Em 2026, o Grupo de Pesquisa A Aula Inacabada está desenvolvendo um novo projeto de pesquisa e diversas atividades de extensão. Confira a seguir.
Projeto de Pesquisa 2026-2029
Inventar utopias nas aulas de História: ensaios de educação política no Ensino Fundamental
O ensino de História no Brasil é reivindicado como fator relevante na preparação para a cidadania, a política e o civismo desde sua criação no século XIX. Em vista disso, este projeto questiona como se dão as relações entre o pensar historicamente e a invenção de utopias políticas nas aulas de História, a partir da práxis colaborativa entre professoras da Educação Básica e do Ensino Superior em quatro turmas de 8o e 9o ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de Porto Alegre e Região Metropolitana (2026 e 2027). A intenção é contribuir para o debate sobre o papel do ensino de História na educação política em situação escolar. Pretende-se identificar se e como os estudantes estabeleceram articulações entre seu conhecimento histórico, suas análises sobre o tempo presente e suas projeções utópicas, mapeando suas aprendizagens e opiniões e avaliando possíveis ganhos de complexidade ao longo do tempo. Também será possível identificar as características pedagógicas e historiográficas do currículo de História produzido na práxis colaborativa, avaliando a organização do trabalho pedagógico. O conceito de utopia, inspirado em O Princípio Esperança de Ernst Bloch, diz respeito a uma forma de apropriar-se da História, de criticar o tempo presente e de projetar futuros possíveis que sejam melhores para todas as pessoas. Dessa forma, extrapolam-se as habilidades disciplinares do pensar historicamente para uma abordagem situada nas relações empreendidas em sala de aula e nas intencionalidades docentes. A pesquisa será conduzida em abordagem colaborativa e longitudinal, desenvolvendo aulas de História dedicadas ao tema em foco e avaliando-as continuamente. Espera-se contribuir conceitual e politicamente para o campo de pesquisa do Ensino de História; aprimorar o ensino e a aprendizagem de História nas escolas envolvidas e compreender os limites e potencialidades desse tipo de trabalho para a formação continuada, tanto das professoras da Educação Básica quanto do Ensino Superior.
Pesquisadoras:
- Agatha da Silva Rolim (TCC)
- Amanda Dorneles de Oliveira
- Caroline Pacievitch
- Gabriela Schneider
- Fernanda Quevedo Rolim
- Maria Eduarda da Silva Velasques (IC – Bolsa BICAF UFRGS)
Escolas participantes:
- Escola Estadual de Ensino Médio Heitor Villa Lobos (Gravataí)
- Escola Estadual de Ensino Médio Caetano Gonçalves da Silva (Esteio)
- Escola Municipal de Ensino Fundamental José Plácido de Castro (Sapucaia do Sul)
- Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Greiss (Sapucaia do Sul)
Projeto de pesquisa:
Pareceres de Aprovação nos Comitês de Ética em Pesquisa (UFRGS e Smed/POA)
Mapear utopias na Escola Municipal Porto Alegre
Trabalho de mapeamento de lugares, em Porto Alegre, que possam ser considerados espaços de utopia, em parceria com professores de História e estudantes da Escola Porto Alegre (EPA).
Objetivos:
- Discutir os sentidos de utopia no interior do Programa de Extensão A Aula Inacabada, em especial, de utopias político-educacionais.
- Debater sentidos de utopia entre professores de História e discentes da EMEF Porto Alegre.
- Levantar exemplos de espaços ou iniciativas que podem ser considerados, pelo grupo formado na escola, como territórios utópicos.
- Elaborar o mapeamento geográfico e afetivo desses territórios.
A proposta insere-se no conjunto de pesquisas e atividades de extensão promovidas pelos membros do grupo A Aula Inacabada. Formado por professores de História da Educação Básica e do Ensino Superior e por estudantes da Licenciatura em História, o grupo investiga desde 2021 a produção de utopias políticas em sala de aula, amparados em um conceito de democracia transgressora, em perspectivas libertadoras de Educação e em propostas de ensino de História que promovam o pensar historicamente de modo crítico. Concebemos utopia como toda narrativa ou iniciativa embasada em profunda crítica ao tempo presente que propõe outros mundo possíveis que sejam bons para todos. Assim, conduzimos a proposta a partir da indignação contra injustiças, pelo diálogo com diferentes tipos de saberes e pelo reconhecimento da escola como espaço de produção de conhecimento. Esperamos que o mapeamento final possa contribuir para articular e valorizar iniciativas que buscam produzir o bem-viver na cidade.
Integrantes:
- Laura Ferrari Montemezzo (coordenadora do EEABI da Escola Porto Alegre)
- Luiza Ribeiro Moraes (Bolsa PROREXT 2026-2027)
Memórias do Marcírio: vozes que contam a nossa história
Em 2026, a Escola Marcírio Goulart Loureiro completa 40 anos de existência, O projeto busca valorizar e preservar a memória da instituição e de sua comunidade escolar, por meio de um trabalho de história oral que envolva estudantes.
Objetivos:
- Desenvolver nos estudantes habilidades de pesquisa, entrevista e escrita.
- Valorizar a história e a identidade da comunidade escolar e do bairro.
- Estimular o uso crítico e criativo das mídias digitais.
- Promover o trabalho colaborativo entre turmas, professores e comunidade.
- Culminar o processo em um livro impresso e digital, com lançamento aberto à comunidade.
Em 2026, a Escola Marcírio Goulart Loureiro completa 40 anos de existência, consolidando-se como um importante espaço de formação e convivência no bairro Cel. Aparício Borges, em Porto Alegre. Diante dessa trajetória, o projeto busca valorizar e preservar a memória da instituição e de sua comunidade escolar, por meio de um trabalho de história oral que envolva estudantes, professores, ex-alunos, funcionários e moradores do entorno. O projeto responde à necessidade de reconhecimento e valorização das identidades locais, fortalecendo o sentimento de pertencimento e promovendo o protagonismo dos estudantes como sujeitos produtores de conhecimento histórico. Além disso, possibilita o desenvolvimento de competências de leitura, escrita, comunicação e uso ético das mídias digitais, ao mesmo tempo em que amplia a compreensão dos processos históricos e sociais.
Integrantes:
- Isadora Ritterbusch Librenza (coordenadora do projeto e do EEABI da EMEF Marcírio).
- Isadora de Souza Pereira (bolsa eventual Prorext).