Austroeupatorium inulaefolium

Austroeupatorium inulaefolium

Juliana Nunnenkamp

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Nome científico: Austroeupatorium inulaefolium (Kunth) R.M.King & H.Rob.
Família: Asteraceae
Conhecida popularmente: Eupatório-branco, alecrim-grande, alecrim-vassoura, cambará, vassoura, maripo-sera, salvia-amarga.
Grau de ameaça: NE.¹ 
Biomas em que ocorre: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa.
Floração: fevereiro a abril.
Frutificação: fevereiro a abril.
Sobre essa espécie: A Eupatório-branco está presente em vegetação de campo rupestre, diferentes formações do Cerrado, floresta estacional decidual, floresta estacional semi-decidual, floresta ombrófila, afloramentos rochosos, como também pode ser encontrada em ambientes perturbados, como terrenos baldios. É um arbusto perene de 1 a 2 metros que habita locais bem ensolarados. Suas raízes são do tipo fasciculada; são lenhosas nas partes mais grossas e densamente ramificadas. Possui caule do tipo rizoma subterrâneo de onde partem ramos aéreos verticais e secundários – sendo tomentosos, esverdeados na base e vináceos no ápice. As folhas são simples, opostas cruzadas, pecioladas, membranáceas e ásperas. Geralmente apresentam tonalidades de verde claro; lanceoladas com margem serreada e ápice acuminado; a face abaxial é irregular e tomentosa, com as nervuras aparentes; destacam-se três nervuras principais. A arquitetura da inflorescência é em formato de guarda-chuva (umbela), portando flores perfumadas, bissexuadas, tubulosas, brancas e com invólucro campanulado. Possuem estiletes evidentes, bífidos e filiformes. O fruto é do tipo cipsela, preto e ovoide, com papus branco e mais longo que o aquênio. A propagação ocorre por semente. As flores são muito atrativas para polinizadores, como borboletas e abelhas, que visitam intensamente a planta, assim como outras espécies da entomofauna. No inverno, sua folhagem diminui ou a perde completamente, rebrotando na primavera. É uma planta com propriedades medicinais e de grande potencial ornamental. No cultivo ornamental, pode ser plantada individualmente ou em pequenos grupos para criar mais destaque. Já é utilizado em projetos no Uruguai, em jardins de Pampa, no entanto, no Pampa brasileiro ainda não há experiências de cultivo ornamental, mesmo sendo fortemente recomendado para produção de mel.

¹ Classificação conforme Lista Vermelha da flora brasileira.

Referências:

Almeida, G.S.S.; Grossi, M.A. Austroeupatorium in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB26850>. Acesso em: 29 mar. 2024. 

Plantas nativas ornamentais do bioma Pampa: potenciais e popularização / Jhonitan Matiello, Fabiane Granzotto, Ana Paula Moreira Rovedder – Curitiba: CRV : 2022. p. 128.

Palavras-chave: bioma Pampa, bioma Mata Atlântica, bioma Cerrado, Campos Sulinos, vegetação campestre, flora, família Asteraceae.

Key words: South Brazilian Grasslands, grassland, grassland vegetation, open ecosystems, Asteraceae family.

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