
Autora do livro “Gauchismo Líquido: reflexões contemporâneas do Rio Grande do Sul” (Editora Coragem), lançado em 2022, Clarissa Ferreira vem pesquisando as representações de identidade a partir da música e literatura regional há mais de dez anos. Na palestra “A cultura gaúcha é para todes?”, ela desenvolve temas relacionados à construção da identidade gaúcha com o objetivo de fomentar o debate e a discussão sobre suas constituições e institucionalizações até seus desdobramentos e compreensões na atualidade. A ação, contemplada no Edital de Ocupação 2023 do Centro Cultural da UFRGS, ocorre no dia 28 de setembro, quinta-feira, às 19h, na Sala Araucária, e tem entrada franca.
A partir da exposição de suas pesquisas acadêmicas de mestrado e doutorado em Etnomusicologia, Clarissa levanta questões como o negligenciamento do indígena, do negro e da mulher nas representações do Rio Grande do Sul; o papel da arte e da cultura na formação das identidades e comportamentos sociais; a mídia e as políticas culturais nas formações das identidades regionais; e o papel do cientista pesquisador de cultura na atualidade.
No encerramento da palestra, o público tem oportunidade de assistir a um pocket-show em que a musicista apresenta suas criações autorais inspiradas no tema, que trazem reflexões sobre a cultura regional e representações ressignificadas sobre o feminino na tradição gaúcha.
O Centro Cultural da UFRGS está localizado na Rua Eng. Luiz Englert, 333, no campus central da Universidade.
SOBRE CLARISSA FERREIRA
Clarissa Ferreira é uma musicista gaúcha que se destaca pela sua versatilidade. Com formação em Violino e especialização em Etnomusicologia, ela explora diferentes facetas musicais e transcende os limites do regionalismo gaúcho. Ao longo de sua carreira, dividiu o palco com renomados artistas brasileiros, incluindo Lia de Itamaracá e Danilo Caymmi. Seus trabalhos foram apresentados em festivais como o Serenadas no Uruguai (2020) e o Festival Pira Rural (2023). Recentemente, ela fez o show de abertura para cantora baiana Illy em Porto Alegre.
No âmbito acadêmico, Clarissa recebeu reconhecimento pela sua pesquisa e dedicação. Em 2018, foi agraciada com a Menção Honrosa no Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos, realizado no Rio de Janeiro, destacando sua contribuição e excelência na área da Etnomusicologia. Em 2022, ela lançou o livro “Gauchismo Líquido” (Editora Coragem), uma coletânea de crônicas que mergulham nas reflexões sobre o regionalismo gaúcho. O livro recebeu reconhecimento ao ser premiado em 2023 no Prêmio Reflexo Literário como Melhor Livro de Crônicas.
Destacando-se também como compositora, Clarissa dirigiu musicalmente o espetáculo e álbum ao vivo “Corpo | Espaço” (2019) do grupo As Tubas, que foi indicado como melhor álbum no Prêmio Açorianos. Além disso, ela participou como diretora musical em projetos como “Pago Revisitado” no projeto Unimúsica UFRGS ao lado do músico Texo Cabral, bem como no projeto Sonora Brasil/ SESC, com o show “Líricas Sulinas”. Em 2020, Clarissa lançou o single e videoclipe “Satélites”, que recebeu reconhecimento ao ser premiado na categoria videoclipe do Prêmio Profissionais da Música. Sua versatilidade também se estende à composição de trilhas sonoras para o filme “30 povos” do Canal Curta!, o espetáculo “Limiar” e a série “Enlace”.
Clarissa também atua como educadora, lecionando no curso de Música Popular da Universidade Federal de Pelotas. Sua expertise em etnomusicologia permite que ela mergulhe profundamente nas questões de cultura, identidade e criação. Ela compartilha seu
conhecimento por meio de palestras que exploram a intersecção entre música, sociedade e identidade cultural. Além disso, ministra oficinas de composição musical, inspirando outras pessoas a explorar sua criatividade e expressão.