
O seminário de abertura da Exposição Idioma-imagem na gravura de Magliani reuniu, na última quinta-feira (25/04), informações e depoimentos sobre as obras e a vida de Maria Lídia Magliani, falecida em 2012. Angélica de Moraes e Julio Castro, amigos de longa data da artista, relembraram a trajetória de Magliani por meio de fatos e relatos que presenciaram ou contados pela homenageada.
As recordações comentadas pelas pessoas próximas à artista refletem o objetivo da exposição: dar visibilidade às obras e manter viva a lembrança de quem foi a personalidade que recebeu o apelido de “Magli, a menina loba”, por Caio Fernando Abreu. Segundo Maristela Salvatori, curadora da exposição, “o tributo pretende difundir o trabalho de Magliani. É importante rever mas também dar a ver às próximas gerações”.
Angélica de Moraes também destacou a falta de visibilidade enfrentada pela primeira mulher negra a formar-se no atual Instituto de Artes da UFRGS: “Nós temos diversas coletâneas sobre a história do Rio Grande do Sul, mas não temos nenhuma monografia sobre Maria Lídia Magliani. Este é um desafio, um desafio para a geração que conviveu com ela e talvez para as novas gerações que descobrirão a potência de suas obras”.
Durante o seminário de abertura, Neiva Bohns, professora da disciplina de História da Arte no RS na Universidade Federal de Pelotas, reforçou a importância das obras de Magliani na história do Rio Grande do Sul. Nesse contexto, Julio Castro, coordenador do Estúdio Dezenove, apresentou parte de sua convivência profissional e artística com Magliani e seu trabalho de destaque na difusão e manutenção das obras da artista por meio do Núcleo Magliani, que tornou o estúdio um Centro de Referência de suas obras.
Após a atividade de abertura, a exposição Idioma-imagem na gravura de Magliani foi inaugurada oficialmente na Galeria Maria Lucia Cattani no Térreo da Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110). A mostra conta com parte do acervo de xilogravuras da artista visual e está aberta para visitação do público em geral até o dia 31 de julho, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas.
*Foto de destaque de Tuio Franco para a matéria “A Solidão do Corpo” escrita por Renato Rosa para o Jornal “O Exemplar” – Porto Alegre, 1972.