronomia, do Instituto de Física e da própria UFRGS. Em 2016, a densidade do curso de Bacharelado em Astrofísica foi de 13.6 candidatos por vaga.

Mais informações sobre o ingresso: http://www.ufrgs.br/coperse/concurso-vestibular

5. Qual é a duração do curso?

Isso vai depender das escolhas que o estudante fará ao longo de sua formação acadêmica. A integralização do curso é planejada para um período de 4 (quatro) anos.

6. Poderei, ao final do meu curso de graduação em Astrofísica, dar aulas nos Ensinos Fundamental e Médio?

Na esfera pública (municipal, estadual e federal) somente portadores de diplomas em Licenciatura poderão prestar concursos públicos para ensinar na Educação Básica.

7. Qual é o pré-requisito principal para os ingressantes do curso de Bacharelado em Astrofísica?

A Astronomia é, talvez, a mais interdisciplinar e mais instigante das ciências, já que lida com várias questões fundamentais e que ainda esperam por respostas sobre a origem, a constituição e a evolução do Universo. Nesse sentido, além da curiosidade, o pré-requisito principal para os ingressantes do curso de Bacharelado em Astrofísica é gostar muito de Astronomia, além de Física e Matemática, as duas principais linguagens e ferramentas para qualquer astrofísico.

8. Qual é a estrutura do curso?

Além da formação sólida em disciplinas de Física, Matemática e Computação, os ingressantes terão, começando já no primeiro semestre, uma variedade de disciplinas profissionalizantes cobrindo aspectos históricos, filosóficos, teóricos, experimentais e observacionais das várias áreas de Astronomia e Astrofísica, a saber: Ensino e História de Astronomia, Astronomia de Posição, Astrofísica Observacional (instrumentação e técnicas atuais de análise e tratamento de dados), Astrofísica dos Sistemas Planetários, Astrofísica Estelar, Astrofísica Galáctica e Extragaláctica, Cosmologia.

Mais informações sobre a estrutura curricular podem ser conferidas aqui.

9. Não sou de Porto Alegre, onde posso obter informações sobre moradia estudantil?

Sugerimos buscar essas informações nos órgãos competentes da Universidade.

Para mais informações: http://www.ufrgs.br/prae/sae/casa-do-estudante

10. Quais são as oportunidades oferecidas aos estudantes durante o curso?

O corpo docente do Departamento de Astronomia da UFRGS, responsável direto pelo curso, desenvolve amplo leque de atividades voltadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, sendo oferecidas, todos os anos, várias bolsas de monitoria, de extensão e de iniciação científica tecnológica e acadêmica aos seus estudantes. Essas experiências, sempre guiadas por um professor orientador, são fundamentais para a formação dos nossos estudantes. Além disso, acontecem, semanalmente, seminários de pesquisa e outros fóruns de discussão científica e acadêmica no Departamento de Astronomia como, por exemplo, reuniões de grupos específicos de pesquisa, reuniões para discussão de artigos científicos postados no astro-ph e reuniões de trabalho em volta de projetos de ensino/extensão.

Os estudantes são estimulados a participar de colaborações/estágios/encontros/eventos científicos e missões observacionais locais, estaduais, nacionais e até mesmo internacionais.

Para mais informações sobre as diferentes linhas de pesquisa dos professores: http://www.ufrgs.br/astronomia/pesquisa

11. Qual é a infraestrutura disponível?

Os estudantes do curso de Bacharelado em Astrofísica dispõem de excelente infraestrutura para o amplo desenvolvimento de seus estudos e habilidades científicas: bibliotecas, salas de aula, laboratórios equipados (Física e Astronomia, incluindo o Observatório Campus do Vale), além da infraestrutura disponível em orgãos de apoio como o Planetário e o Observatório Astronômico da UFRGS.

