No dia 11 de fevereiro, celebramos o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, uma data para refletir sobre a trajetória das mulheres na busca pelo conhecimento e na transformação da sociedade.

Você sabia que, por muito tempo, as mulheres foram proibidas de estudar e se formar na Faculdade? No Brasil, apenas em 1879 as mulheres foram autorizadas a ingressar no ensino superior. E mesmo assim, enfrentaram resistência e preconceito. A primeira médica brasileira, Rita Lobato Velho Lopes, formou-se em 1887 no RJ, abrindo caminho para tantas outras.

Aqui na Faculdade de Medicina da UFRGS (FAMED), essa luta por igualdade também fez história. Na primeira turma de formandos, em 1904, formou-se Alice Maeffer, a primeira mulher a conquistar o diploma na FAMED. A segunda mulher a se formar foi Noemy Valle Rocha, em 1917. E só 10 anos depois, em 1928, formou-se a terceira mulher: Izolina Miranda Dutra. Até 1940, aproximadamente 10 mulheres haviam se formado médicas pela UFRGS. Menos de 1% do total de formandos.

Essas pioneiras abriram caminho para que hoje as mulheres sejam protagonistas na pesquisa, no atendimento à saúde e na construção de um futuro mais igualitário. E a luta por representação continua: foi só em 2016 que a FAMED teve sua primeira diretora, uma conquista histórica que simboliza a resistência e a persistência das mulheres na ciência e na academia

💡 Que essa data inspire mais meninas a sonharem com carreiras científicas e que possamos continuar lutando por um mundo onde o saber não tenha barreiras.

📚 Na biblioteca da Faculdade de Medicina da UFRGS, você encontra obras que contam essa história e muitas outras que celebram a contribuição das mulheres na ciência. Venha nos visitar!