Espera! Já leu o conteúdo introdutório sobre as diferentes fisionomias campestres?
Uma das classificações utilizadas para se referir a aparência dos campos é a de campos limpos e campos sujos.
Ambos são ambientes abertos sem grande presença de vegetação arbórea. Os campos limpos se caracterizam pela vegetação herbácea baixa, subarbustos e gramíneas, enquanto os campos sujos possuem, além das gramíneas e plantas herbáceas baixas, um componente arbustivo.

Sintetizando, podemos dizer que os campos limpos são campos sem estruturas lenhosas, enquanto campos sujos são campos majoritariamente baixos, mas com a presença de arbustos, que podem ter a estrutura lenhosa, semi-lenhosa ou herbácea.

Essas duas divisões ocorrem associadas à presença de distúrbios. Enquanto os campos limpos são campos que convivem com um maior manejo pastoril, os campos sujos estão relacionados ao baixo nível de pastejo, que resulta na dominância de arbustos e numa composição de vegetação mais alta. Exemplos de espécies que formam o estrato superior encontradas nos Campos Sulinos são a vassourinha (Baccharis dracunculifolia), o gravatá (Bromelia balansae) e a chirca (Austroeupatorium inulaefolium).
Referências:
[1] Overbeck, G. E., Müller, S. C., Fidelis, A., Pfadenhauer, J., Pillar, V. D. P., Blanco, C. C., … & Forneck, E. D. (2009). Os Campos Sulinos: um bioma negligenciado. Campos Sulinos: conservação e uso sustentável da biodiversidade, 24-citation_lastpage.
[2] Pillar, V. D. P., & Lange, O. (Eds.). (2015). Os campos do sul. Porto Alegre/RS: Rede Campos Sulinos-UFRGS.
[3] Rosa, A. S. (2011). Uso da terra no Rebordo do Planalto do Rio Grande do Sul. Ciência e Natura, 33(1), 161-173.