Rohden, Fabíola; PUSSETTI, Chiara; ROCA HERNAIZ, Alejandra Rosario (Orgs.). Biotecnologias, transformações corporais e subjetivas: saberes, práticas e desigualdades. 1. ed. Brasília: ABA Publicações, 2021. v. 1. 364p.

Esta coletânea apresenta 12 trabalhos inéditos que discutem o papel das biotecnologias nos processos de produção ou transformação corporal e subjetiva, por meio de investigações sediadas no Brasil, em Portugal e na Argentina. É resultado da articulação promovida pela Rede de Investigações Biotecnologias, Saúde Pública e Ciências na Vida que integra pesquisadoras e pesquisadores dedicadas/os a investigar a produção e repercussões do conhecimento e práticas biotecnológicas em diversos cenários. O eixo central das discussões gira em torno de como novas possibilidades tecnocientíficas direcionadas ao corpo e estruturadas nas chamadas Ciências da Vida traduzem uma série de tensões características das sociedades contemporâneas. Os capítulos constituem investimentos etnográficos e analíticos originais em cenários nos quais as tensões acerca de saúde e aprimoramento são reveladoras também do privilégio dado ao investimento individual em contraste com a ênfase na dimensão social ou coletiva, evidenciando, igualmente, os condicionantes econômicos e políticos em cena e a (re)produção de assimetrias sociais.
Disponível em: ABA

FONSECA, Claudia ; JARDIM, Denise Fagundes (Orgs.). Promessas e incertezas da ciência: Perspectivas antropológicas sobre saúde, cuidado e controle. 1. ed. Porto Alegre: Sulina, 2017. v. 1. 255p.

Esse volume coloca a pergunta: como visualizar criticamente as ciências que governam nossas vidas sem abrir mão do entusiasmo das promessas que elas nos trazem? Ao percorrer práticas e atores concretos enredados na colaboração entre cientistas e gestores de políticas públicas, os autores ressaltam as grandes incertezas do conhecimento científico, as negociações imprevisíveis das práticas de cuidado, os espaços ambíguos entre controle e proteção. Mas, ao demonstrar a complexidade das diversas situações, também abrem pistas para políticas de ação mais adaptadas à realidade em questão. Emerge daí o delineamento não de uma solução “bala mágica” capaz de garantir o bem-estar físico e social de todo cidadão, mas de um olhar prático – um método – para trazer as ciências, de forma refletida e criativa, dentro da vida.

FONSECA, Claudia; ROHDEN, Fabiola; MACHADO, Paula Sandrine; PAIM, Heloisa (Orgs.). Antropologia da Ciência e da tecnologia: dobras reflexivas. 1. ed. Porto Alegre: Sulina, 2016. v. 1. 310p.

Este volume se origina das interações e debates realizados na V Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (V ReACT), ocorrida em maio de 2015 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esse evento teve como intuito debater o potencial e as contribuições da antropologia na construção de perspectivas analíticas acerca das ciências, conhecimentos, saberes, tecnologias e inovações. Os textos que compõem a coletânea estão organizados em três grandes temas de reflexão: “Antropologia como forma de exposição do social”, centrado num debate provocador sobre os fluxos e fronteiras entre os domínios de arte, ciência e antropologia; “Técnicas estabilizadoras em contextos controvertidos”, sobre o trabalho investido em e produzido por diversos artefatos das tecnociências; e, finalmente, “Modos de participar, modos de viver, modos de conhecer”, sobre as diferentes formas que cidadãos comuns forjam para participar em ou resistir contra os grandes empreendimentos da ciência. Esperamos que a riqueza e a multiplicidade de abordagens evidenciadas no livro inspirem ainda novos debates e contribuições em torno de uma antropologia da ciência e da tecnologia feita no cenário brasileiro.

FONSECA, Claudia; MARICATO, Glaucia; BESEN, Lucas Riboli; DUARTE, Larissa Costa (Orgs.). Ciência, Medicina e Perícia nas Tecnologias de Governo. 1. ed. Porto Alegre: CEGOV/Editora da UFRGS, 2016. v. 1. 171p.

Disponível em: CEGOV

MACCALLUM, Cecilia; Rohden, Fabíola (Orgs.). Corpo e Saúde na Mira da Antropologia: Ontologias, Práticas, Traduções. 1. ed. Salvador: EDUFBA/ABA, 2015. v. 1. 344p.

A partir de uma perspectiva antropológica, o livro explora as múltiplas relações entre os centros de poder e saber sobre o corpo e os processos de saúde e doença construídos e vividos por sujeitos, comunidades e instituições no Brasil. O conteúdo da obra expressa a pluralidade da antropologia do corpo e da saúde presente hoje no país e que tem diferentes interfaces: ciência, religião, Estado, conhecimentos tradicionais, entre outras.

FONSECA, CLAUDIA; MACHADO, H. C. F. (Org.). Ciência, identificação e tecnologias de governo. 1. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2015. v. 1. 234p.

Disponível em: Lume

FONSECA, CLAUDIA. Parentesco, tecnologia e lei na era do DNA. 1. ed. Rio de Janeiro: Eduerj, 2014. v. 1. 187p.

Aborda as consequências da disseminação do teste de DNA como mecanismo para investigação da paternidade. Sob um prisma antropológico, a autora observa as alterações produzidas pelas novas tecnologias nas formas de pensar conceitos relativos à família , paternidade e na criação de políticas públicas e leis nacionais.

FONSECA, Claudia; ROHDEN, Fabiola; MACHADO, Paula Sandrine (Orgs.). Ciências na vida: Antropologia da ciência em perspectiva. 1. ed. São Paulo: Terceiro Nome, 2012. v. 1. 307p.

O crescente interesse da antropologia por ciência e tecnologia é discutido nesta coletânea em diferentes abordagens, escalas de análise e contextos empíricos nacionais e transnacionais.

ROHDEN, Fabiola. A arte de enganar a natureza: contracepção, aborto e infanticídio no início do século XX. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. v. 1. 246p.

A Arte de Enganar a Natureza é um ótimo título para um belo e revelador trabalho sobre os inúmeros e diversos embates morais, políticos, médicos e jurídicos em torno das ideias, representações e práticas de controle da natalidade no Brasil da primeira metade do século XX. Associando antropologia e história, conceitos e narrativas, múltiplas fontes e análise de casos, Fabíola Rohden nos oferece uma decisiva contribuição que se estende a vários campos disciplinares e temáticos: uma história da sexualidade e da reprodução no Brasil, uma história das relações de gênero e das políticas públicas voltadas para as mulheres e, também, uma página desconhecida da história da medicina brasileira.

Disponível em Scielo

ROHDEN, Fabiola. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2001.

Leitura importante para os interessados nos estudos de gênero, toma como ponto de partida a medicina para discutir a dificuldade de se estabelecer diferenças sexuais. Evidencia-se a maneira com que os discursos médicos lidam com a diferença sexual, mas, ao mesmo tempo, admitem outros fatores, como raça, sexualidade, classe social e influência cultural. A autora utiliza um episódio médico-policial dos arquivos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro que contém acusações de desvirtuamento da conduta feminina e prática de aborto para ressaltar o comportamento feminino esperado pela classe médica e pela sociedade. Este livro mostra o caminho trilhado pela classe médica para criar padrões de comportamento que distinguissem os gêneros, além de acompanhar o surgimento da especialidade médica voltada para o gênero feminino: a ginecologia.

Disponível em: Scielo