12. Qual é a taxa de evasão (desistência) do Curso de Bacharelado em Astrofísica?

O curso é ainda muito novo e não temos esse número. No entanto, infelizmente, vale destacar que a taxa de evasão das carreiras em ciências exatas e, em particular, de Física, é muito alta, por várias razões, não apenas no Brasil como fora dele. No caso particular da Astrofísica, muitos candidatos têm uma visão romântica da Astronomia, achando que a área se resume apenas à observação por telescópio quando, na verdade, além das observações os profissionais da área passam horas a fio em frente a um computador, escrevendo artigos, projetos e propostas observacionais, além de processar, analisar e interpretar dados coletados/obtidos nos diferentes observatórios/instrumentos/modelos/simulações. Como explicado na resposta (8), além das disciplinas de Astronomia, há uma grande carga de disciplinas de Física, Matemática e Computação no curso, que exigem dedicação cuidadosa por parte dos estudantes.

Para um estudo detalhado da evasão em Física, sugerimos o link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=Od-_ZyEsZWY

13. Após o término da Graduação em Astrofísica, quais são os caminhos possíveis?

Como explicado na resposta (1), há caminhos variados a serem seguidos após a conclusão do Bacharelado em Astrofísica, e, mais uma vez, vai depender dos interesses do graduado. Devido a dinamicidade da área, recomenda-se sempre a realização de um curso de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado). No entanto, vale destacar que se o interesse do graduado for o desenvolvimento de pesquisa básica em universidades e/ou centros de pesquisa, o caminho natural é a realização de cursos de pós-graduação, como mestrado e doutorado (o mestrado é muitas vezes dispensável, dependendo da formação inicial do graduado e das regras dos cursos de pós-graduação). Mais recentemente, há também a exigência da realização indispensável de estágios de pós-doutoramento. Somente após o término do doutorado e dos estágios de pós-doutorado pode-se dizer, hoje em dia, que o pesquisador está completo para poder atuar no Brasil e no mundo.

14. E a que cursos de pós-graduação no país um graduado em Astrofísica poderá postular?

Para uma formação em pesquisa básica em Astrofísica, há cursos de pós-graduação (mestrado/doutorado) em Física (com várias áreas específicas, incluindo Astronomia), em Astronomia e também em Ciências (com ênfase, muitas vezes, em áreas da Astronomia) no Brasil e no mundo. Uma vez graduado em Física, com habilitação em Astrofísica, o profissional poderá optar por qualquer uma das possibilidades acima caso queira, no futuro, trabalhar em universidades e/ou centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros.

Há sempre bolsas de agências federais (CAPES, CNPq) e estaduais (FAPERGS, FAPESP, FAPERJ, FAPEMIG, e outras) disponíveis.

Sugerimos o sítio da Sociedade Astronômica Brasileira para uma lista completa dos cursos de pós-graduação em Astronomia no país: http://www.sab-astro.org.br/posgrad

15. Qual é a situação atual do mercado de trabalho?

Não há muitas vagas disponíveis, mas é difícil encontrar um astrofísico (com formação completa – ver ítem acima) desempregado por falta de opção. Há opções variadas, desde estágios de pós-doutoramento no país e fora dele, em universidades e centros de pesquisa (por exemplo, observatórios), até a realização de concursos (instituições públicas e privadas). Quase sempre os pós-doutorados são de contratos curtos, que podem variar de 1 a 5 anos, renováveis; além de ser uma prática comum na área atualmente, o pós-doutorado é um momento importante da carreira, pela troca de experiências e pelo fortalecimento de colaborações inter(nacionais).

No Brasil, em particular, cresceu bastante o número de vagas permanentes disponíveis em universidades e institutos tecnológicos (estaduais e federais) nos últimos 12 anos. No caso particular da Astrofísica, o cenário é promissor já que são ainda poucas as universidades brasileiras com grupos consolidados de Astronomia em seu quadro. Esse cenário tende a mudar principalmente com o aumento de acordos internacionais que o país é signatário na área de Astrofísica e também com o maior número de profissionais que estão sendo formados nos cursos de graduação recém criados. Outros mercados deverão ser criados, pela própria demanda qualificada.

16. Quais são as maiores vantagens da carreira?

O caráter interdisciplinar da carreira, além da intensa formação em Astronomia, Física e Matemática. O desenvolvimento, ao longo do curso, de habilidades cruciais focadas no planejamento e execução de atividades interdisciplinares e na ciência dos muitos dados, além da prática diária de resolução de problemas reais. Há ainda a possibilidade de se debruçar em questões de ponta, ainda abertas, no contexto da ciência global. A Astrofísica é, antes de tudo, uma ciência colaborativa e, portanto, ela propicia o trânsito internacional, a aprendizagem de outras línguas e o contato direto com diferentes culturas.

17. Quais são as maiores dificuldades da carreira?

Paradoxalmente, a maior dificuldade é o tempo de formação. São, em média, 4 anos de graduação, 2 anos de mestrado, 4 anos de doutorado e 5 anos, pelo menos, de pós-doutorado; este último, de preferência, em instituições de impacto internacional fora do país. Do ponto de vista financeiro/familiar a trajetória acadêmica é estressante já que, muitas vezes, o jovem profissional precisa estar apto à mobilidade, o que exige mudanças bruscas e adaptações variadas de ambiente em escalas de tempo pequenas. Sem contar que durante a pós-graduação e pós-doutoramentos os contratos são temporários, o que exige alto grau de planejamento da carreira e da vida pessoal.

Uma vez contratado em uma universidade, por exemplo, como é o destino mais frequente na realidade brasileira, o profissional terá que desenvolver além das atividades de extensão e/ou pesquisa, uma alta carga didática obrigatória (em algumas instituições são cerca de 12-15 horas por semana de carga didática).

A produção em Astrofísica é altamente competitiva, e a qualidade da pesquisa é avaliada não apenas pelo número de artigos publicados em revistas indexadas dos Estados Unidos e da Europa mas também pelo número de vezes que esses artigos são citados pelos pares na comunidade científica internacional. Aliar as atividades docentes à pesquisa seja, talvez, o maior desafio da carreira, pelo menos no caso da carreira universitária.

18. O que é necessário para construir, em Astrofísica, uma carreira exitosa?

Novamente, a resposta à essa pergunta pode ter várias vertentes e depende de vários fatores, mas independente das escolhas que se faça, é preciso, primeiramente, estar apaixonado pelo que faz. Recomenda-se viajar bastante. Colaborar (com os pares e com estudantes). Publicar artigos de impacto. Frequentar conferências. Expôr-se. Desenvolver habilidades de comunicação oral e escrita, sobretudo em inglês, é indispensável. Sem inglês não há avanço na carreira; sem inglês, nem bons artigos e nem propostas observacionais competitivas para conseguir tempo em telescópios de alto nível poderão ser escritos. Sem inglês será impossível comunicar resultados e colocar ideias novas “na praça”. É necessário ler bastante, atualizar-se sempre. Em resumo, um profissional em Astrofísica, como em qualquer ciência, precisará para sempre estudar e, acima de tudo, desafiar-se cotidianamente. Exige-se disciplina e muita força de vontade. A boa notícia é que apesar do estresse, a vida científica nunca é chata.

19. Há muitas mulheres na Astrofísica?

A participação ainda não é igualitária mas queremos atrair mais mulheres para a ciência e para a Física e a Astrofísica em particular. Há, no Departamento de Astronomia, várias iniciativas para atrair e incentivar a participação efetiva das mulheres e de outras minorias sub-representadas na ciência.

20. Quais são os principais canais de informação do IF/UFRGS onde eu poderia informar-me sobre o curso de Bacharelado em Astrofísica?

  • Departamento de Astronomia: http://www.ufrgs.br/astronomia
  • Núcleo Acadêmico de Graduação:
    • Nara Costa nara.costa[+]ufrgs.br – fone: 3308-6438
    • José Humberto Martins Borges jose.humberto[+]ufrgs.br- fone: 3308-6439
    • Rogério Nunes Wolff rogerio.wolff[+]ufrgs.br – fone: 3308-6430